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DICAS

O que mais abre portas aos 25 anos no mercado de trabalho?

Pesquisa, estágio e empreendedorismo ganham destaque entre os jovens
O que mais abre portas aos 25 anos no mercado de trabalho?

Quem está na faculdade ou acabou de concluir a graduação costuma se perguntar qual experiência vale mais a pena para conseguir boas oportunidades: fazer estágio, investir em pesquisa acadêmica ou abrir o próprio negócio.


A verdade é que não existe uma resposta única. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Associação Brasileira de Estágios (Abres) e do Sebrae mostram que cada caminho pode contribuir de forma diferente para a construção da carreira.


Em um país com 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos, encontrar formas de se destacar faz cada vez mais diferença. Embora o mercado tenha registrado aumento do emprego formal nos últimos anos, o acesso às oportunidades ainda não acontece da mesma forma para todos.


Estágio continua sendo o caminho mais comum


Para muitos estudantes, o estágio é a primeira experiência profissional. Além de permitir colocar em prática o que é aprendido na sala de aula, ele também aumenta as chances de contratação.


Segundo a Abres, entre 40% e 60% dos estagiários acabam sendo efetivados. O problema é que as vagas ainda são insuficientes. Dos cerca de 20 milhões de estudantes aptos a estagiar, apenas 900 mil a 1 milhão conseguem uma oportunidade.


Mesmo assim, o cenário vem melhorando. Dados do MTE apontam que o número de estagiários passou de 624 mil em 2023 para 990 mil no primeiro bimestre de 2025. No fim de 2024, mais da metade dos jovens ocupados (53%) já trabalhava com carteira assinada.


A Abres destaca, porém, que a oferta de vagas ainda é bastante concentrada nas grandes cidades, dificultando o acesso de estudantes de outras regiões.


Jovens empreendem mais e seguem estudando


empreendedorismo também vem ganhando espaço entre quem está na universidade. Se antes abrir um negócio era visto principalmente como uma alternativa ao desemprego, hoje muitos jovens escolhem esse caminho para desenvolver ideias próprias e buscar autonomia.


Segundo levantamento do Sebrae, o Brasil conta com cerca de 4,9 milhões de empreendedores de até 29 anos. Nos últimos 14 anos, o percentual daqueles com ensino superior incompleto ou completo passou de aproximadamente 14% para quase 28%, mostrando que empreender e estudar deixaram de ser caminhos opostos.


A pesquisa também revela que a renda média desse grupo aumentou, passando de R$ 1.933 em 2021 para R$ 2.576 no final de 2025. Ainda assim, o rendimento permanece inferior ao dos empreendedores mais velhos.


Outro dado chama atenção: 15% dos jovens donos de negócios continuam frequentando instituições de ensino, percentual bem superior ao observado entre empreendedores adultos.


Pesquisa também pode fazer diferença


Embora seja menos lembrada por quem pretende trabalhar em empresas, a pesquisa acadêmica continua sendo um diferencial importante. Participar de projetos científicos ajuda a desenvolver pensamento crítico, organização e capacidade de análise, competências valorizadas em diferentes áreas.


Além disso, o Currículo Lattes é essencial para quem pretende disputar bolsas de pesquisa, programas de intercâmbio ou ingressar na pós-graduação.


O melhor caminho depende dos seus objetivos


Os dados mostram que não existe uma experiência melhor do que a outra. O estágio facilita a entrada no mercado formal, o empreendedorismo desenvolve iniciativa e autonomia, enquanto a pesquisa fortalece a formação acadêmica e abre portas para a carreira científica.


Sempre que possível, combinar essas experiências pode ser uma estratégia interessante. Um currículo que reúne vivência prática, conhecimento técnico e capacidade de inovação costuma chamar mais atenção dos recrutadores e ampliar as oportunidades ao longo da vida profissional.


Leia tambémEmpreendedorismo jovem: conheça essa tendência mundial


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Além das bolsas, o Educa Mais Brasil oferece teste vocacional que é uma ferramenta valiosa para auxiliar os estudantes na escolha da graduação ideal. Com o apoio do programa, a educação se torna mais acessível e personalizada, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos. 


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Fonte: Exame

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