Animais vertebrados que vivem na água e na terra
Os anfíbios se reproduzem e desenvolvem seus ovos na água, dando origem aos girinos, larvas aquáticas com caudas. Os girinos viram sapos, uma vez que suas caudas desaparecem dando espaço à formação de membros. A depender de sua espécie, depois de certo tempo, os anfíbios conseguem viver no ambiente terrestre, porém não conseguem manter a temperatura do corpo e necessitam estar sempre em ambientes úmidos como lagoas, lagos e represas.
A pele dos anfíbios é caracterizada pela sua permeabilidade, necessária por facilitar as trocas de gases respiratórios, assim a respiração é caracterizada como cutânea. Também estão presentes na pele determinadas glândulas que se relacionam com a produção de toxinas que afastam os predadores e que permitem a eliminação de ureia e transporte de sódio.
O sangue dos anfíbios circula por dentro dos vasos, por isso a circulação é considerada fechada. O tipo de circulação de um anfíbio é incompleta, pois mistura sangue venoso e arterial e o coração desses animais possui apenas um ventrículo e dois átrios.

Os sapos são anfíbios classificados como anuros. (Foto: Pixabay)
Principais anfíbios
Sapos, rãs e pererecas são os anfíbios mais populares. Eles possuem quatro patas e não têm cauda, fazem parte do grupo dos anuros. Passam por processo de desenvolvimento e metamorfose únicos. Sua reprodução é a mais comum e ocorre por fecundação sexuada.
A cobra-cega e as cecílias se movimentam semelhante às cobras, a diferença é que são anfíbios e não répteis. O corpo é liso e alongado, e sem cauda ou escamas, por isso não são confundidas com as cobras.
As salamandras possuem quatro patas e escamas, além de um corpo alongado. Não têm unhas ou escamas e são tipos mais raros de anfíbios. No Brasil, há apenas uma espécie de salamandra.

A cobra cega faz parte de um dos grupos dos anfíbios. (Foto: Pixabay)
Anfíbios populares
O sapo é muito comum na fauna brasileira. O sapo cururu é famoso no Brasil por seus hábitos noturnos e por viver em matas tropicais. Esta espécie carrega duas glândulas de veneno tóxico na região da cabeça que espirram um líquido de odor forte e ruim que, se ingerido, pode causar a morte. Os sapos geralmente se reproduzem no período da primavera e os ovos chegam a bater cinco metros de comprimento quando estão enfileirados, o período até os primeiros girinos aparecerem é de dez dias, em média.
A rã parece com o sapo, mas diferencia-se por ser um animal aquático, pelo tamanho e por ter membros mais fortes e longos. Presas fáceis de cobras e peixes carnívoros, as rãs não têm muito poder de defesa e geralmente se alimentam de lesmas e caramujos. A reprodução geralmente ocorre na época do inverno e as fêmeas conseguem botar até três mil ovos. Uma curiosidade é a questão da carne de rã, consumida e considerada saborosa pelos humanos por lembrar o sabor do frango.
As pererecas são animais menores e com uma cor mais viva que as rãs e sapos. Também possuem pele lisa, mas contam com um tipo de adesivo natural nas pontas dos dedos que permite a fixação delas em superfícies. Conseguem saltar em até dois metros de altura.
As salamandras iniciam a vida no ambiente aquático (seus ovos nascem dentro d’água) e depois se adaptam ao ambiente terrestre. Geralmente de coloração preta e amarela, possuem um veneno extremamente tóxico e são mais comuns na Europa e norte da África.
Da mesma família das salamandras, o tritão é outro anfíbio que possui a pele lisa e coberta por uma espécie de muco venenoso muito perigoso. Nascem como vegetarianos, mas se tornam carnívoros ao longo da vida, se alimentando de vermes, moluscos e crustáceos. Pode chegar a viver até dezoito anos e se reproduz na primavera.
O proteu, da mesma família dos tritões e salamandras, se reproduz de forma similar, porém com acasalamento e passa a vida inteira na forma de larva.
Curiosidades relacionadas aos anfíbios
• Os ovos de alguns anfíbios não contém casca, pelo fato de estarem protegidos pela água, não necessitam de anexos embrionários para adaptação ao meio.
• Os anfíbios recebem esse nome por terem duas fases de vida (aquática e terrestre). “Anfo” quer dizer duas e “Bio” significa vida.
• Os anfíbios que existem atualmente descendem dos primeiros vertebrados a saírem de uma origem aquática. Também dispõem de glândulas específicas que mantém a umidade da pele, pois com a pele seca não é possível fazer as trocas gasosas com o ambiente.
• Existe uma ONG brasileira denominada de Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade que se localiza em Santa Catarina. A organização tem como objetivo defender áreas que restaram da Mata Atlântica por meio da conscientização da população e proteção de recursos hídricos, para assim manter e garantir a biodiversidade da região. O nome “rã-bugio” foi escolhido por dar ênfase a uma espécie de rã famosa no referido bioma.
• Os anfíbios recebem esse nome por terem duas fases de vida (aquática e terrestre). “Anfo” quer dizer duas e “Bio” significa vida.
• Os anfíbios que existem atualmente descendem dos primeiros vertebrados a saírem de uma origem aquática. Também dispõem de glândulas específicas que mantém a umidade da pele, pois com a pele seca não é possível fazer as trocas gasosas com o ambiente.
• Existe uma ONG brasileira denominada de Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade que se localiza em Santa Catarina. A organização tem como objetivo defender áreas que restaram da Mata Atlântica por meio da conscientização da população e proteção de recursos hídricos, para assim manter e garantir a biodiversidade da região. O nome “rã-bugio” foi escolhido por dar ênfase a uma espécie de rã famosa no referido bioma.