Nos últimos anos, as produções asiáticas, especialmente as sul-coreanas, deixaram de ser um nicho para se tornarem fenômenos globais. No Brasil, termos como “dorama” e “k-drama” já fazem parte do vocabulário popular, e os chamados “dorameiros” seguem aumentando nas redes sociais e nas plataformas de streaming.
Mas, afinal, dorama e k-drama são a mesma coisa? A resposta é: não exatamente. Entenda a seguir o que diferencia esses formatos e por que conhecer os termos corretos também ajuda a compreender melhor a indústria cultural asiática.
O que é um dorama?
A palavra “dorama” tem origem no Japão. Trata-se da adaptação japonesa da palavra inglesa “drama”, incorporada ao vocabulário local para designar séries televisivas.
Popularmente conhecidas como “novelas japonesas”, os doramas surgiram na década de 1950, no período pós-Segunda Guerra Mundial, acompanhando a expansão da televisão no Japão. Essas produções costumam ter:
• Temporada única
• Cerca de 10 a 12 episódios (podendo chegar a mais de 20)
• Episódios com aproximadamente 1 hora de duração
• Narrativas com início, meio e fim bem definidos
Embora o romance seja um gênero bastante comum, há espaço para suspense, fantasia e thriller. Um exemplo recente é Alice in Borderland, produção japonesa que conquistou o público com uma trama intensa e distópica. Outros títulos que ajudaram a popularizar os doramas no Brasil incluem Aluguel de Namorada e Um Caso de Amor Incurável.
Com o tempo, o termo “dorama” passou a ser utilizado no Brasil de forma genérica para se referir a qualquer série asiática, o que acabou gerando confusão.
O que é um K-drama?
Já os K-dramas são produções feitas na Coreia do Sul. A letra “K” vem de “Korean”, ou seja, “drama coreano”.
Os primeiros dramas coreanos surgiram na década de 1960. Um marco histórico foi a exibição de Gukto malli, considerado o primeiro k-drama transmitido na televisão sul-coreana, pela emissora KBS, em 1962.
Assim como os doramas, os k-dramas geralmente apresentam:
• Temporada única
• História fechada
• Episódios de cerca de 60 minutos
• Entre 16 e 30 capítulos (em média)
No entanto, o grande diferencial dos k-dramas está na força da chamada “onda coreana”, ou Hallyu, que impulsionou globalmente a cultura sul-coreana, da música ao cinema e à televisão.
O sucesso internacional de produções como Round 6 (conhecida mundialmente como Squid Game), além do impacto histórico do filme Parasita, vencedor do Oscar de Melhor Filme, ampliou o interesse do público por conteúdos sul-coreanos.
Entre os k-dramas que conquistaram os brasileiros estão:
• Pousando no Amor
• Uma Advogada Extraordinária
• Hometown Cha-Cha-Cha
• Descendentes do Sol
Diferentemente da maioria das produções do formato, Round 6 se destacou por ganhar múltiplas temporadas, quebrando o padrão tradicional de história fechada em uma única fase.
E os outros termos? C-drama, TW-drama e BL
A lógica de nomenclatura é simples: usa-se a inicial do país seguida de “drama”.
• C-drama: produções da China
• TW-drama: produções de Taiwan
• BL (Boys’ Love): histórias com foco em romances entre personagens masculinos, podendo ser produzidas em diferentes países asiáticos
Essas classificações ajudam o público a identificar a origem da obra e entender melhor suas referências culturais, estéticas e narrativas.
Por que a diferença importa?
À primeira vista, pode parecer apenas uma questão de nomenclatura. No entanto, entender a diferença entre dorama e k-drama é também reconhecer a diversidade cultural e a força das indústrias criativas asiáticas.
A consolidação dos k-dramas no mercado internacional está diretamente ligada a estratégias de exportação cultural da Coreia do Sul, investimentos em produção audiovisual e à expansão das plataformas de streaming no Brasil.
O sucesso dessas produções reforça como a cultura pode se transformar em ativo econômico e estratégico para um país. Para quem se interessa por carreira e educação, esse fenômeno revela tendências importantes:
• Crescimento do mercado de entretenimento global
• Expansão da indústria criativa asiática
• Oportunidades nas áreas de tradução, legendagem e localização
• Valorização de conteúdos multiculturais
Veja também: Doramas em alta: os 10 lançamentos mais esperados de 2026
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