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Animais vivíparos

Postado por Thiago Conceição em 05/08/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

Classificação abrange maioria dos mamíferos


Os animais vivíparos são aqueles que não expelem os ovos no meio externo. Esse sistema reprodutivo é uma adaptação importante dos animais vertebrados, pois permite a proteção do filhote contra a predação e outros riscos do ambiente.

Em outros termos, os animais vivíparos são aqueles que mantêm o embrião dentro do corpo materno, local onde ocorre o seu desenvolvimento. Entre as características dos seres que apresentam viviparidade, é possível destacar:

•  A nutrição do embrião é feita por meio do sangue materno;
•  Transporte de nutrientes. Na maioria das espécies vivíparas, o transporte é realizado pelo cordão umbilical, que liga a mãe à placenta;
•  O nascimento só ocorre quando o embrião está completamente formado. Ou seja, ele só é expelido do corpo da mãe quando estiver pronto;
•  A gestação costuma ser longa, mas varia entre espécies;
•  A prole é reduzida, na comparação com outras classificações animais.

Animais vivíparos


A maior parte dos mamíferos são considerados animais vivíparos. No entanto, existem exemplos dessa forma de reprodução em outros grupos do reino animal.
 
Nos mamíferos eutérios, aqueles que têm placentas bem desenvolvidas, a viviparidade depende desse órgão. Mas por qual motivo? É que a placenta permite o desenvolvimento do embrião dentro do corpo materno, pois é responsável por aconchegar o feto e permitir a transferência de nutrientes e oxigênio do sangue da mãe para o filhote.

Feita a colocação, são exemplos de animais vivíparos:

•  O ser humano;
•  O canguru;
•  O leão;
•  O elefante;
•  O camelo
•  O porco;
•  O cachorro.

Para a melhor compreensão dessa classificação reprodutiva, cabe conhecer o funcionamento do sistema em alguns dos animais exemplificados.

Canguru

O canguru é um mamífero marsupial, ou seja, possui uma estrutura de bolsa ou marsúpio provida com glândulas mamárias. No processo reprodutivo desses animais vivíparos, o filhote deixa o útero materno antes de estar totalmente desenvolvido.

No útero da fêmea, a gestação dura entre 30 e 40 dias, e cada ninhada dá origem a apenas um filhote imaturo. Ao nascer, o filhote de canguru precisa escalar da vagina até esta bolsa da mãe, onde vai ficar por um ano e completar o seu desenvolvimento.

Leão

Ao contrário dos humanos que têm um período gestacional de 280 dias, em número aproximado, as leoas passam por uma gestação de 110 dias. Elas dão à luz a 3 ou 4 filhotes.
Por serem ainda pequenos, os filhotes contam com a proteção da mãe para evitar que predadores os ataquem. Com cerca de dois anos, eles estão independentes e fortes.

De modo geral, a fêmea se reproduz a cada dois anos e com preferência pela estação das chuvas.

Porco

O tempo de gestação de suínos é, normalmente, de 115 a 120 dias, embora exista a possibilidade de ser de 96 a 132 dias. As ninhadas desses animais podem ser grandes, com mais de 12 filhotes. Ao nascerem os leitões podem pesar, em média, de 700 a 1.300 gramas. Em algumas situações é possível ter mais peso.

As fêmeas e os machos atingem a maturidade sexual entre seis a oito meses.

Camelo

O camelo tem uma gestação que dura cerca de 13 meses, formando geralmente um filhote. A cria desse animal fica em pé pouco tempo depois de chegar ao mundo, aproximadamente duas horas após o nascimento.

As fêmeas entram na maturidade sexual aos 3 anos de idade, mas o acasalamento geralmente acontece quando chegam aos 4 anos. Com expectativa de vida de 40 a 50 anos, os camelos conseguem continuar a reprodução até pelo menos 20 anos de idade.


Camelo é exemplo de animal vivíparo. (Foto: Pixabay)


Fecundação interna


Os animais vivíparos têm a chamada fecundação interna, modelo no qual o número de gametas produzidos pelo macho é inserido na fêmea na hora do ato. Entretanto, esse número de gametas é menor do que nos animais ovíparos ou animais ovovíparos, pois a energia gasta no processo de fecundação é menor.

No decorrer da gestação do embrião, vale ressaltar que os animais vivíparos precisam manter custos energéticos altos, pois a alimentação e nutrientes passados para o filhote depende de uma boa estrutura alimentar, física e biológica da mãe.

Nesse sentido, o maior exemplo é o da espécie humana, pois nele a viviparidade ocorre a partir de uma fecundação interna, gerando a formação de um embrião. Esse embrião pode ser dividido em mais de um, provocando o nascimento de gêmeos, trigêmeos ou mais filhos. A quantidade de filhos do ser humano depende do número de embriões envolvidos no processo de embriologia.

Como caso especial, existem animais que podem ser tanto vivíparos quanto ovíparos, a exemplo dos pulgões. Na análise do primeiro sistema de reprodução desses animais, é observável que as fêmeas de pulgões podem se autofecundar através de partenogênese, situação na qual a gestação é toda interna (viviparidade) e só geram fêmeas. Já quando a reprodução dos pulgões ocorre com a presença de um macho, as fêmeas da espécie colocam ovos (oviparidade) e geram tanto fêmeas quanto machos.

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