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Sua mochila está vazia!

Biorremediação

Postado por Esther Santana em 29/08/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Ação biodegradável em áreas infectadas por poluentes


A biorremediação é um método natural que consiste em utilizar microrganismos para recuperar áreas ambientais que foram contaminadas. Nesse processo, os organismos vivos atuam para decompor resíduos tóxicos que foram lançados acidentalmente no solo, como em casos de vazamento de petróleo

Há também os casos em que os sedimentos industriais são lançados de forma ilegal nos oceanos. Geralmente a população fica ciente da situação quando toda essa sujeira vai formando manchas na superfície. 

Os efeitos são de curto e longo prazo. Os animais marítimos são os primeiros a sentir o impacto e depois todo o meio ambiente sofre com a contaminação. Quando o problema passa a ser tão alarmante, as instituições responsáveis procuram métodos para resolver ou até minimizar as consequências. 

Em situações como essa, as soluções surfactantes são utilizadas. Esse tensoativo reduz a tensão superficial da água, o problema é que essa substância não consegue ser dissolvida na água, liberando mais resíduo para o meio.

Diferente dos agentes químicos, como os agrotóxicos, a biorremediação não libera substâncias químicas para o meio. Todo o processo ocorre de maneira natural. Algas, bactérias, enzimas e fungos são introduzidos no meio ambiente e atuam desintegrando os contaminantes. A técnica o consiste em uma forma biodegradável de retirar materiais poluentes do ecossistema

A utilização de bactérias para recuperar as áreas afetadas por agentes químicos já têm sido aplicada em vários países. Um exemplo comum está no uso das bactérias Pseudomonas aeruginosa LBI na fabricação de biossurfactantes

Os biossurfactantes são substâncias microbianas que atuam na emulsificação e solubilização da tensão superficial. A fabricação desse agente não é a mais barata, porém o produto possui baixo teor tóxico e também é biodegradável. Assim como as P. aeruginosa, outros microrganismos fazem a oxidação de elementos orgânicos, digerindo todo o material poluente que foi jogado na natureza.



A biorremediação age em contaminantes específicos que degradam o solo ou a água. (Foto: Pixabay)


Processo de biorremediação


Para fazer a higienização das áreas marítimas e terrestres contaminadas com poluentes como o petróleo, e até o lixo que é lançado no mar pelos canais de tratamento de esgoto, pode-se optar por:


• Isolar a área e esperar que a natureza se responsabilize por limpar a área contaminada;
• Utilizar substâncias tóxicas, que podem resolver o problema da contaminação mas liberar outros poluentes para o meio;
• Escolher pela biorremediação, que vai tornar mais rápida a extração dos agentes contaminantes sem agredir o meio ambiente.


A biorremediação acontece quando microrganismos se aproveitam dos compostos orgânicos e inorgânicos e os utilizam como alimentação. As microbianas transformam os contaminantes em dióxido de carbono e água. Ou seja, além de tratar os rejeitos, já absorve as moléculas do próprio contaminante através da ação metabólica. 


É um processo muito singular. Cada local afetado pode apresentar propriedades e necessidades diferentes, por isso, alguns pontos precisam ser analisados antes de começá-la. É preciso determinar se:

• As condições do ambiente favorecem a ação das bactérias, ou seja, a temperatura, o clima, a luz, os nutrientes e o tempo de contaminação interferem na ação;
• Os elementos presentes no rejeito são biodegradáveis;
• Os microrganismos selecionais são os ideais, cada contaminante pode exigir um específico.

Dentre as microbianas, as bactérias são as mais indicadas para biorremediação. Esses seres possuem metabolismo acelerado e com muita facilidade para realizar a biodegradação de materiais. 


A biorremediação pode ocorrer de duas formas:

In situ: o  material contaminado é tratado no próprio local;

Ex situ: quando o material contaminado é retirado para que seja tratado em outro local.

A biorremediação também pode ser bioestimuladora ou passiva. No modo passivo, os microrganismos como enzimas, bactérias e fungos presentes no solo atuam naturalmente.

Quando acontece por estímulo, fertilizantes e sulfatos são lançados ao solo para acelerar o metabolismo das bactérias, assim a degradação é mais acelerada. As técnicas bioestimuladoras mais conhecidas são a compostagem, bioaumentação e a bioestimulação.

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