Principais características das plantas e sua importância para a vida na terra
O termo botânica, de origem grega ‘botané’, significa planta. É o ramo científico da biologia que estuda a fisiologia, a estrutura (morfologia) das plantas, fungos e algas, além de outras áreas como a taxionomia e ecologia vegetal, fitogenética, fitopatologia, entre outras classificações que fazem parte do Reino Plantae.
História da Botânica
Nos tempos antigos, os naturalistas separavam os seres vivos em grupos de acordo com características similares. Naquela época só existiam: o Reino Animal e o Reino Vegetal.
Por volta de 317 a.C à 287 a.C surgiram os primeiros estudos da área Grécia antiga. O filósofo grego Theophrastus, discípulo de Aristóteles, identificou os vegetais. Considerado o pai da botânica, ele escreveu as obras ‘Historia Plantarum’, ‘História das plantas", ‘De Causis Plantarum’ e ‘Sobre as causas das plantas’.
Já o alemão Otto Brunfels, segundo algumas literaturas, é considerado o pai da botânica moderna. Ele publicou o primeiro livro sobre botânica por volta de 1530, “Herbarium”, no qual traz elucidações e termos característicos sobre plantas. Junto com ele, Carl Von Linné sugeriu no século XVIII uma categorização para o Reino Plantae, sendo considerado o pai da taxonomia.
A botânica teve sua evolução a partir da colaboração dos naturalistas. O desenvolvimento deste estudo se deu através da publicação de livros, conferências científicas, criação de herbários e jardins botânicos, sendo o Jardim Botânico do Rio de Janeiro um dos mais importantes do país.
Esta ciência se divide em inúmeras especialidades (entre elas, a filogenética - disciplina científica que estuda a origem dos organismos vivos e suas relações) e contribuiu para o entendimento da evolução das plantas.
Características
Entre as principais características das plantas, as mais importantes são: presença de células com núcleo delimitado pela carioteca, chamado de seres eucariontes, são seres autótrofros, ou seja, realizam a produção do próprio alimento através da fotossíntese, além de serem multicelulares (possuem mais de uma célula).
Histologia dos vegetais
A Histologia Vegetal é a área da biologia que estuda os tecidos vegetais e sua constituição. Suas células são formadas por caraterísticas similares e apresentam caules, folhas, raízes e demais partes da planta. Os tecidos podem ser meristemáticos, constituídos por células indefinidas, responsáveis pelo crescimento dos vegetais, e tecidos permanentes (ou tecidos adultos), que são células distintas com as funções de proteção, suporte, armazenamento e condução. Esses tecidos se distinguem das células meristemáticas no processo de crescimento.
Célula das Plantas
As plantas são formadas por células vegetais. Elas se distinguem das células do reino animal por terem cloroplastos, vacúolos e parede celular. Os vacúolos são encontrados em ampla quantidade no citoplasma das célula vegetais, responsáveis por armazenar substâncias aquosas de sais e açúcares, além de controlar a entrada de água na célula.
Específico de células vegetais, os cloroplastos são organelas encontradas na clorofila, pigmento indispensável para a realização da fotossíntese, a exemplo das algas. Uma célula vegetal contém de 40 a 50 cloroplastos. A parede celular dos vegetais é constituída pelo polissacarídeo celulose, principal componente deste organismo, responsável por garantir sua arquitetura. Desempenha a função de manutenção, sustentação, resistência, além de proteger a entrada excessiva de água e de impedir a presença de patógenos, organismos capazes de causar doença em um hospedeiro.
Estrutura da planta
As plantas têm sua estrutura dividida da seguinte forma: folhas, flores, raízes, semente, caule e frutos. Elas possuem funções distintas que garantem a sobrevivência do vegetal.
• Folhas: responsáveis pela captação de luz solar para realização da respiração e fotossíntese;
• Flores: responsável pela produção das sementes e frutos dos vegetais, por meio da reprodução sexuada;
• Raízes: é uma parte da planta que fica abaixo da terra, responsável pela absorção de minerais e água, além do transporte dessas substâncias;
• Semente: responsável pela produção de novas plantas;
• Caule: responsável pela sustentação e condução de substâncias como nutrientes e água para as outras partes da planta;
• Frutos: responsável por proteger, conservar e desenvolver as sementes.
Reino Vegetal
O Reino Vegetal envolve os organismos autotróficos, eucariontes e fotossintetizantes. Eles são divididos em quatro grupos, agrupados conforme a presença ou ausência de vasos condutores, sementes, flores e frutos. Eles são classificados em briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.
• As briófitas é o grupo de plantas com estrutura pequena. Elas fazem parte das avasculares, não possuem folhas, caule, nem raízes. A reprodução acontece de forma assexuada ou sexuada. As plantas dioicas são a maior parte do reino vegetal, pois são espécies femininas e masculinas. As outras são denominadas de monoicas, isto é, hermafroditas.
• As pteridófitas são plantas que possuem vasos condutores, caule e raiz, mas não têm sementes. A reprodução, assim como as briófitas, é feita de forma assexuada ou sexuada. Para que se reproduzam essas plantas precisam de água.
• As gminospermas, diferente das pteridófitas, possuem sementes. A característica mais acentuada neste grupo é a semente nua, não envolvida por frutos. O sistema reprodutor dessa espécie se chama estróbilo e pode ser masculino ou feminino.
• As angiospermas é o grupo mais complexo do Reino Plantae, porém, é a classe mais dominante por ter flores e frutos que desempenham o papel de trazer polinizadores e dispersores. A estrutura reprodutiva desse grupo é a flor.

Araucária ou Pinheiro do Paraná é um tipo de planta da classe das gminospermas. (Foto: Wikimedia Commons)
Curiosidade
Você sabia que as plantas sabem quando estão correndo perigo? Apesar de serem imóveis, não estão sozinhas quando ocorre a invasão de insetos. Algumas plantas ao sentirem que estão sendo mastigadas liberam uma substância química no ar que atrai o inimigo natural do daninho. O inimigo desce e ataca o bicho, impedindo assim que seja devorada.