Com mais de 5 milhões de inscritos confirmados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2026, a edição deste ano se torna a maior em número de inscritos nos anos recentes. Em 2025, foram 4,8 milhões de participantes, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A maior prova do país é a principal porta de acesso ao ensino superior no Brasil. Por isso, uma preparação estratégica é fundamental. A leitura de obras literárias continua sendo relevante para que o candidato consiga performar no exame, especialmente diante de avaliações cada vez mais interpretativas e que exigem repertório cultural, pensamento crítico e capacidade de argumentação.
Segundo Thiago Braga, autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, a literatura vai muito além das listas de leitura obrigatória cobradas pelos vestibulares. "As provas são cada vez mais interpretativas e se preparar por meio da literatura significa justamente o treino para lidar com textos densos, ambíguos e figurados. Não se trata de enfeitar respostas, e sim de desenvolver a competência que o exame mede: ler bem", afirma.
Para ajudar os estudantes a aproveitarem melhor as obras literárias durante a preparação para o Enem e os principais vestibulares do País, o especialista reuniu algumas orientações práticas. Confira abaixo:
1. Entenda que literatura é treino de interpretação
Para Thiago Braga, a leitura de obras literárias prepara o estudante para desafios comuns nas provas atuais. "A Fuvest, por exemplo, costuma cobrar a obra em diálogo com um texto filosófico ou outra arte, de modo que o candidato precisa transitar entre linguagens. O leitor literário chega a essa exigência mais preparado", afirma.
2. Amplie o repertório para compreender melhor os textos
O especialista destaca que interpretar com embasamento é mais do que entender palavras isoladas. "Repertório é a rede de referências que permite ao estudante reconhecer o que tem diante dos olhos. Quem conhece o Romantismo lê uma paisagem idealizada de outra forma; quem conhece Machado percebe ironia onde outro vê apenas descrição", explica.
3. Use a leitura para fortalecer a redação
O hábito da leitura impacta diretamente a escrita. "A leitura alimenta duas coisas ao mesmo tempo: o repertório que sustenta a argumentação e o senso internalizado de como um bom texto se constrói, com coesão, progressão e precisão", destaca Braga. Segundo ele, referências relevantes podem vir não apenas da literatura, mas também da música, das artes, das ciências humanas e da cultura pop.
4. Não substitua a obra pelo resumo
Um dos erros mais comuns dos estudantes é acreditar que resumos são suficientes. "O resumo entrega o enredo, mas os exames quase nunca cobram enredo. Cobram tom, voz narrativa, ambiguidade, a relação entre forma e sentido, exatamente o que um resumo apaga", alerta.
5. Desenvolva o pensamento crítico por meio da leitura
A literatura estimula a reflexão e a construção de argumentos. "A literatura apresenta a ambiguidade sem resolvê-la e exige que o leitor se posicione. Esse exercício de sustentar uma leitura com base no próprio texto e de ponderar interpretações concorrentes é o pensamento crítico em ação", afirma.
6. Relacione os clássicos aos debates atuais
Muitas discussões presentes nas obras clássicas continuam aparecendo nas provas e redações. "Os clássicos anteciparam debates que seguem atuais. O Romantismo discute identidade nacional; o Realismo disseca a hipocrisia social e as relações de classe; os modernistas questionam quem tem o direito de definir o Brasil", explica o especialista.
7. Evite os principais erros na preparação
Entre os equívocos mais frequentes, Braga cita deixar a leitura para a última hora, confiar apenas em análises prontas e ler de forma passiva. "Há ainda um quarto erro: escolher um livro desalinhado da própria maturidade de leitura, o que gera frustração e afasta o estudante", observa.
8. Crie uma rotina de leitura
Para quem está se preparando para o Enem e os vestibulares, a regularidade na imersão literária é mais importante do que a quantidade. "Constância vale mais que volume. É melhor ler um pouco todos os dias do que tentar engolir um livro num fim de semana", recomenda. O especialista sugere estabelecer metas realistas, fazer anotações durante a leitura e revisar os registros próximos à prova.
9. Lembre-se de que os benefícios vão além do vestibular
Embora seja uma ferramenta importante para o desempenho acadêmico, a leitura de clássicos também contribui para a formação pessoal. "A literatura forma pessoas, não apenas candidatos. Desenvolve empatia, porque coloca o leitor dentro de experiências e consciências que não são as dele. O vestibular é uma circunstância; o leitor que o estudante se torna é permanente", conclui.
Faça preparatório com bolsa de estudo!
Estudar em um curso preparatório pode fazer toda a diferença para quem deseja conquistar uma vaga na universidade, ser aprovado em concursos públicos ou se preparar para processos seletivos. No entanto, o custo das mensalidades ainda é um dos principais desafios para muitos estudantes.
Uma alternativa para reduzir esse investimento é contar com bolsas de estudo oferecidas pelo Educa Mais Brasil. O programa disponibiliza descontos em cursos preparatórios de instituições parceiras, permitindo que mais pessoas tenham acesso a uma preparação de qualidade por um valor mais acessível.
As bolsas podem ser utilizadas em diferentes modalidades de cursos preparatórios, como pré-vestibular, preparatórios para o Enem, concursos públicos e outras seleções, de acordo com a disponibilidade das instituições participantes.
Além da economia, estudar em um preparatório oferece vantagens como rotina de estudos organizada, acompanhamento de professores especializados, simulados, materiais de apoio e revisão dos principais conteúdos exigidos nas provas.

