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Aranha caranguejeira

Postado por Alana Caiusca em 28/03/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

A maior espécie de aranha


A aranha caranguejeira, também chamada de tarântula, é uma das espécies de aranhas que faz parte da família Theraphosidae. Esse animal é facilmente reconhecido pelo corpo peludo e grande porte, que varia entre 20 cm a 30 cm de comprimento.

Tarento, cidade da Itália, originou o nome tarântula. Isso porque nessa região as aranhas caranguejeiras são facilmente encontradas. Posteriormente, o nome foi usado para nomear todas as espécies de aranhas de grande porte. 

A tarântula-do-mediterrâneo (Lycosa tarântula) foi a primeira espécie a ser denominada como tarântula. Esse tipo de aranha de pequeno porte, nativa do Mediterrâneo, é adepta ao canibalismo, uma das relações desarmônicas mais comuns entre as espécies da família. 

Pode até parecer estranho, mas algumas aranhas são consideradas animais de estimação. Isso mesmo! Elas são adquiridas em lojas de animais e criadas em casa como pets, contudo é necessário preparar um ambiente adequado para que elas possam sobreviver. 

As maiores aranhas caranguejeiras do mundo


A caranguejeira pode ser encontrada em regiões áridas, tropicais e subtropicais, como os continentes da Ásia, das Américas, da África e do Oriente Médio. No Brasil, especificamente no Nordeste, vive a caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana), considerada a segunda maior da espécie. 

A maior aranha caranguejeira do mundo, a aranha-golias-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi), desenvolve-se principalmente na Amazônia, por isso é considerada endêmica. Contudo, essa espécie também pode ser encontrada na Guiana, no Suriname e na Venezuela. 

O nome popular da Theraphosa blondi foi escolhido pelo fato de que essa aranha é capaz de abater e devorar pequenos roedores, répteis e anfíbios. Ela também tem o hábito de escalar árvores e atacar ninhos de pássaros, alimentando-se de filhotes. 


Aranha caranguejeira da espécie Lasiodora parahybana. (Foto: Wikipédia) 


Características da aranha caranguejeira


A aranha caranguejeira faz parte do filo dos artrópodes ou arthropoda, que também inclui abelhas (insetos), aranhas (aracnídeos), camarões (crustáceos), lacraias (quilópodes) e os piolhos-de-cobra (diplópodes). 

Os artrópodes possuem apêndices articulados (semelhante a patas) e corpo segmentado, encoberto por um exoesqueleto de quitina. Os artrópodes do solo, como a aranha caranguejeira, possuem peças bucais especiais (mandíbulas, maxilas, quelíceras, pedipalpos). Ela também possui a cabeça e o tórax separados do abdômen por uma estreita cintura. Na ponta das garras existem duas estruturas, semelhantes a seringas, utilizadas para segurar, picar e injetar o veneno no corpo da presa.

Ainda em relação a sua anatomia, a aranha caranguejeira possui oito patas, quatro pulmões e três ou quatro pares de olhos. O seu corpo é coberto por pelos e cerdas urticantes, que funcionam como mecanismo de defesa e podem soltar-se do copo e penetrar na pele dos predadores.

O tamanho e a cor da aranha caranguejeira varia em função da região que ela habita. Por exemplo, a tarântula azul-cobalto (Cyriopagopus lividus) é uma espécie exótica com pelos azuis. Já a Avicularia versicolor possui colorações, azul, vermelho, rosa, roxo e verde. 


Aranha caranguejeira da espécie Avicularia versicolor. (Foto: Wikipédia)

Hábitos e alimentação

Uma aranha caranguejeira fêmea pode viver bastante, até 20 anos. Contudo, o macho possui um ciclo de vida menor, cerca 7 anos de idade, pois ele morre após o acasalamento. 

Antes de alcançar a fase adulta, a caranguejeira come diariamente, exceto na ecdise - período de sua troca de exoesqueleto -, quando realiza um jejum de aproximadamente de 17 dias (dez dias antes e sete dias após a troca). Na fase adulta, ela pode passar vários dias sem alimentar-se. 

O seu habitat natural, geralmente, são tocas subterrâneas, cobertas por teia e próximas de raízes de árvores e pedras. Algumas espécies são arbóreas e pouco precisam ir ao solo. Mas de forma geral, ela raramente se afasta da toca, pois tem a capacidade de sentir a presença das presas por meio da vibração do solo. 

Reprodução

As aranhas, de modo geral, levam até cinco para atingirem a maturidade sexual. A reprodução da caranguejeira é semelhante a de outras espécie do filo, contudo o macho tem ganchos para prender a fêmea durante o acasalamento. 

A fertilização é interna, mas ao mesmo tempo é indireta. O macho faz pequenas teias, onde ejacula e assim move o esperma para os palpos (apêndices dispostos ao lado da boca), que sofrem alterações em função do ato sexual. 

A fêmea mantém o esperma vivo em um saco especial de seda, na espera da época de pôr os ovos, que variam de 50 a 200. O período de maturação deles é de até três semanas. Depois que nascem, os filhotes tornam-se independentes, pois não existe nenhum tipo de cuidado maternal.

Espécies 


Existem diversas espécies de aranhas caranguejeiras no mundo, além das mencionadas no texto. Conheça alguns tipos:

Grammostola rosea (Caranguejeira-rosa-chilena)
Selenocosmia crassipes (Caranguejeira-do-oriente)
Brachypelma smithi (Caranguejeira-de-joelho-vermelho-mexicana)
Avicularia (Caranguejeira-de-dedos-rosa)
Aphonopelma hentzi (Tarântula-castanha-do-Texas)
Poecilotheria regalis (Indian Ornamental)
 Ephebopus murinus (tarântula-esqueleto)
 Aphonopelma hentzi (tarântula-castanha-do-Texas)

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