Ave ameaçada de extinção
A Arara Azul é uma espécie de ave que se destaca pela incrível beleza e também pelo comportamento e tamanho. É um animal bastante ameaçado de extinção por causa da caça desenfreada, do comércio clandestino de aves silvestres e da terrível degradação de seu habitat natural, devido ao acelerado processo de desmatamento.

Arara azul é uma espécie monogâmica, ou seja, são fiéis aos parceiros. (Foto: Flickr)
Arara Azul
A arara azul – “anodorhynchus hyacinthinus” – é a maior espécie a família dos psitacídeos, que inclui: araras, papagaios, periquitos e maritacas. Essa ave pode pesar até 1,7 kg e chega a medir um metro da ponta do bico até a ponta da cauda.
Elas gostam de voar nos fins de tarde, em grupos ou em pares, e costumam se reunir nas árvores (dormitórios) para dormir. Alimentam-se de frutas, sementes (castanhas tiradas dos cocos das espécies de palmeira acuri e bocaiúva), insetos e larvas.
Assim como toda espécie de arara, ela tem bico forte, língua carnosa e cauda longa com formato de espada. Em se tratando da fala, são menos prendadas do que os papagaios, pois costumam aprender somente algumas palavras isoladas.
Essa espécie pode viver de 30 a 40 anos e faz parte do grupo de animais que correm o risco de extinção em consequência da caça e destruição do meio ambiente.
Araras de cor azul
Apesar de todas as araras de coloração azul serem chamadas de araras azuis, dentro desse grupo existem variadas espécies com a mesma cor. Geralmente, a nomeação arara azul é atribuída a espécie “anodorhynchus hyacinthinus”, que também é conhecida como arara azul grande.
Além dessa arara azul grande, existem outras araras que possuem a coloração azul, como as extintas: ararinha azul, arara azul pequena e arara azul de lear.
• Ararinha azul (cyanopsitta spixii): é totalmente coberta pela coloração azul, sendo que a cabeça tem um tom mais claro que o restante do corpo. Em comparação com as outras espécies, essa ave tem tamanho menor e está extinta da natureza desde o ano 2000, mas possui chances reais de reaparecer. É natural da caatinga, região Nordeste, geralmente criada em cativeiro no Brasil e exterior.
• Arara azul pequena (anodorhynchus glaucus): é uma ave de características parecidas com a arara azul de lear. Encontrada na baixa bacia dos rios Paraná e Uruguai, especialmente na região Sul do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. É uma espécie também considerada extinta, o que ocorreu por causa da caça e destruição de seu habitat natural. Tornou-se popularmente conhecida por causa do personagem Blu, do filme Rio.
• Arara azul de lear (anodorhynchus leari): espécie endêmica do Brasil, é uma das aves mais raras do mundo. Com tamanho menor, cerca de 70 cm, se parece muito com a arara azul grande. Ela tem a cor azul-esverdeado na cabeça e no pescoço, uma coloração amarelo-claro em volta dos olhos, na barriga possui uma cor mais desbotada e nas asas e calda a coloração azul-cobalto. Muito encontrada na Reserva Biológica de Canudos (sertão baiano). Ameaçada de extinção, mas devido aos projetos de conservação e conscientização manifesta atualmente boa predisposição ao aumento da espécie.

Araras se tornam adultas com seis meses e maduras para reprodução a partir dos 3 anos. (Foto: Wikipédia)
Reprodução
A reprodução da arara azul se dá entre o sétimo e nono ano de vida. Os indivíduos formam casais e são fiéis aos seus parceiros mesmo depois do período de reprodução, ou seja, a arara azul é uma espécie monogâmica. Os casais dividem as tarefas de cuidar dos ninhos e dos filhotes.
Geralmente, depois do acasalamento, a fêmea costuma ter de um a três filhotes. Os ovos são colocados em dias diferentes e na maioria das vezes um único filhote sobrevive, o mais forte e saudável.
A fêmea passa a maior parte de seu tempo dentro do ninho, cuidando da incubação dos ovos. O macho é quem sai em busca do alimento para ambos. A incubação dura uma média de 28 a 30 dias até o ovo eclodir. No período de incubação o risco de predadores aumenta.
Os filhotes nascem muito frágeis, apresentam uma média de 82 mm e 31 gramas, e seguem sendo alimentados pelo pais até cerca de seis meses de vida, quando começam a adquirir capacidade de voar e comer sozinhos.
Durante os três primeiros meses de vida, o filhote não sai do ninho, sendo alimentado pelos pais e correndo risco de ser predado ou parasitado. Com três meses o corpo já está encoberto por penas e ele se aventura a dar seus primeiros voos.
As araras costumas reutilizar os ninhos no decorrer dos anos. Animais como gralhas, tucanos, gambás apresentam riscos reais para a família de araras. Além das aves e dos mamíferos, existe ainda o risco de baratas e formigas atacarem o ninho.
Normalmente o filhote da arara azul apenas se distancia da família para procurar um bando de aves mais jovens, quando estão entre 12 e 18 meses.