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Animais extintos no Brasil

Postado por Fernanda Luna em 30/07/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

Diferença entre animais extintos e animais em extinção


O fato de haver animais extintos no Brasil afeta diretamente a biodiversidade e o controle da fauna. Pesquisas indicam que 627 espécies correm risco de extinção e comprovam 10 espécies estão extintas. Atualmente essas aniquilações acontecem até mil vezes mais rápidas do que a taxa natural de mortes no reino animal.

Para melhor compreensão, define-se como espécies ameaçadas aquelas que estão em perigo de deixar de existir. Já a expressão espécies extintas na natureza é direcionada para animais que já deixaram de existir e só são encontrados em cativeiro.

A Mata Atlântica reúne 60% de todos os animais extintos no Brasil. O mico-leão-dourado, animal que representa bem a biodiversidade brasileira, perdeu seu habitat e hoje é encontrado em alguns grupos no Rio de Janeiro, na reserva de Poço das Antas.

Quais animais estão extintos no Brasil


Voadores ou terrestres.  O que animais de classificações diferentes têm em comum? Todos estão extintos no Brasil. Segue lista com nomes:

•    Rato-de-noronha
•    Caburé-de-pernambuco ou Gritador-do-nordeste
•    Limpa-folha-do-nordeste
•    Gritador do Nordeste
•    Perereca-verde-da-fímbria
•    Maçarico-esquimó 
•    Arara-azul-pequena
•    Peito-vermelho-grande


Principais motivos da extinção


Os motivos que levaram alguns animais  a serem extintos no Brasil são diversos. Podem se dar por causas naturais, como mudanças climáticas, efeito estufa, ou até mesmo atividade vulcânica por exemplo. 

Nosso planeta já vivenciou pelo menos cinco extinções de animais em massa, mas o que realmente preocupa na atualidade é que o maior responsável é o homem. Muitos animais estão morrendo por causa do tráfico de animais, desmatamento,  queimadas, caça, poluição, mudança climática, pesca ilegal, entre outros. 

Consequências


Uma das maiores consequências decorrentes dos animais extintos no Brasil é o desequilíbrio da fauna. Os ecossistemas que funcionam de forma harmônica garantindo o equilíbrio de outras espécies como as plantas, começa a apresentar ruptura. 

Os processos de polinização, o combate às pragas que interferem diretamente na agricultura declinam, desestabilizando o bem estar do homem. O desequilíbrio ambiental gera um ciclo de causa e consequências. Um exemplo desse tipo de processo que geralmente ocorre em longo prazo, é o da onça-pintada

Com o aumento da urbanização esse bicho perdeu seu espaço na natureza e logo ocorreu a diminuição da espécie. Com isso, os porcos selvagens (suas presas) ganharam espaço e se multiplicaram, o que resultou em muitas plantações destruídas. 

Tipos de extinção


Existem três tipos de extinção. Os animais extintos no Brasil, passaram por essas etapas, sendo algumas em níveis mais altos que outras. 

Ação atrópica: define o descaso do homem com a natureza. Os humanos destroem o meio ambiente e como consequência, diminui a quantidade de espécies que ocupam aquele habitat. Está ligado a contaminação do ambiente, desmatamento e a caça. 

Extinção filética: esse tipo de processo de extinção é decorrente do que podemos chamar de mutações genéticas. Também é conhecida por pseudoextinção, é caracterizada por levar alguns anos até que ocorra por completo. Uma espécie de animal devido a mudanças gradativas, pode gerar uma nova espécie. 

Extinção de fundo: ocorre quando animais de diferentes espécies integram o mesmo meio, e disputam território ou necessitam do mesmo recurso. A competição entre as espécies faz com que elas se destruam. 

Extinções em massa: quando muitos animais são destruídos de uma vez. O mundo já passou por cinco dessas extinções, a mais marcante foi a que levou ao fim a espécie dos dinossauros, conhecida como cretáceo-terciário. Estudos divulgados recentemente alertam para o momento que vivemos: seria uma sexta aniquilação. A última extinção em massa foi há 66 milhões de anos. 

Curiosidades 


Um acordo feito em junho de 2019 entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com a organização alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), vai devolver ao Brasil 50 ararinhas-azuis mantidas em cativeiro no estrangeiro. 



Arara azul em extinção (Foto: Wkipedia)


Esse bicho faz parte do grupo de animais extintos do Brasil, e não é encontrado desde o ano 2.000. Original da Caatinga – Curaça (BA), a ararinha-azul entrou em extinção por causa da caça ilegal

As aves  vão ficar abrigadas no Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, em Curaçá. Esse espaço foi criado e inaugurado exclusivamente para receber e conservar a espécie. 

Essa ave é uma espécie rara não só no Brasil, como no mundo. Atualmente, existem no mundo apenas 163 em criadouros de países que participam do Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul. A maioria fica na Alemanha.


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