Espécies submetidas a caças predatórias e destruição do habitat natural
Mais de 1000 espécies fazem parte da lista de animais em extinção no Brasil. Os dados de 2016 são do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o Ministério Meio Ambiente.
Boa parte deste problema se deve ao grave desmatamento de florestas nativas, destruindo o habitat de diversas espécies, caça e pesca desenfreada, ação predatória dos seres humanos para comercialização, além das queimadas, construção de hidrelétricas e poluição; problemas que afetam também os seres humanos, principalmente nos centros urbanos.
Apesar de possuir uma rica biodiversidade, o Brasil sofre com um longo e devastador processo de destruição das paisagens naturais, florestas nativas, tráfico de animais silvestres e excesso de poluição, o que compromete o desenvolvimento de centenas de espécies. Existem animais presentes em diversas regiões brasileiras suscetíveis a serem extintos nas próximas décadas.
Animais em extinção no Brasil
O Instituto de Pesquisa Chico Mendes, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, preocupados com os animais em extinção no Brasil, desenvolveram uma classificação de risco de desaparecimento das espécies.
Para classificar o perigo, os órgãos utilizaram o padrão adotado pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Dessa maneira, três subcategorias foram desenvolvidas para designar os riscos de extinção das variadas espécies animais.
Extinto: são denominadas desta maneira as espécies que já sumiram da natureza. Animais que não existem mais;
Ameaçada: animais de espécies com alta vulnerabilidade de extinção, em perigo e altamente ameaçada;
Baixo risco: são animais que estejam na categoria que ainda dependem de conservação, quase ameaçada, mas ainda são pouco preocupantes, se comparado a outros tipos.
Abaixo, a lista de espécies com risco de serem inclusos na lista de animais em extinção no Brasil, a curto, médio e longo prazo.
Ariranha

A ariranha é também conhecida como lobo do rio ou lontra. (Foto:Wikipédia)
Encontrada no Pantanal, a ariranha também é conhecida como lobo do rio ou lontra gigante. A pesca predatória, caça ilegal e poluição são as maiores ameaça. Por esse motivo já encontra-se entre os animais em extinção no Brasil.
As ariranhas se alimentam de peixes, ovos, pássaros, pequenos mamíferos aquáticos e répteis.
Ararajuba

A ararajuba é uma ave da região amazônica. (Foto:Wikipédia)
A ararajuba, também conhecida como Guaruba, é uma tipicamente da região da Amazônia, com coloração verde e amarela. Existe apenas na Amazônia e possui um porte semelhante ao papagaio.
A exuberância das suas cores a fez ser indicada a ser indicada para o título de "ave do Brasil". A ararajuba vem sofrendo com o tráfico de animais e o desmatamento.
Arara azul

A arara azul sofre com a intensa ação do tráfico de animais. (Foto:Wikipédia)
As araras azuis são animais que se destacam pela beleza, tamanho e comportamento diferenciado. Essa espécie gosta de sobrevoar em pares e grupos. Alimentam-se, geralmente, das castanhas dos cocos retiradas das palmeiras. Atualmente, figura entre os animais em extinção no Brasil por causa da caça irresponsável, tráfico de animais silvestres e a degradação do habitat natural.
Lobo-guará

Diferente de outras espécies de lobo, o guará não vive em grupos. (Foto:Wikipédia)
O lobo-guará é um mamífero também existente entre os animais em extinção no Brasil. Diferente de outras espécies de lobo que vivem em matilha, o lobo-guará tem hábitos solitários. Presente no cerrado brasileiro, sofre com a desequilibrada ocupação humana e a exploração do seu habitat.
Onça pintada

A onça pintada é considerada o maior felino das Américas. (Foto:Wikipédia)
A onça pintada, também chamada de jaguar, é o maior felino das Américas e terceiro maior do mundo, depois do tigre e dos leões. A onça é um animal predador e sua mordida potente é considerada uma das mais fortes do reino animal.
Mico-leão-dourado

A única população de mico-leão-dourado vive no Rio de janeiro. (Foto:Wikipédia)
O mico-leão-dourado possui a Mata Atlântica como seu habitat natural. Esse animal sofreu durante décadas com o desmatamento e tráfico de animais, o que resultou no seu desaparecimento quase total. Uma espécie com grave risco de desaparecer, a única população existente se restringe ao estado do Rio de Janeiro.
Gato maracajá
O gato maracajá, conhecido cientificamente como Leopardus wiedii, é predominante nas regiões do Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado e Pampa. Essa variação de um tipo de leopardo sofreu durante muitos anos com caça predatória para comercialização da sua pele. O problema mais grave que o inclui na lista de animais em extinção no Brasil é a destruição do seu habitat.
Lagartixa da areia

Como o próprio nome diz, essa espécie vive nas faixas de areia. (Foto:Wikipédia)
Cientificamente conhecida como Liolaemus lutzae, a lagartixa da areia é uma espécie encontrada nas faixas de areia do Rio de Janeiro. De acordo com o Instituto Chico Mendes houve uma redução de 80% da sua população por causa da invasão desordenada dos seres humanos nos grandes centros.
Tamanduá-bandeira

O tamanduá-bandeira não possui dentes, capturando insetos com a língua. (Foto:Wikipédia)
Encontrado nos biomas brasileiros do Amazonas, cerrado e Pantanal, o tamanduá-bandeira possui uma importante função ecológica. Ao se alimentarem de insetos, espalham na terra resíduos e nutrientes essenciais para adubar o terreno. Essa espécie animal não possui dentes. Ele captura os insetos com a língua e os engole, tendo a formiga como seu principal alimento. É também um animal que sofre com o desmatamento e queimadas, para criação de gado.
Macaco-Aranha

O macaco aranha é frequentemente perseguido por predadores. (Foto:Wikipédia)
O macaco-aranha é encontrado principalmente na Amazônia. Enfrenta constantemente problemas com desmatamento, caça ilegal e perseguição de predadores. Possui esse nome por apresentar os membros maiores que o tronco, além de utilizar todos os membros e o rabo para se locomover. Essa espécie se alimenta de frutas, ovos, sementes, folhas e insetos.