Alimentos livres de agrotóxicos
Os alimentos orgânicos são gerados em um processo 100% sustentável. O que pode abranger aos produtos de origem animal e vegetal, tais como óleos, carnes, frutas, lácteos, vinhos, cereais, entre outros livres de drogas veterinárias, antibióticos, agrotóxicos e organismos geneticamente modificados (OGM).
Na produção orgânica, seja pecuária ou agricultura, as técnicas utilizadas respeitam o meio ambiente e visam garantir o bem-estar do gado. Isso, consequentemente, impacta positivamente na qualidade do alimento que chegará ao consumidor.

Os alimentos orgânicos são livres de agrotóxicos e outros aditivos químicos prejudiciais aos animais. (Foto: Pixabay)
Características da produção orgânica
O sistema de agricultura orgânica busca, principalmente, o equilíbrio do ecossistema a fim de produzir plantas mais resistentes a pragas e doenças. Deste modo, para inibir a disseminação de doenças, mais de uma cultura é utilizada durante o cultivo ou, ainda, alternadas com a produção. Essa técnica é chamada de rotação de culturas.
Utilizados também na agricultura orgânica, os biofertilizantes são substâncias capazes de atuar no cultivo de plantas com propósito de elevar a produtividade e o porte de um cultura. Esses produtos são gerados em um processo 100% natural - a partir da fermentação da matéria orgânica.
Existem também outras técnicas de produção e fertilização de solo, sendo as mais utilizadas na produção de alimentos orgânicos:
• Plantas companheiras
• Consórcio
• Inoculação
• Adubação verde
• Compostos orgânicos
• Minhocário
Legislação dos alimentos orgânicos
A ausência de agrotóxicos na produção de um alimento não o classifica imediatamente como orgânico. Para tal, é necessário que o produtor tenha o reconhecimento e a certificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A lei n° 10.831 de 23 de dezembro de 2003, que discorre sobre a agricultura orgânica, lista em seu 1° artigo as finalidades desse modo de produção. Veja os principais pontos:
I – a oferta de produtos saudáveis isentos de contaminantes intencionais;II – a preservação da diversidade biológica dos ecossistemas naturais e a recomposição ou incremento da diversidade biológica dos ecossistemas modificados em que se insere o sistema de produção;III – incrementar a atividade biológica do solo;IV – promover um uso saudável do solo, da água e do ar, e reduzir ao mínimo todas as formas de contaminação desses elementos que possam resultar das práticas agrícolas;V – manter ou incrementar a fertilidade do solo a longo prazo;VI – a reciclagem de resíduos de origem orgânica, reduzindo ao mínimo o emprego de recursos não-renováveis;VII – basear-se em recursos renováveis e em sistemas agrícolas organizados localmente;VIII – incentivar a integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva e de consumo de produtos orgânicos e a regionalização da produção e comércio desses produtos;IX – manipular os produtos agrícolas com base no uso de métodos de elaboração cuidadosos, com o propósito de manter a integridade orgânica e as qualidades vitais do produto em todas as etapas.
Principais agrotóxicos utilizados em alimentos
Agrotóxicos, também chamados pesticidas, praguicidas e agroquímicos, são produtos químicos utilizados na agricultura cuja funcionalidade possui características positivas e negativas.
Esses produtos servem, basicamente, para impedir danos nas plantações e combater pragas visando a produtividade das lavouras. Por outro lado, eles podem causar impactos ambientais negativos e riscos à saúde humana.
O Brasil possui 504 agrotóxicos de uso permitido, dos quais 30% são proibidos na União Europeia. Outro dado que também espanta é que, desde 2008, o país é campeão mundial em uso de agrotóxicos, consumindo 20% do total comercializado no mundo.
Confira abaixo algumas das substâncias que são comercializadas no país:
Atrazina - segundo herbicida mais utilizado no Brasil, porém proibido em outros oito países, essa substância é utilizada no controle de plantas daninhas na cultura do milho.
Acefato - esse inseticida é utilizado no controle de pragas que atingem batatas, cenouras, tomates, entre outros vegetais. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essa substância é altamente tóxica e pode causar até câncer.
Brometo de metila - tal substância, presente em grande parte dos alimentos brasileiros, pertence à classe dos inseticidas, formicidas e fungicidas extremamente tóxicos.
Glifosato - esse é o herbicida mais comum do mundo e, teoricamente, não deveria ser prejudicial aos animais. Contudo, estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que essa substância é potencialmente cancerígena.
Vantagens e desvantagens dos alimentos orgânicos
Uma das principais vantagens no consumo de alimentos orgânicos é que eles são livres de agrotóxicos. Além disso, o consumo desses alimentos inclui:
• Alimentos com maior qualidade nutricional e sabor;
• Melhoria da qualidade vida no campo;
• Conservação da fertilidade do solo;
• Redução de poluição ambiental (solo, água e ar);
• Manutenção do bem-estar e vida do animal;
• Promoção da biodiversidade (pássaros, peixes, abelhas e animais da região).
As desvantagens dos alimentos orgânicos são poucas:
• Maior custo de produção, logo o preço de venda é mais caro.