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Bile

Postado por Esther Santana em 22/08/2019 e atualizado pela última vez em 17/07/2020

Fluído que digere gorduras e absorve nutrientes


A bile é uma substância originada no fígado. Cerca de um litro do líquido é produzido diariamente e 50 ml fica armazenado na vesícula. A bile realiza muitas funções, dentre as principais estão:

• Digestão de gorduras;

• Armazenamento de nutrientes;

• Facilita a ação das enzimas do pâncreas;

• Equilibra as bactérias do fígado;

• Desintoxica o fígado;

• Absorve vitaminas;

• Descarta substâncias do sangue.


A bile é uma secreção, sua atuação no organismo é muito parecida com a do detergente no óleo. Para entender melhor essa analogia faça essa experiência em casa.

• Encha dois copos com água.

• Depois, acrescente um pouco de óleo nos copos. Você vai perceber que grandes glóbulos de gordura serão formadas nessa mistura.

• Agora, em um dos copos, acrescente detergente.

• Mecha os dois copos fazendo movimentos circulares.

• Depois de um tempo você vai perceber que o copo que não possui detergente, ainda apresenta gordura, mas o copo em que foi acrescentado o detergente começa a produzir espuma.


Isso acontece porque o detergente quebra a gordura em gotículas menores. O nosso organismo se comporta da mesma forma quando consumimos alimentos muito gordurosos. O copo de água com óleo representa a substância que vai chegar no duodeno, parte do intestino delgado. 

As enzimas que quebrariam as partículas da gordura apresentam dificuldades para interagir. Daí elas precisam de outro elemento para ajudar na emulsificação. Essa substância é a bile. Assim como o detergente, a bile age na quebra das partículas grandes e as diminui para poder absorvê-las. 


O ducto biliar comum é um canal que conecta a vesícula e o fígado ao intestino delgado. (Foto: Wikipédia)


Conhecendo a Bile


A bile tem várias nomenclaturas: fel, suco biliar, bílis. No entanto, as características da substância são as mesmas. Todas as vezes que esses nomes aparecerem, estamos falando de uma secreção produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, com consistência viscosa e líquida, alcalina, amarelo-esverdeada e amarga. Ela é composta pelos seguintes elementos:


• 10% de bicarbonato de sódio e sais (ácidos) biliares
• 85% de água
• 3% de pigmentos
• 1% de gordura
• 0,7 % de sais inorgânicos
• 0,3% de colesterol

Mesmo compondo uma porcentagem menor, são os sais biliares que promovem a quebra dos lipídios (gorduras). O processo exercido pela bile não é fácil. Há um caminho para ser percorrido. A primeira parte do trajeto da bile começa no fígado, onde ela é produzida. O fígado funciona como uma grande glândula que excreta as secreções por seus canais. 


Depois de pronta, a bile passa pelos ductos biliares e uma parte é integrada ao organismo e a outra fica armazenada na vesícula biliar para ser utilizada quando necessária, cerca de 20 a 50 ml. Saindo dos ductos, o suco biliar é depositado no duodeno, parte do intestino delgado. Lá se encontra com os lipídios e através da lipase pancreática, uma enzima produzida pelo pâncreas, inicia a quebra de gorduras.


Vários distúrbios corporais são causados caso a bile não consiga passar pelos ductos. Se a passagem estiver obstruída por causa de um cisto, tumor ou pedra, a bílis fica retida no fígado e a vesícula não consegue lançá-la. Se o problema não for tratado, ocorre um escoamento retroativo. O excesso do líquido faz com que a tonalidade da pele fique amarelada. Esse fenômeno é chamado de icterícia.


A icterícia é causada quando o pigmento biliar, conhecido como bilirrubina, é colocado nos tecidos. A bilirrubina é constituída a partir da morte de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea. Geralmente essa destruição dos glóbulos ocorre no fígado, medula óssea e baço.


Quando o organismo está apresentando suas funções normalmente, a bilirrubina se desloca para o fígado, passa para a vesícula biliar e chega até o intestino delgado pelos ductos biliares. Mas quando o corpo humano está passando por alguma irregularidade, a bilirrubina pode se acumular e causar a icterícia.

Pacientes com insuficiência renal ou cálculo (pedra) na vesícula também podem sofrer se a bile não conseguir exercer suas funções adequadamente, já que sem ela a emulsificação das gorduras é mais difícil.

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