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Enem 2026 será usado para avaliar o desempenho do ensino médio

Exame passa a integrar diagnóstico nacional e ganha novas diretrizes para a educação básica
Enem 2026 será usado para avaliar o desempenho do ensino médio

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 terá uma nova função: medir o desempenho dos estudantes do 3º ano do ensino médio em todo o país. A novidade foi apresentada pelo ministro Camilo Santana durante a coletiva de balanço do segundo dia do Enem 2025, em Brasília.


Avaliação da aprendizagem passa a integrar o exame


Segundo o MEC, o Enem deixará de ser apenas um mecanismo de acesso ao ensino superior e passará a compor o diagnóstico nacional da educação básica. A mudança será implementada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em cooperação com as redes estaduais. 


Os estudos técnicos e padrões necessários para o novo modelo já foram concluídos, e a proposta de padrões de aprendizagem e desempenho construída ao longo de 2025 será apresentada às redes para adoção. O ministro destacou que a reformulação tem como objetivo tornar o exame mais representativo da trajetória escolar dos estudantes e ampliar sua motivação durante o último ano do ensino médio. 


“Muitas vezes, o jovem no terceiro ano estava desmotivado, porque seu foco era apenas fazer o Enem para ter acesso à universidade. Com essa avaliação, esperamos que a prova passe a refletir também o aprendizado ao longo do ensino médio”, afirmou Santana. Ele destacou que o novo formato permitirá resultados mais precisos e condizentes com a realidade da aprendizagem.


O presidente do Inep, Manuel Palacios, ressaltou que a integração entre a avaliação da educação básica e o Enem permitirá medir com mais precisão as competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “A unificação permitirá uma aferição mais qualificada das habilidades e conhecimentos exigidos”, disse.


Apesar da ampliação de funções, o Enem seguirá reconhecendo trajetórias individuais e continuará sendo o principal instrumento de acesso ao ensino superior, por meio de SisuProuni e Fies, além de permanecer válido para certificação de conclusão do ensino médio. Universidades públicas, privadas e instituições portuguesas conveniadas ao Inep seguirão utilizando as notas do exame em seus processos seletivos.


Aplicação do Enem no Mercosul entra em fase de estudo


Além da mudança no modelo avaliativo, o MEC informou que o Inep prepara um estudo para a aplicação do Enem em países do Mercosul. A proposta avalia a possibilidade de ofertar a prova, em português, em Buenos Aires, Montevidéu e Assunção em 2026. O relatório final deverá ser apresentado antes da abertura das inscrições, já o que pode consolidar uma expansão inédita do exame brasileiro.


Enem 2025 teve 70% de presença e novidades na aplicação


A edição de 2025 registrou 4,8 milhões de inscritos e cerca de 70% de presença nos dois dias de prova, segundo dados preliminares do Inep. O exame trouxe novidades, como o retorno da certificação para maiores de 18 anos, solicitada por mais de 98 mil pessoas, e datas específicas para candidatos de Belém, Ananindeua e Marituba (PA) devido à realização da COP30.


A metodologia testlet estreou nesta edição, agrupando questões a partir de um mesmo texto, e detectores de metal foram instalados em todas as salas. De acordo com o MEC e o Inep, o Enem 2025 ocorreu sem intercorrências relevantes. No segundo dia, os participantes responderam às provas de matemática e ciências da natureza. Os resultados estão previstos para janeiro de 2026.


Com a nova função anunciada, o Enem 2026 passa a atuar não apenas como porta de entrada para o ensino superior, mas também como ferramenta estratégica de avaliação da educação básica, reforçando seu papel central nas políticas públicas para o ensino médio no Brasil.


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Fonte: Ministério da Educação

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