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DICAS

Imposto de Renda 2026: quem declara e o que muda na tabela

Reforma amplia isenção para quem ganha até R$ 5 mil e altera regras de tributação
Imposto de Renda 2026: quem declara e o que muda na tabela

A partir de janeiro de 2026, a tabela do Imposto de Renda passa por uma das mudanças mais relevantes dos últimos anos, com impactos diretos no orçamento de milhões de brasileiros. A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, medida prevista na reforma do Imposto de Renda sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A atualização da tabela amplia o número de contribuintes isentos, reduz a carga tributária para rendas intermediárias e cria uma tributação mínima para altas rendas. No entanto, as novas regras exigem atenção, especialmente em relação à obrigatoriedade de declaração nos próximos anos.


Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2026?


Apesar da ampliação da isenção, quem ganha até R$ 5 mil por mês ainda poderá precisar declarar o Imposto de Renda em 2026. Isso ocorre porque a declaração entregue entre março e maio do próximo ano será referente ao ano-base de 2025, período em que a regra antiga ainda estava em vigor.


Na prática, quem teve rendimentos tributáveis ao longo de 2025, mesmo dentro do novo teto de isenção, deverá prestar contas com o Fisco em 2026. A diferença é que, a partir do salário de janeiro de 2026, o trabalhador deixa de sofrer a retenção mensal do imposto na fonte, o que aumenta o valor líquido recebido.


O que muda a partir de 2027?


A lógica da declaração começa a mudar a partir de 2027, quando será analisado o ano-calendário de 2026. Nesse cenário, a obrigatoriedade de declarar não dependerá apenas da renda mensal, mas do conjunto das informações financeiras do contribuinte.


Quem tiver renda exclusivamente até R$ 5 mil por mês, sem bens relevantes, investimentos, participação em empresas, rendimentos isentos ou outras fontes de receita, poderá ser dispensado da declaração. 


Ainda assim, a maioria dos brasileiros continuará obrigada a declarar, já que critérios tradicionais, como posse de bens, aplicações financeiras, aluguéis e ganhos de capital, permanecem válidos.


Nova tabela do IR: faixas e alíquotas em 2026


Com a reforma, a tabela mensal do IRPF passa a funcionar da seguinte forma:


Até R$ 5.000: isenção total do Imposto de Renda

De R$ 5.000,01 a R$ 7.350: redução gradual do imposto devido

Acima de R$ 7.350: mantidas as alíquotas progressivas atuais, que chegam a 27,5%


O mecanismo de isenção utiliza um redutor mensal de até R$ 312,89, limitado ao valor do imposto calculado pela tabela progressiva. Esse redutor também se aplica ao cálculo do imposto incidente sobre o 13º salário.


IRPF anual: novas regras de isenção e redução


No cálculo anual, a partir de 2027, ficam isentos do IRPF os contribuintes com rendimentos tributáveis de até R$ 60 mil no ano. Para quem recebe entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200, haverá uma redução parcial do imposto, que diminui conforme a renda aumenta.

Já os contribuintes com rendimentos acima desse limite seguem sujeitos à tributação integral, conforme a tabela progressiva vigente.


Tributação de altas rendas e dividendos


A reforma também cria uma alíquota mínima para contribuintes com rendimentos anuais a partir de R$ 600 mil. A tributação será progressiva, podendo chegar a até 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão por ano, incluindo dividendos.


Além disso, passam a ser tributados lucros e dividendos acima de R$ 50 mil, inclusive aqueles enviados ou recebidos do exterior, com alíquota de 10%. Ficam excluídos da nova regra os pagamentos cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.


Impacto no bolso do trabalhador


Segundo estimativas do governo, cerca de 10 milhões de pessoas passam a integrar a faixa de isenção, totalizando aproximadamente 15 milhões de brasileiros livres do pagamento do IR. A renúncia fiscal é estimada em R$ 25,4 bilhões, o equivalente a cerca de 10% da arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física.


Para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a economia pode chegar a R$ 4 mil por ano, valor próximo a um salário mensal adicional.


Orientações da Receita Federal


Para facilitar a adaptação às novas regras, a Receita Federal publicou orientações detalhadas sobre a aplicação das tabelas atualizadas, incluindo exemplos práticos para cálculo do imposto retido na fonte e do carnê-leão. As informações estão disponíveis no site oficial do órgão e são fundamentais para evitar erros no recolhimento e na declaração.


Veja tambémImposto de Renda: despesas com cursos de idiomas precisam ser declaradas?


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Fonte: Receita Federal e Agência Senado

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