Estruturas estão diretamente ligadas com os movimentos dos membros superiores
As articulações do ombro funcionam como base dos movimentos dos membros superiores. Elas são formadas por estruturas como:
• a articulação glenoumeral;
• a articulação acromioclavicular;
• a articulação esternoclavicular;
• a articulação subacromial;
• a articulação escapulotorácica.
Articulação glenoumeral
Essa é a principal articulação do ombro. No âmbito mecânico, ela tem amplos graus de liberdade de movimento e é instável.
Entre outras diferenciações físicas das demais articulações do ombro, a articulação glenoumeral é constituída por uma cabeça do úmero – osso do braço – e uma cavidade articular pouco profunda, a cavidade glenóide, localizada na lateral da escápula.
A escápula é um osso fino que forma a parte dorsal da cintura escapular. E qual a definição de cintura escapular? De forma simples, em anatomia, essa é a porção mais elevada de um membro superior, composta pela escápula e clavícula.
Na anatomia humana, vale lembrar que a clavícula é um osso par que liga os membros superiores ao tronco. Ela é classificada como um osso longo do esqueleto humano.
De volta para a articulação glenoumeral, entre as estruturas que formam as articulações do ombro, o chamado lábio glenoidal é uma estrutura fibrosa que reveste o perímetro da cavidade glenóide. Como principal função, ele aprofunda a articulação, criando como consequência à maior estabilidade do sistema.
Cabe destacar que a extrema mobilidade da articulação glenoumeral é alcançada em sacrifício da estabilidade, fato que ocorre em uma relação direta.
A cápsula articular, que envolve toda a articulação, não é uma estrutura rígida. Isso torna possível uma separação significativa das faces articulares durante o movimento do ombro.

Posição da clavícula (Clavicle) e da escápula (Scapula). Visão fontal do corpo humano. (Foto: Pixabay)
Articulação acromioclavicular e esternoclavicular
Das articulações do ombro, as articulações acromioclavicular são aquelas que permitem os movimentos entre a clavícula o eixo axial (esternoclavicular) e entre a clavícula e o acrômio (acromioclavicular).
A articulação esternoclavicular está localizada entre a ponta medial da clavícula e o manúbio (parte superior) do esterno. Em outras palavras, ela é uma articulação sinovial, pois realizam a comunicação entre uma extremidade óssea e outra, e uma articulação selar, situação em que as superfícies opostas são reciprocamente côncavas ou convexas.
Ainda na esternoclavicular, existe um disco cartilaginoso entre as duas faces ósseas, mecanismo que ajuda o sistema a se movimentar melhor, absorvendo o choque transmitido do membro superior para o esqueleto axial, ajudando nas articulações do corpo humano.
E como a articulação acromioclavicular entra na história? Ela é uma é uma pequena articulação sinovial entre a ponta lateral da clavícula e o acrômio da escápula. Acrômio é o nome dado para essa extremidade lateral da crista da escápula que se articula com a clavícula e dá fixação para uma parte dos músculos deltoide e trapézio.
O músculo deltoide é aquele proeminente que recobre o ombro, ao tempo que o trapézio é um músculo de configuração triangular, localizado na região posterior do tronco e do pescoço.
Articulação subacromial e escapulotorácica
A articulação subacronial não é uma articulação verdadeira, mas funciona como se fosse uma. Ela é formada pelo arco coracoacromial, a bolsa subdeltóidea e os tendões do manguito rotador. Essas estruturas são definidas da seguinte forma:
• Arco coracoacromial – estrutura que sobrepõe o acrômio. Ele forma parte do ligamento ósseo que protege a cabeça do úmero;
• Bolsa subdeltóidea – bolsa que contém o lubrificante das articulações;
• Tendões do manguito rotador – tendões que fazem parte do grupo de músculos do ombro e ajudam a estabilizá-lo.
Como é possível observar, a partir das estruturas da articulação subacronial, o mecanismo de estabilização do ombro depende da ação dos sistemas estabilizadores da articulação glenoumeral e também dos músculos escapulotorácicos.
Outra articulação que também não é verdadeira é a escapulotorácica. Ela é representada pela escápula, que forma a base móvel sobre a qual a raiz do membro superior se apoia. Ou seja, ela é peça-chave do bom funcionamento das articulações do ombro.
Lesões das articulações do ombro
Os mecanismos de lesões no ombro podem ser traumáticos e atraumáticos. Os movimentos repetitivos estão entre as principais causas das lesões atraumáticas.
As lesões das articulações do ombro podem causar dor, perda de força e limitação do arco de movimento. Entre os motivos mais comuns, estão as:
• Bursistes – inflamação da bursa, bolsa que contém o líquido que envolve a articulação e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e músculos;
• Tendinites – inflamação do tendão que une o músculo ao osso. Ela pode ser ocasionada por traumas, lesões por esforço, artrite, infecções;
• Síndrome do impacto – dor e limitação de movimento. Geralmente é causado por tendinites nos músculos do manguito rotador;
• Luxação – trauma direto sobre a região do ombro, onde o úmero que se articula com a escapula é deslocado;
• Fratura – descontinuidade da estrutura óssea.
A principal prevenção dessas lesões é o fortalecimento dos músculos dos ombros e dos braços, além do cuidado com os sistemas do corpo humano relacionados. Isso gera a melhor estabilização das articulações da região, principalmente a musculatura do manguito rotador.
É importante pontuar que a fase aguda e subaguda da lesão são momentos em que não é indicado qualquer atividade física. Nesse instante, é melhor aplicar compressas de gelo. A ação evita danos mais graves nas articulações do ombro, além de acelerar o seu processo de recuperação.