Proteína encontrada no sangue, ovo e leite
A albumina é uma proteína do plasma do sangue (seroalbumina), produzida naturalmente pelo fígado, mas que também pode ser encontrada no leite (lactoalbumina) e no ovo (ovoalbumina). Ela é responsável principalmente por manter constante os níveis de líquido nos vasos sanguíneos.
O ideal é que a concentração de albumina no sangue fique entre 3,5 e 5,0 gramas por cada decilitro de sangue, o que deve representar de 50 a 60% da proteína plasmática.
De maneira geral, a albumina consiste em uma proteína solúvel em água ou em soluções salinas concentradas, e sujeita à desnaturação quando exposta ao calor excessivo. Seu nome vem de albume, que significa clara de ovos, do latim “Albus”, que quer dizer “branco”.
No início do século XIX, a albumina foi uma das substâncias orgânicas mais estudadas pelos cientistas. Eles descobriram que a clara de ovo tem alta capacidade de coagulação ao ser aquecida.

A albumina está concentrada na clara do ovo. (Foto: Pixabay)
Mais tarde, perceberam que algumas substâncias encontradas no leite e no sangue tinham a mesma formação de átomos que a clara de ovo, e que assim como a clara, essas substâncias também coagulavam com o calor. Com isso, eles as nomearam albuminoides.
Benefícios da albumina
A albumina apresenta grandes benefícios para o corpo humano. A substância que é produzida no corpo, pelo fígado, é responsável por dar mais viscosidade ao sangue, contribuindo para a manutenção do PH e transporte de nutrientes, tais como cálcio, gorduras e magnésio.
Ela é uma proteína essencial para a regulação da pressão oncótica no plasma. Quando esta substância está em falta, a água do plasma “escorre” para um espaço entre uma célula e outra (espaço intersticial), o que acaba sobrecarregando o sistema renal.
A albumina realiza o transporte de hormônio da tireoide pela corrente sanguínea, auxilia a condução do pigmento da bile de coloração amarelada (bilirrubina), resultado de alguns processos realizados no organismo, e que permanece no plasma sanguíneo até ser expulso na urina.
Outra função da albumina que vale destacar é o seu uso pela medicina em tratamentos de queimaduras ou hemorragias graves. Um pessoa que teve 50% do corpo queimado com um queimadura de terceiro grau, por exemplo, precisaria de uma média de 600 gramas de albumina. Isso significaria uma coleta de 10 a 15 de litros até conseguir extrair a quantidade de proteína necessária.
Por isso, em alguns casos, os níveis de albumina são recuperados por meio da transfusão de sangue. Quando os níveis de albumina no sangue sofrem algum tipo de desequilíbrio, a pessoa pode apresentar:
•Desnutrição;
•Diarreia prolongada;
•Síndrome nefrótica;
•Insuficiência hepática;
•Aumento da secreção pelos rins (ascite, nefropatia ou enteropatia);
•Transtornos intestinais, devido à perda na absorção de aminoácidos durante a digestão, levando à desnutrição;
•Hipoalbuminemia, em casos raros, quando a concentração de albumina no plasma fica abaixo de 3,5 g/dl.
Relação da albumina com o ganho de massa muscular
Entre tantas ações que realiza no corpo, a albumina também contribui para o processo de reconstrução muscular, o que faz com que ela seja bastante procurada por atletas que desejam aumentar seu rendimento e o ganho de massa muscular.
Por esse motivo, a indústria da suplementação tem investido bastante na proteína desenvolvida a base da clara de ovo. A presença de nove aminoácidos em sua composição, faz da albumina uma proteína de alto valor biológico. Contudo, o uso do suplemento deve ser orientado por um nutricionista, uma vez que a dosagem inadequada pode comprometer alguns funções e causar efeitos colaterais, como:
•Distensão abdominal (inchaço na região da barriga);
•Problemas renais, em alguns casos, quando a pessoa já tem predisposição para desenvolver a doença;
•Diarreia;
•Aumento de gases.

Muitos atletas utilizam de suplementos com albumina para o processo de reconstrução muscular. (Wikipedia)
Os especialistas recomendam a ingestão da albumina (suplemento) de preferência após a atividade física (hipertrofia ou aeróbico), pois se houver uma boa combinação com a ingestão de carboidratos, a proteína ajuda na regeneração muscular, evitando o processo catabólico (perda de massa magra). No vídeo abaixo, acompanhe a explicação de uma especialista sobre os benefícios da albumina.
Sua ingestão não é muito recomendada antes dos treinos, pois como é uma proteína de lenta digestão, pode interferir na absorção de água e carboidratos, que são fundamentais durante a realização da atividade física. Além disso, se for consumida da forma correta, ela pode ajudar no processo de emagrecimento, visto que é uma substância de baixa absorção, rica em vitaminas do complexo B, e minerais como o ferro, o fósforo e o potássio.
Contraindicações da albumina
Não há nenhum motivo específico que impeça a ingestão da albumina, no entanto, há algumas condições em que o seu consumo não é recomendado. Assim, ela é contraindicada no casos:
•Idosos, crianças, grávidas, ou lactentes;
•Pessoas alérgicas a ovo;
•Pessoas com alergia aos componentes do suplemento;
•Pessoas que possui doenças hepáticas, pancreatite, doenças renais, hemofílicos ou com doenças cardíacas.
Resumo sobre a proteína albumina
A albumina é uma proteína produzida naturalmente pelo fígado humano, mas que também pode ser encontrado em alta quantidade no leite e na clara do ovo. Sua principal função é manter constante os níveis de líquido nos vasos sanguíneos.
Sendo assim, a albumina é uma proteína solúvel em água ou em soluções salinas concentradas. Foi bastante estudada no século XIX, após cientistas descobrirem que a clara do ovo tem alta capacidade de coagulação após ser aquecida.
Entre seus benefícios, têm-se: regulação da pressão oncótica no plasma; dar mais viscosidade ao sangue; transporte de hormônio da tireoide pela corrente sanguínea; tratamentos de queimaduras ou hemorragias graves; entre outros.
Sendo assim, a albumina é uma proteína solúvel em água ou em soluções salinas concentradas. Foi bastante estudada no século XIX, após cientistas descobrirem que a clara do ovo tem alta capacidade de coagulação após ser aquecida.
Entre seus benefícios, têm-se: regulação da pressão oncótica no plasma; dar mais viscosidade ao sangue; transporte de hormônio da tireoide pela corrente sanguínea; tratamentos de queimaduras ou hemorragias graves; entre outros.