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Aterro Sanitário

Postado por Márcia Macedo em 13/08/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

Local destinado ao descarte de resíduos sólidos


Aterro sanitário é o local que recebe de forma adequada o lixo ou resíduos sólidos que são produzidos pela população de maneira a evitar a poluição do meio ambiente

Nem todas as cidades possuem um aterro sanitário. Muitas delas têm apenas um depósito de lixo a céu aberto, onde muitas pessoas em situação de desigualdade social retiram o sustento da família correndo um sério risco de contaminação por doenças.  Trata-se de um caso grave de saúde pública, onde há a necessidade de um maior controle ambiental.


Os lixões são depósitos de lixo a céu aberto, que provocam danos ao meio ambiente. (Foto: Wikimedia Commons)

Aspectos importantes sobre aterro sanitário


O aterro sanitário é um tipo de depósito onde são descartados os resíduos sólidos, que nada mais são do que todo o lixo originado de residências, indústrias, hospitais e construções em geral. É importante pelo fato de conseguir resolver, em partes, os problemas provocados pelo acúmulo de lixo nas cidades grandes.

A maior parte desse lixo, é formada por materiais não recicláveis e como a coleta seletiva não acontece, ainda, de forma efetiva, esses produtos são comumente encontrados nos aterros sanitários.

Geralmente, os aterros sanitários são construídos em regiões distantes das grandes cidades. Esse cuidado é feito por causa do mau cheiro e também da alta probabilidade de contaminação das águas subterrâneas e dos solos.

Atualmente, existem normas rígidas que regulam a implantação de um aterro sanitário. É necessário ter um controle rígido da quantidade e tipo do lixo que recebe e dos sistemas de proteção ao meio ambiente.

Boa parte da população não se dá conta da quantidade de produtos descartáveis que utiliza. Esse número é muito superior ao que é reciclado, por isso a conta não fecha. São itens como: sacos plásticos, metais, eletroeletrônicos, madeira, vidro, sem falar da extrema quantidade de alimentos desperdiçados. Daí a importância de se desenvolver uma consciência sustentável.


A presença de catadores no lixão representa condições insalubres de trabalho. (Foto: Flickr)

Funcionamento


Para ter o bom funcionamento de um aterro sanitário, é preciso atender a alguns detalhes específicos:

• Células de lixo hospitalar;
• Células específicas para os rejeitos originados do lixo domiciliar;
• O isolamento externo deve ser realizado diariamente;
• Possíveis alojamentos em células especiais para separar os vários tipos de resíduos;
• Um isolamento inferior para impedir que o chorume atinja os lençóis freáticos;
• Um isolamento superior para evitar a contaminação do ar e atração dos animais que se alimentam com resíduos orgânicos;
• Um pátio para a estocagem dos materiais;
• Um sistema de coleta e tratamento de líquidos percolados – o chamado chorume, decorrente da decomposição da matéria orgânica;
• Um sistema de coleta e tratamento de todos os gases emitidos pelo aterro;
• Um sistema de drenagem pluvial para impedir que a água da chuva penetre no aterro e acabe gerando ainda mais chorume.

Formas corretas de tratamento do lixo


Além da diminuição dos impactos provocados pela distribuição de resíduos, existem outras formas possíveis de realizar essa disposição, além do aterro sanitário, como: reciclagem, compostagem, reutilização e redução de resíduos.

Produtos que podem ser reciclados, geralmente, não vão para o aterro sanitário. Mas, para o processo de reciclagem acontecer, é preciso haver um sistema de coleta seletiva de lixo, ou seja, a separação dos diferentes materiais (vidro, plástico, papel, metal).

O ser humano costuma usar a compostagem com o intuito de controlar o processo biológico dos microrganismos. Dessa maneira, a matéria orgânica é transformada em um material conhecido como composto, parecido com o solo, que é usado como adubo, pois possui uma quantidade significativa de nutrientes minerais e húmus.

Todo esse processo da compostagem aumenta a presença de fungicidas naturais e também a retenção da água pelo solo. No Brasil, existe uma média de 1.700 aterros sanitários, onde o solo é tratado e preparado para que o lixo não prejudique o meio ambiente nem provoque mau cheiro, poluição visual e a proliferação de animais.


O lixão é uma prática humana inadequada de descarte de lixo. (Foto: Wikipédia) 

Coleta seletiva


Trata-se de uma coleta individualizada dos resíduos que já foram anteriormente separados, de acordo com a sua composição. Aqueles resíduos que possuem características parecidas são selecionados por alguém responsável por essa atividade, que pode ser um cidadão comum, uma empresa ou qualquer outra instituição.

A partir dessa seleção, os resíduos são disponibilizados para uma coleta particular. Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a introdução da coleta seletiva é de responsabilidade de cada município.

As metas estabelecidas devem fazer parte do conteúdo básico e estarem incluídas nos planos de gestão integrada de resíduos sólidos de todos os municípios.

Esse tipo de recolhimento e o processo de separação do lixo, tem se tornado uma importante possibilidade para diminuir a poluição, além de favorecer a reciclagem de vários tipos de produtos. Os receptores de coleta seletiva são divididos por cores, que indicam cada tipo de material:

Amarelo - metais
Azul - papéis e papelões
Branco - lixos hospitalares
Cinza - materiais não recicláveis
Laranja - resíduos perigosos
Marrom - resíduos orgânicos
Preto - madeiras
Roxo - resíduos radioativos
Verde - vidros
Vermelho - plásticos

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