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Anexos embrionários

Postado por Thiago Conceição em 26/07/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

Estruturas contribuem para o desenvolvimento do feto


Os anexos embrionários são apêndices evolutivos dos vertebrados amniotas ao meio terrestre. Essas estruturas surgem de folhetos germinativos que estão associados ao embrião. 


Os aminiotas são animais em que os embriões são rodeados por uma membrana amniótica, a exemplo das aves.


Existem quatro tipos de anexos embrionários, presentes ou não nos diversos grupos do reino animal e importantes para os estudos em embriologia. Eles são divididos em âmnio, saco vitelínico, alantoide e cório

Anexos embrionários


O primeiro anexo abordado é o âmnio ou bolsa amniótica. Ele tem o formato de uma bolsa e fica preenchido pelo líquido amniótico. Essa estrutura envolve e protege o embrião contra choques mecânicos e mantém o ambiente úmido, fator que contribui para o seu desenvolvimento ao evitar uma possível dessecação. 

Presente em répteis, aves e mamíferos, essa parte embrionária ainda contribui para a manutenção da temperatura do organismo e permite a movimentação do embrião. 

O segundo apêndice mencionado é o saco vitelínico, conhecido também como vesícula vitelínica. Entre os anexos embrionários das aves e dos répteis, essa estrutura é bem desenvolvida e tem uma maior relevância, em relação aos mamíferos.

Esse elemento auxiliar é conectado ao intestino do embrião. Como função, esse anexo é responsável por envolver o chamado vitelo, material nutritivo e reserva energética do óvulo dos animais.

Logo, a vesícula vitelínica tem a missão de proteger os nutrientes e garantir a digestão do embrião. Esses nutrientes são transferidos pelos vasos sanguíneos do feto. 

Na observação da estrutura biológica dos mamíferos placentários, é notável que o saco vitelínico possui menor dimensão e importância, pois o embrião recebe os nutrientes da placenta.

Ao considerar que as aves e os répteis não puxam nutrientes de órgãos como a placenta, fica justificada a questão da importância da vesícula vitelínica para esses seres vivos.

Ainda levando em conta as configurações desses grupos de animais, cabe destacar o papel de uma bolsa que fica ligada ao intestino do embrião, a alantoide. Entre a significância dessa membrana, vale destacar:

• Ela serve para a respiração e excreção nos embriões de répteis, aves e monotremados;
• Nos mamíferos constitui parte do cordão umbilical e une-se com o cório para formar a placenta;
• Os répteis, as aves e os mamíferos são amniotas e alantoidianos, pois formam âmnion e alantoide;
• No caso dos peixes e dos anfíbios, esses seres são denominados anamniotas e analantoidianos, visto que não formam âmnion nem alantoide.

E como é possível realizar a função de respiração e excreção nos grupos mencionados? A resposta está na união da membrana da alantoide com a do cório, resultando no alantocório. Essa camada fica em contato com a casca do ovo e torna viável as trocas de gases respiratórios entre o sangue do embrião e o ar atmosférico.

A última estrutura especificada é o cório ou córion. Ele tem como função a proteção do embrião e os seus demais anexos embrionários. Por essa razão, essa parte é uma membrana extra-embrionária.
 
Essa membrana existe no decorrer da gravidez e constitui essa parede externa em répteis, aves e mamíferos. O cório é formado por uma camada de tecido conjuntivo, a mesoderme extra-embrionária, e duas camadas de células epiteliais, o trofoblasto, que envolvem o embrião e as outras membranas.

E por abordar os anexos embrionários que garantem questões como o nutrimento e o respiro dos embriões, cabe enfatizar algumas informações sobre a placenta, órgão que só existe durante a gestação e tem suma importância para o grupo dos mamíferos. 

Curiosidades da placenta


A placenta não faz parte do grupo dos anexos embrionários, mas está o tempo inteiro ligado com esses elementos. Essa estrutura existe apenas nos mamíferos, a partir da interação entre o cório e o alantoide.


A placenta e os anexos embrionários são fundamentais para o embrião humano (Foto: Wikipédia)

A sua responsabilidade é abastecer a troca de substâncias entre a mãe e o feto. Ou seja, seu papel principal está ligado com a nutrição, respiração e excreção. Além das relevâncias citadas, essa estrutura também está relacionada com a produção de hormônios durante a gravidez.

Diante de tamanha importância, vale conhecer algumas curiosidades sobre essa parte embrionária:

• A placenta atua como sistema imunológico, garantido que o bebê tenha anticorpos;
• Em alguns casos, a placenta pode penetrar na parede do útero ou até em outros órgãos. O fenômeno é conhecido como placenta acreta;
• Mulheres que vivem em regiões de grande altitude produzem placentas mais fortes, pois conseguem extrair melhor o oxigênio do ar;
• Cada espécie produz uma placenta diferente, e elas variam em termos de forma e tamanho. O tempo de gestação também pode ser bem diferente.

A última curiosidade é saber que estudar a placenta é uma forma de compreender o câncer. No processo de desenvolvimento desses anexos embrionários, cada gestação gera uma placenta nova e a mulher acaba não produzindo células de defesa.

Nesse cenário natural da gravidez, é possível entender como alguns tumores podem crescer sem que o sistema imunológico interrompa esse crescimento, por meio da comparação com as interações biológicas das etapas do desenvolvimento da placenta.

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