Fluído que digere gorduras e absorve nutrientes
• Digestão de gorduras;
• Armazenamento de nutrientes;
• Facilita a ação das enzimas do pâncreas;
• Equilibra as bactérias do fígado;
• Desintoxica o fígado;
• Absorve vitaminas;
• Descarta substâncias do sangue.
• Encha dois copos com água.
• Depois, acrescente um pouco de óleo nos copos. Você vai perceber que grandes glóbulos de gordura serão formadas nessa mistura.
• Agora, em um dos copos, acrescente detergente.
• Mecha os dois copos fazendo movimentos circulares.
• Depois de um tempo você vai perceber que o copo que não possui detergente, ainda apresenta gordura, mas o copo em que foi acrescentado o detergente começa a produzir espuma.

O ducto biliar comum é um canal que conecta a vesícula e o fígado ao intestino delgado. (Foto: Wikipédia)
Conhecendo a Bile
A bile tem várias nomenclaturas: fel, suco biliar, bílis. No entanto, as características da substância são as mesmas. Todas as vezes que esses nomes aparecerem, estamos falando de uma secreção produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, com consistência viscosa e líquida, alcalina, amarelo-esverdeada e amarga. Ela é composta pelos seguintes elementos:
• 10% de bicarbonato de sódio e sais (ácidos) biliares
• 85% de água
• 3% de pigmentos
• 1% de gordura
• 0,7 % de sais inorgânicos
• 0,3% de colesterol
Mesmo compondo uma porcentagem menor, são os sais biliares que promovem a quebra dos lipídios (gorduras). O processo exercido pela bile não é fácil. Há um caminho para ser percorrido. A primeira parte do trajeto da bile começa no fígado, onde ela é produzida. O fígado funciona como uma grande glândula que excreta as secreções por seus canais.
Depois de pronta, a bile passa pelos ductos biliares e uma parte é integrada ao organismo e a outra fica armazenada na vesícula biliar para ser utilizada quando necessária, cerca de 20 a 50 ml. Saindo dos ductos, o suco biliar é depositado no duodeno, parte do intestino delgado. Lá se encontra com os lipídios e através da lipase pancreática, uma enzima produzida pelo pâncreas, inicia a quebra de gorduras.
Vários distúrbios corporais são causados caso a bile não consiga passar pelos ductos. Se a passagem estiver obstruída por causa de um cisto, tumor ou pedra, a bílis fica retida no fígado e a vesícula não consegue lançá-la. Se o problema não for tratado, ocorre um escoamento retroativo. O excesso do líquido faz com que a tonalidade da pele fique amarelada. Esse fenômeno é chamado de icterícia.
A icterícia é causada quando o pigmento biliar, conhecido como bilirrubina, é colocado nos tecidos. A bilirrubina é constituída a partir da morte de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea. Geralmente essa destruição dos glóbulos ocorre no fígado, medula óssea e baço.
Quando o organismo está apresentando suas funções normalmente, a bilirrubina se desloca para o fígado, passa para a vesícula biliar e chega até o intestino delgado pelos ductos biliares. Mas quando o corpo humano está passando por alguma irregularidade, a bilirrubina pode se acumular e causar a icterícia.
Pacientes com insuficiência renal ou cálculo (pedra) na vesícula também podem sofrer se a bile não conseguir exercer suas funções adequadamente, já que sem ela a emulsificação das gorduras é mais difícil.