Animal mamífero conhecido como baleia corcunda
A baleia jubarte é uma espécie de animal marinho que pertence à família dos cetáceos e habita diversas partes do oceano, inclusive na costa brasileira. Uma jubarte adulta pode chegar a 16 metros de comprimento e pesar 40 toneladas.
De acordo com a classificação científica, a baleia jubarte pertence à classe de mamíferos do Reino Animal, à ordem do Cetartiodactyla e à Infraordem dos Mysticeti. Na biologia, tem o nome de Megaptera (do grego, “grandes asas”) Novaeangliae ("Nova Inglaterra", primeiro local de registro da espécie).
O nome Megaptera faz referência às longas nadadeiras peitorais onduladas que podem medir aproximadamente cinco metros. Além disso, permitem a intensa natação, principalmente quando migram.
Características da baleia jubarte
A baleia jubarte é conhecida pelo grandes saltos na superfície do mar. Existem algumas hipóteses que podem explicar o salto, uma delas é a suposição de que elas estão tentando se livrar dos parasitas alojados no corpo e a outra é de que o salto é usado para comunicação.
É caracterizada pelas enormes nadadeiras peitorais e corcova, onde está assentada a sua nadadeira dorsal. Por esse motivo, ficou conhecida também por baleia corcunda (do inglês “humpback whale”). As cores e o formato das nadadeiras do dorso e da cauda servem para identificar o tipo de baleia, pois cada uma possui peculiaridades.
O reconhecimento do sexo se dá por meio da localização das fendas genitais. Os órgãos reprodutores do macho ficam na parte superior da barriga, próximos a uma cicatriz de umbigo, enquanto que os da fêmea se encontram perto das mamas e da nadadeira caudal.
Apesar de ter olhos pequenos, em comparação ao corpo, a baleia jubarte possui ótima visão. Um pouco atrás dos olhos ficam os ouvidos, que também são pequenos orifícios. A cabeça é moderadamente achatada e na parte de cima possui calombos com minúsculos pelos.
As narinas também ficam no topo da cabeça e de tempos em tempos a jubarte sobe à superfície e respira expulsando o ar com força pelos pulmões. O coração, juntamente com os órgãos respiratórios, ficam no tórax abrigado por 14 pares de costelas.
A baleia jubarte é considerada uma rorqual, pois apresenta uma característica comum a esse gênero: as pregas ventrais. Essas pregas com tiras brancas e pretas parecem com o fole de um acordeom, vai do queixo até a região da barriga.
Para ajudar na separação da comida e a água do mar, na hora da alimentação, esse mamífero marinho possui enormes placas de queratina chamadas de barbatanas. Elas constituem uma cortina no céu da boca que auxiliam nessa “filtração”.
Como se alimentam
Os principais alimentos da baleia jubarte são pequenos peixes, como sardinhas e anchovas, e um tipo de crustáceo chamado krill (Euphasia superba), que se assemelha a camarões.
Para capturá-los, as jubartes nadam em círculos abaixo desses pequenos animais produzindo algumas bolhas para aprisioná-los. Depois, sobem nadando com a boca aberta apanhando toda a aglomeração de uma só vez e engolindo, já que não possuem dentes para mastigação.
Outras duas técnicas de alimentação envolvem um canto alto e a movimentação forte na água, com o objetivo de atordoar o cardume, sendo assim mais fácil abocanhá-los. É com esses alimentos que acumulam gordura suficiente para manter a temperatura corporal e as viagens migratórias.
Hábito migratório
As baleias jubartes possuem locais diferentes para reprodução e alimentação. No verão, migram para as áreas de alimentação, locais frios e polares. Já no inverno, a migração é para lugares quentes de clima tropical, onde podem acasalar e conceber filhotes.
As fêmeas que deram à luz não migram junto com as outras baleias, pois os filhotes ainda não têm condições de fazer a viagem. Elas precisam esperar as crias desenvolverem a musculatura e as habilidades motoras para otimizar o nado e também aumentar a gordura para formar a camada protetora contra as diferentes temperaturas.

As nadadeiras caudal e dorsal auxiliam a baleia jubarte no salto à superfície. (Foto: Pixabay)
Reprodução
A costa nordeste do Brasil e o Banco dos Abrolhos, localizado entre os estados do Espírito Santo e Bahia, são locais com alto índice de reprodução da baleia jubarte.
Durante essa temporada, os machos emitem um som alto que pode ser ouvido até 3 mil quilômetro de distância. É possível que esse canto com repetição sequenciada tenha a função de atrair as fêmeas.
De cada fêmea nasce apenas um filhote por vez, que pode pesar até 1.000 quilos e medir 4 metros de comprimento. A gestação pode durar de 11 a 12 meses e depois de parir a mãe precisa amamentar e proteger o filhote até certo tempo. Quando ele se desenvolve, já está apto a fazer as migrações e se separar da mãe, se for necessário.
Extinção e vulnerabilidade
Por muitos anos a caça de baleia foi permitida no Brasil, isso durante o período colonial. Foi item importante para a economia local e era fonte inesgotável de renda, pois da baleia se aproveitava quase tudo.
• A língua era uma iguaria exportada para Europa;
• Os ossos eram usados para confecção de botões e farinha;
• As barbatanas se transformavam em leques e espartilhos;
• O óleo, um dos principais itens, era usado nas construções e iluminação pública.
A caça predatória no Brasil foi proibida em 1987. Estima-se que a população de baleia tenha diminuído de 40 mil para apenas 1.000, o que aumentou o perigo de extinção. Através de ações protetivas, algumas instituições e organizações de animais de risco conseguiram preservar a espécie, que pode viver aproximadamente 50 anos.
Atualmente, a estimativa é de que existam 20 mil baleias espalhadas pelo oceano. Sem ameaça predatória, a baleia jubarte não faz parte dos animais em extinção, mas ainda está na lista de vulnerabilidade. A única fonte de renda que elas proporcionam é no turismo, que permite a observação das baleias nas costas.