Encontrar um novo livro para ler pode ser uma tarefa
difícil diante da quantidade de títulos disponíveis. Clássicos, lançamentos,
romances, ficção, não ficção e obras de diferentes países fazem parte de um
universo cada vez mais amplo para quem gosta de literatura.
Nesse cenário, as redes sociais se tornaram um espaço
importante para descobrir novas leituras. Os influenciadores literários compartilham resenhas, listas, indicações e comentários sobre livros, ajudando
a aproximar as obras de diferentes públicos.
Entre esses criadores estão os chamados booktubers, nome dado aos produtores de conteúdo que falam sobre livros principalmente no YouTube. O termo combina as palavras “book”, livro em inglês, e “tuber”, referência aos usuários da plataforma. Os conteúdos podem incluir resenhas, desafios literários, vídeos de recebidos, listas de recomendações e conversas sobre autores e gêneros.
Com o crescimento desse tipo de conteúdo, a literatura
também passou a ocupar espaço em outras plataformas, como Instagram e TikTok.
Assim, quem gosta de ler pode encontrar recomendações em formatos variados e
conhecer obras que talvez não encontrasse por conta própria.
Para quem está procurando inspiração para a próxima leitura, alguns
influenciadores se destacam pela produção de conteúdo sobre livros e
literatura. Confira alguns perfis para acompanhar e ampliar a lista de
leituras.
Isabella Lubrano
Conhecida pelo perfil @lerantesdemorrer, Isabella Lubrano é uma das criadoras de conteúdo que se destacam no universo literário. Seu trabalho tem forte presença no YouTube, com conteúdos dedicados principalmente a livros e literatura.
Tatiany Leite
A jornalista cultural Tatiany Leite, conhecida nas redes como @tatianyleite, também utiliza as plataformas digitais para falar sobre literatura e incentivar a leitura.
Seu conteúdo reúne resenhas e comentários sobre livros, além de abordar assuntos relacionados à cultura. A proposta contribui para aproximar o público do universo literário e apresentar diferentes obras aos leitores.
Perfis que combinam jornalismo cultural e literatura podem ser interessantes
para quem não quer apenas descobrir o que ler, mas também conhecer o contexto
de determinadas obras e refletir sobre os temas presentes nas histórias.
Tiago Valente
Para quem prefere conteúdos mais rápidos e descontraídos, o perfil @otiagovalente é outra opção para acompanhar. O criador produz conteúdos sobre literatura principalmente no TikTok, utilizando uma linguagem dinâmica e bem-humorada.
As dicas e recomendações apresentadas nas redes sociais podem ajudar quem está em busca de uma leitura para o momento ou simplesmente quer descobrir novos títulos.
Como os influenciadores podem incentivar o hábito de leitura?
Além de indicar livros, os influenciadores literários ajudam a criar
conversas sobre leitura nas redes sociais. Comentários, resenhas e discussões
sobre personagens e histórias podem despertar a curiosidade de quem ainda não
conhece determinada obra.
Para estudantes, esse contato também pode ser uma oportunidade de ampliar o
repertório cultural. A literatura está presente em diferentes áreas do conhecimento
e pode contribuir para o desenvolvimento da interpretação de texto, do
vocabulário e da capacidade de analisar diferentes perspectivas.
É importante, no entanto, lembrar que uma indicação é apenas um ponto de partida. O gosto pela leitura é individual e pode variar bastante. Por isso, vale conhecer diferentes perfis, gêneros e autores até encontrar obras que realmente despertem o interesse.
O que o Pisa 2025 revela sobre a leitura entre estudantes brasileiros?
Os resultados do Pisa 2025 ajudam a dimensionar a importância da leitura na formação dos estudantes. A avaliação internacional considera, entre outras habilidades, a capacidade de compreender, utilizar, avaliar e refletir sobre textos.
No Brasil, cerca de 49% dos estudantes de 15 anos alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência em leitura, considerado o patamar mínimo pela avaliação. Na média dos países da OCDE, esse percentual foi de 69%.
O levantamento também chama atenção para as diferenças relacionadas à condição socioeconômica. Uma análise do Instituto de Evidência Educativa, baseada nos dados do Pisa 2025, aponta que 67% dos estudantes brasileiros entre os 25% de menor nível socioeconômico não atingiram o nível mínimo de leitura, enquanto o percentual foi de 26% entre os 25% de maior nível socioeconômico.
Os números mostram que o contato com livros e diferentes tipos de texto pode estar inserido em uma discussão mais ampla sobre formação leitora.
Nesse contexto, conteúdos produzidos por influenciadores literários podem funcionar como uma porta de entrada para novos autores, gêneros e obras, especialmente entre públicos que já estão presentes nas redes sociais.
Bolsas de estudo podem ajudar a ampliar o acesso à educação
O acesso à educação também passa pela possibilidade de encontrar alternativas que se encaixem na realidade financeira de cada estudante.
O Educa
Mais Brasil oferece bolsas de estudo para diferentes modalidades de
ensino, incluindo graduação, pós-graduação, escolas, cursos técnicos, cursos
livres, preparatórios e outras opções, conforme a disponibilidade das
instituições parceiras.
Para quem pretende continuar os estudos, a plataforma permite consultar cursos e instituições com bolsas disponíveis e verificar as condições de cada oportunidade.
Dessa forma, depois de descobrir novos livros e ampliar o
interesse pela leitura, o estudante também pode pesquisar possibilidades de
formação acadêmica e profissional por meio de

