A tecnologia desenvolvida pela engenharia genética
Os alimentos transgênicos dizem respeito aqueles que sofreram alterações na estrutura genética. Desse modo, tratam-se de organismos vivos que receberam no DNA, um gene de outro ser. Essa técnica artificial é desenvolvida por meio da engenharia genética.
Afinal, o que são alimentos transgênicos?
Os organismos vivos são constituídos por genes e, esses últimos, são aqueles que transferem dados das características de um ser vivo. No processo de aplicação de técnicas para elaborar alimentos transgênicos ocorrem alterações genéticas. Dessa maneira, são ações fora do percurso natural.

Alterações genéticas nos alimentos. (Foto: Shutterstock)
Diante disso, os alimentos transgênicos correspondem aqueles que tiveram alteração no DNA, através de aplicação de um gene de outro organismo. É o caso, por exemplo, de uma soja que recebeu DNA de um ou mais organismos não cruzados a ele, ou seja, não equivale a ordem natural.
É necessário mencionar que é considerado Organismo Geneticamente Modificado (OMG) aquele que sofre modificação no DNA. Quando o organismo recebe um gene externo, além de ele ser geneticamente modificado ele é também um transgênico.
Como o consumidor identifica o alimento transgênico
O Decreto nº 4.680 de 24 de abril de 2003, em vigor no Brasil, aponta que quando o alimento tem mais de 1% de ingredientes transgênicos é necessário expressar essa informação ao consumidor. Porém, no ano de 2016, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decretou que os alimentos transgênicos necessitam ser rotulados com essa informação independente da quantidade.
O alimento de natureza transgênica tem nas embalagens o símbolo “T” dentro de um triângulo com a cor amarela. Além dele, o consumidor pode saber também se o produto apresentar a seguinte informação: “produto produzido a partir de soja transgênica” ou também: "contém soja transgênica”. Uma outra forma de de saber se o alimento é transgênico é observar se consta a sigla OMG, que como vimos expressa: Organismo Geneticamente Modificado.
Conheça os decretos
Art. 1º Este Decreto regulamenta o direito à informação, assegurado pela Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, quanto aos alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, sem prejuízo do cumprimento das demais normas aplicáveis.Art. 2º Na comercialização de alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, com presença acima do limite de um por cento do produto, o consumidor deverá ser informado da natureza transgênica desse produto.
Os debates sobre o tema
Há muitos debates sobre os benefícios e os malefícios em torno dos alimentos transgênicos. O assunto é discutido por ambientalistas, cientistas, pesquisadores, empresários, dentre outras organizações e uma das principais questões refere-se ao que as ações da biotecnologia podem ocasionar tanto para a saúde, como para o meio ambiente.
Os benefícios dos alimentos transgênicos
Um dos aspectos importantes da produção de alimentos transgênicos consiste no aumento da produção. Pois, quando ocorre o processo de modificação, os alimentos são capazes de apresentar maior duração, ou seja, tornam-se menos perecíveis. Há ainda um outro fator positivo: resistência às pragas.
Ao ocorrer a alteração genética em seres vivos, como as plantas, esses organismos passam a apresentar resistência às pragas como vírus, fungos e bactérias, além de suportar as mudanças climáticas. Por meio desse procedimento há a contribuição para o aumento da produtividade alimentícia. Além disso, a ação diminui o uso de agrotóxicos.
Os fatos ruins dos alimentos transgênicos
As alterações na estrutura genética do organismo para desenvolver alimentos transgênicos não proporcionam apenas benefícios. Esse procedimento é capaz de causar diversos impactos negativos na natureza, como a poluição do solo, a extinção de espécies, contaminação de sementes, dentre outros fatos.
Há ainda estudos cujo apontam que os alimentos transgênicos são capazes de provocar danos à saúde, como o desenvolvimento de alergias ou até doenças mais graves como o câncer.
Brasil: segundo país a cultivar transgênicos
O Brasil é o segundo país que mais cultiva transgênicos no mundo. Alguns alimentos que estão na lista são o milho, a soja e a cana-de-açúcar. A indústria brasileira só perde para os Estados Unidos, que atualmente ocupam a primeira posição no ranking.
A Argentina também utiliza alimentos transgênicos e assume o terceiro lugar. Além do Brasil, pelo menos outras 16 nações produzem Alimentos Genericamente Modificados. O quadro abaixo apresenta a lista.
Alemanha | Honduras |
Colômbia | Índia |
Indonésia | Austrália |
Bulgária | África do Sul |
México | China |
Uruguai | Canadá |
Espanha | Argentina |
Romênia | Estados Unidos |
Área de com cultivo de transgênicos no Brasil
Em 2017, cerca de 50,2 milhões de hectares (ha) foram ocupados no Brasil por conta da produção de transgênicos. O alimento de maior destaque foi a soja. As áreas plantadas com transgênicos são:
• Mato Grosso;
• Pará;
• Rio Grande do Sul;
• Goiás;
• Mato Grosso do Sul;
• Minas Gerais;
• Bahia.
Você sabia?
No Brasil, o primeiro alimento transgênico foi aprovado em 1998 e consistiu em uma soja tolerante ao herbicida glifosato, um composto considerado genotóxico e cancerígeno. Esse alimento é utilizado em países como China, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e União Europeia.