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Autofagia

Postado por Fernanda Luna em 13/08/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

O que é?


O estudo sobre autofagia acontece desde 1960. Porém, as pesquisas só passaram a ser ampliadas depois que o cientista japonês Yoshinori Ohsumi ganhou, em 2016, o Prêmio Nobel de Medicina por suas descobertas em relação aos mecanismos dessa ciência.

Autofagia vem do grego e significa “comer a si próprio”. Esse nome foi atribuído porque as células fazem uma faxina interna expulsando toxinas que aceleram o envelhecimento, alimentando-se dos nutrientes necessários. 

Analisando a história da medicina, no que diz respeito aos estudos que são desenvolvidos com intuito de proporcionar longevidade ao ser humano, associado com qualidade de vida, muitas estratégias foram criadas de melhora nesse sentido. 

O ser humano avançou na sanidade, estrutura física, higienização, e isso fez com que o homem vivesse mais, diminuindo mortes por doenças infecciosas e bacterianas. Outras estratégias continuam sendo estudadas e observadas, como o caso da autofagia. 

Há algumas décadas, as dietas de controle de peso estavam em alta, mas foram caindo em desuso por causa da dificuldade em manter a alimentação saudável, porém restrita. Os especialistas foram evoluindo essas dietas para dieta paleo, jejum intermitente e outras. 

No momento, a ciência vai de encontro com a evolução dessas dietas, apontando a autofagia como um dos grandes pilares para se envelhecer com saúde. 

Dentro da célula existem estruturas capazes de realizar a limpeza celular. Quanto mais rápida essa limpeza é feita, mais é retardado o efeito de envelhecimento. Essa é a definição de autofagia. 



Processo celular realizado durante a autofagia. (Foto:Wikipédia)

O que estimula a autofagia?


Autofagia é um processo natural que ocorre lentamente no corpo humano. Ele acontece quando o cérebro entende que o corpo está escasso de nutrientes. Esse processo é justamente o trabalho celular no sentido de ativar esses nutrientes e enviá-los para órgãos vitais como o coração

As dietas ativam essa atividade, justamente porque quando o corpo não se alimenta, deixa de receber nutrientes. Esses nutrientes são retirados de partes que não necessitam na mesma proporção: mucos, secreções, fibroses. Esse trabalho é inteligente e desenvolvido por ciclos. 

Primeiro, todo esse processo é realizado, depois a gordura é transformada, em seguida vai para os rins e segue para o intestino, quebrando as toxinas que não servem.

Uma dieta bem equilibrada, associada a treinos de alta intensidade, como o aerohit, é a combinação ideal para ativação dessa limpeza celular. Estimulando a autofagia, é possível também aumentar os hormônios do crescimento, isso porque provoca a regeneração tecidual. 

Autofagia e infecções


Além de auxílio na perda de peso, no retardamento do envelhecimento e na qualidade de vida em geral, a autofagia auxilia diretamente no extermínio ou tratamento de algumas doenças infecciosas e até mesmo do câncer. É possível também retardar doenças cardiovasculares e o Alzheimer.

As membranas que agem na célula durante a autofagia, para exterminar as toxinas, podem degradar e proteger a célula das infecções invasoras. Alguns medicamentos estão sendo desenvolvidos para estimular a autofagia, auxiliando assim pacientes com quadros infecciosos. 

É comprovado também que esse mesmo processo ajuda pacientes com células cancerígenas. Existem duas situações para esse tipo de paciente: a autofagia pode induzir morte celular ou também contribuir para sobrevivência. No segundo caso, atua estabilizando a falta de nutrientes. Em estágios iniciais da doença, quando as células ainda não fizeram transição, ainda está prestes a desenvolver célula tumoral, a autofagia inibe essa transição.

Quando a célula tumoral está estabelecida e em processo de evolução, a autofagia atua na sobrevivência. Isso porque é induzida através dos quimioterápicos, que agem limpando o dano causado pelo câncer.

Novidades na área estudada


Uma pesquisadora chamada Naomi Whittel, que se intitula como “exploradora de bem-estar”, lançou um livro chamado "Glow 15". Esse livro ensina como estimular a autofagia através da alimentação e do jejum. 

Foi criado um programa que consiste em 15 dias de dieta, incluindo 16 horas de jejuns, três vezes por semana, alimentação balanceada entre proteína e carboidratos, associados a exercícios de alta intensidade. 

No campo de pesquisa para desenvolver o livro, a pesquisadora realizou testes básicos no programa em voluntários da Universidade de Jacksonville, na Flórida. Ela afirma ter notado diversos benefícios, entre eles:

• Perda de peso – 3 quilos em até 15 dias;
• Melhoria na massa muscular;
• Alteração na pressão arterial.

O estudo comprova ainda que quem se alimenta mal, em horários desordenados, retarda o efeito da autofagia no corpo. 

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