Hormônio que prepara o corpo para situações emergenciais
A adrenalina ou epinefrina é um hormônio produzido no corpo humano e secretado pelas glândulas suprarrenais, localizada acima dos rins, no sistema endócrino. Ela é liberada sempre que o corpo é exposto a alguma situação de forte emoção, como se fosse um mecanismo de defesa.
Deste modo, pode-se dizer que a adrenalina se manifesta nos momentos de excitação, como descer de um montanha russa ou na prática de um esporte radical, bem como em situações de estresse emocional.

Em situações de euforia a adrenalina é liberada. (Foto: Pixabay)
Ela é secretada para agir sobre determinadas partes do corpo (nervos, músculos, pernas, braços), com a intenção de prepará-lo para um esforço físico que exija reflexos de forma rápida, como correr ou pular.
Composição química da adrenalina
A adrenalina é representada pela fórmula molecular C9H13NO3. Como foi mencionado, é secretada pela glândula adrenal, conhecida como suprarrenal. Sua molécula é formada por dois enantiômeros, que são isômeros compostos pela mesma fórmula molecular, mas que se diferenciam em relação a atividade óptica.
A diferença entre dois isômeros costuma ser bem aparente em relação à maneira como eles agem no organismo. Isso acontece porque um isômero é responsável pelo desvio do plano de luz polarizada para a direita, denominado de adrenalina dextrogira.
Já o outro, denominado de adrenalina levogira, desvia o plano da luz polarizada para a esquerda. Nesse caso, por exemplo, a atividade hormonal é realizada com mais frequência pela adrenalina levogira.
A nomenclatura usada para definir o hormônio foi inventada pelo bioquímico japonês Jokichi Takamine, primeiro cientista a realizar o isolamento e purificação desse hormônio. Ela surgiu do prefixo “ad”, referente as glândulas adrenais, que indica proximidade, mais o sufixo “ina”, que é o mesmo usado na nomenclatura de compostos do grupo das aminas.
No entanto, o hormônio foi descoberto nos fins do século XIX pelo médico William Horatio Bates (1860-1931) e, em 1904, o químico alemão Friedrich Stolz (1860-1936) foi o primeiro a produzir a substância artificialmente.
Ação da adrenalina no corpo
Quando liberada em situações emergenciais, que normalmente exigem algum tipo de esforço físico, a adrenalina provoca ações involuntárias, como:
• Aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia);
• Palidez;
• Excesso de sudorese;
• Tremores involuntários;
• Contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição);
• Dilatação das pupilas;
• Relaxamento ou contração dos músculos;
• Aumento da pressão arterial e frequência respiratória.
•Além disso, em situações extremas, a adrenalina eleva o nível de açúcar no sangue.
Funções
Além de hormônio, a adrenalina é também um neurotransmissor. Dessa forma, exerce funções de grande importância para o corpo. No sistema cardiovascular, por exemplo, mantêm a frequência cardíaca e a pressão arterial adequada tanto em repouso como em situações de estresse.
Ela promove a vasoconstrição periférica, o aumento da frequência cardíaca e da automaticidade das regiões do coração, bem como pode ser usada como medicamento para controlar os batimentos cardíacos acelerados.
Ajuda a liberar outros hormônios como a insulina, o glucagon, a gastrina, etc. Participa da degradação de triacilgliceróis, encontrados no tecido adiposo, e promove a fosforilação de proteínas no fígado, envolvidas na regulação do metabolismo do glicogênio.
O conjunto de reações provocadas pela adrenalina, em especial o aumento de fluxo sanguíneo, a respiração acelerada e a contração de músculos relacionados com as atividades sexuais faz com esse hormônio também tenha relação com o orgasmo.
Sistema endócrino
O sistema endócrino é o grande responsável pela regulação e controle das funções do organismo. Ele é quem abriga as glândulas suprarrenais, responsáveis por secretar a adrenalina.
Entre as funções principais desse sistema está a sua atuação no desenvolvimento de tecidos, metabolismo enérgico e equilíbrio hídrico do corpo. Os hormônios produzidos por ele, dentre os quais inclui-se a adrenalina, assumem o papel de estimular ou inibir determinadas funções metabólicas.
Cada um deles age sobre uma determina célula, chamadas de células-alvo. As células-alvo da adrenalina são os músculos, o coração, o fígado, os vasos sanguíneos, o cérebro e o intestino.
Glândulas suprarrenais
As glândulas suprarrenais, presente no sistema endócrino, são responsáveis pela produção e secreção de dois hormônios específicos. Um deles é a adrenalina, que foi explicado ao longo do texto, e o outro é a noradrenalina.
Este hormônio, assim como a adrenalina, é também um neurotransmissor do sistema nervoso ligado a diversas reações que ocorrem no corpo. A sua principal finalidade é preparar o corpo para uma determinada situação, por isso, é considerado uma substância de “luta ou fuga”.
Com isso, percebe-se que os dois hormônios atuam em reações psíquicas e físicas. Em situações de estresse, o organismo libera a noradrenalina junto a adrenalina nos momentos de sustos, surpresas ou fortes emoções.
Além disso, quando é encontrada em grandes quantidades, a noradrenalina provoca sensações de bem-estar, mas se produzida pode desencadear o surgimento dos sintomas da depressão.