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Anemia

Postado por Alana Caiusca em 30/05/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

Doença provocada pela baixa contagem de glóbulos vermelhos


A anemia é uma condição caracterizada pela diminuição na produção dos glóbulos vermelhos. Isso afeta imediatamente o transporte do oxigênio dos pulmões, que é utilizado para nutrir todas as células do organismo. 

Os sintomas da doença geralmente surgem de forma lenta, quando aparecem incluem cansaço, tontura e falta de apetite. Na medida que a doença progride há ocorrências de sensação de desfalecimento, perda de consciência e palidez. 

Outros sintomas podem surgir a depender da gravidade e tipo de anemia, que pode ser causada, por exemplo, pela deficiência de ferro, deficiência de vitamina B12 e condições hereditárias


Figura 1 - Glóbulos vermelhos normais; Figura 2 - glóbulos vermelhos 
caracterizando a anemia falciforme. (Foto: Wikipédia)

A anemia é um dos tipos de doença hematológica mais comuns. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa condição atinge cerca de 30% da população mundial, aproximadamente 1,620 milhão de pessoas.

O grupo de risco inclui, principalmente, crianças, gestantes, lactantes, jovens adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução. Homens e idosos também podem ser afetados, mas os índices são menores se comparados ao grupo anterior.

Os glóbulos vermelhos


Os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias e eritrócitos, são células sanguíneas que têm em seu interior uma proteína chamada de hemoglobina, cuja função principal é unir-se às moléculas de oxigênio e realizar o transporte dele através do sistema cardiovascular.

No corpo de um homem adulto existem cerca de 5 milhões de glóbulos vermelhos por milímetro cúbico. Já na mulher a quantidade é um pouco menor, cerca 4,5 milhões por milímetro cúbico. 

Com já dito, a hemoglobina é um componente da hemácia e as concentrações inadequadas dessa proteína no sangue são uma alerta para a saúde. Veja abaixo os valores de referência: 

Recém nascidos: 13,5 a 19,6 (g/100ml)
Crianças (três meses): 9,5 a 12,5 (g/100ml)
Crianças (um ano): 11,0 a 13,00 (g/100ml)
Crianças (10 a 12 anos): 11,5 a 14,8 (g/100ml)
Mulheres gestantes: 11,5 a 16,00 (g/100ml)
Mulheres normais: 12,00 a 16,5 (g/100ml)
Homens: 13,5 a 18,00 (g/100ml)

Por exemplo, altos níveis dessa proteína no sangue pode indicar hemoglobinúria (presença de Hb na urina). Já os baixos níveis de hemoglobina podem ser sinal de anemia, desnutrição ou intoxicação por chumbo. 


Causas da anemia


Uma das causas da doença são as alterações genéticas, que podem ser por:

• Defeitos na hemoglobina: anemia falciforme, hemoglobinopatia SC, hemoglobinopatia CA, hemoglobinopatia ES, hemoglobinopatia DR e síndromes talassêmicas;
Defeitos na membrana da hemácia: eliptocitose e esferocitose.

Já as causas adquiridas podem estar relacionas a falta de nutrientes essenciais para o corpo humano, decorrentes de uma má alimentação. Isso inclui:

Deficiência de ferro: anemia ferropriva;
Deficiência de vitamina B12: anemia perniciosa e difilobotríase;
• Deficiência de folato.

Sangramentos excessivos, que foram ocasionados por acidentes, cirurgias, partos, doença hemorroidária, úlceras pépticas e fluxo menstrual demasiado são classificados como causas hemorrágicas da anemia. 

Tipos


Anemia ferropriva - é causada pela deficiência de ferro no organismo, por isso é considerada o tipo mais comum da doença. Caracteriza-se pela diminuição da produção, tamanho e concentração de hemoglobina.

Os sintomas mais comuns são: fadiga crônica, tonturas, cansaço principalmente após esforços, pele e mucosa pálidas, dores de cabeça e nas pernas, redução do apetite, taquicardia e diminuição do desejo sexual.

Anemia hemolítica - em condições normais, as hemácias podem resistir por até 120 dias após serem descartados pelo organismo. Já em situações adversas, essas células sanguíneas são suprimidas mais rápido, antes de serem restituídas pela medula óssea.

Essa categoria também  apresenta uma forma autoimune, que faz com que o sistema imunológico confunda as hemácias com corpos estranhos e produza anticorpos para atacá-las e destruí-las. Essa condição inclui sintomas como: cansaço, fraqueza, palidez na pele e falta de ar.

Anemia falciforme - esse doença é caracterizada pela deformação dos glóbulos vermelhos, o que os deixa com formato de uma foice. Isso faz com que a membrana dessas células tenham mais chances de se romper. 

A forma anormal das hemácias prejudica o fluxo do sangue pelos vasos mais finos, com isso a oxigenação dos tecidos é comprometida e pode causar uma grande dor no indivíduo. 

Anemia megaloblástica - essa doença é caracterizada pelos grandes glóbulos vermelhos, imaturos e disfuncionais, devido a deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico (vitamina B9). Os sintomas incluem: diarreia, falta de ar, fadiga, palidez na pele, falta de apetite e problemas de concentração. 

Anemia aplástica - esse é um tipo anemia que pode levar à morte, pois a medula óssea é deteriorada gradativamente e não consegue produzir adequadamente os glóbulos vermelhos, assim como as plaquetas e glóbulos brancos. Isso pode causar sintomas como falta de ar, fadiga e taquicardia. 

Diagnóstico e tratamento 


O diagnóstico da anemia é realizado, geralmente, através de exames laboratoriais a partir de amostras do sangue, onde é analisado a contagem de hemoglobina. 

Já o tratamento varia de acordo com a classificação da doença. No caso da anemia ferropriva o uso de suplementos e medicamentos pode ser suficiente, enquanto a anemia aplástica a transfusão de sangue é uma das opções de tratamento.

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