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Bronquite

Postado por Camila Mendonça em 22/04/2019 e atualizado pela última vez em 20/07/2020

Doença respiratória que afeta os brônquios


A bronquite é uma doença respiratória causada pela inflamação dos brônquios, canais responsáveis pela condução do ar inalado até os alvéolos pulmonares. Ela se apresenta de duas formas, podendo ser aguda ou crônica a depender dos sintomas e intensidade das crises.

A inflamação pode ser causada por meio de vírus ou bactérias, entretanto, o cigarro é o maior responsável pelo agravamento da doença. As crises de bronquite aguda são mais curtas, duram em média de uma a duas semanas. As crises da fase crônica, por sua vez, demoram mais tempo, normalmente se manifestam durante meses e até por anos.

A bronquite afeta mais as pessoas com baixa imunidade, normalmente fumantes ou os que ficam expostos a ambientes contaminados por agentes químicos e poluentes, como poeira, tinta, inseticidas, entre outros.


Como ocorre a bronquite?


A bronquite se instala quando o muco presente nas vias respiratórias deixa de ser eliminado pelos minúsculos cílios que revestem o interior dos brônquios. Dessa forma, o acúmulo de secreção faz com que os brônquios fiquem por muito tempo contraídos e inflamados.

Além da bronquite aguda e crônica, existe a bronquite asmática ou alérgica, na qual a inflamação dos brônquios normalmente acontece através do contato com substâncias alérgicas, como a poeira, pólen, pelos de animais, mudanças climáticas, entre outros. Além disso, sua manifestação está associada a predisposição genética, isto é, é passada de pai para filho.

Principais causas

Nos dois casos de bronquite, o cigarro é o maior agravador da doença. Na fase aguda, cerca de 90% dos casos é causado por um vírus, entre eles o adenovírus, o rinovírus e o influenza, por isso ela está muito associada a gripes e resfriados.

A bronquite crônica consiste no tipo mais grave, visto que configura a doença pulmonar obstrutiva (DPOC). Sendo assim, ela pode aumentar os riscos de outras infecções respiratórias, a exemplo da pneumonia, ou ainda se apresentar como uma extensão da bronquite aguda.

Sintomas

Entre todos os sintomas da doença, a gripe é a mais comum. Na fase aguda ela se apresenta de forma mais seca, enquanto na crônica a tosse é de forma produtiva, com expectoração mais grossa e de cor amarelada. Além disso, a tosse pode vir acompanhada de outros sintomas, como:

• Sibilância (chiado no peito);
• Falta de ar;
• Cianose;
• Cansaço;
• Catarro mucoide, com muco claro, branco ou purulento, se tiver acompanhada outra infecção;
• Inchaço nas extremidades do corpo devido à piora do trabalho cardíaco;
• Falta de apetite.


Alvéolos pulmonares. (Foto: Wikipédia)

Diagnóstico e Tratamento


Para fazer o diagnóstico preciso da doença é necessário a observação minuciosa dos sintomas. Apenas um médico especializado é capaz de fazer essa análise. Em alguns casos, a prova de função pulmonar (espirometria) contribui para um diagnóstico mais preciso.

Nas ocorrências de bronquite aguda, não há nenhum tratamento específico, uma vez que os sintomas duram em média de 10 a 15 dias, desaparecendo em seguida. Porém, alguns médicos podem receitar o uso de antibióticos ou expectorantes que ajudem no combate ao vírus causador.

Já na fase crônica, é muito importante que o paciente pare de fumar ou se afaste de pessoas que fumam, evitando assim a inalação da fumaça. Os médicos podem prescrever o uso de broncodilatadores, mucolíticos, antibióticos, anti-inflamatórios, etc. Além disso, o paciente pode se cuidar mantendo um boa hidratação, fazendo o uso de analgésicos e vaporizadores que aliviem os sintomas e diminuam a tosse.

Formas de prevenção

A vacinação anual contra o vírus da gripe é fundamental em ambos os casos de bronquite, já que a gripe ou o resfriado pode agrava ainda mais a inflamação dos brônquios. Com esse mesmo objetivo é recomendado a vacinação contra a bactéria “pneumococo”, causadora da pneumonia e influente na bronquite crônica.

A vacinação deve ser feita uma única vez, mas pode ser repetida após cinco anos em casos mais severos. Além disso, recomenda-se a adoção de algumas medidas:

• Ingerir bastante líquido, pois ajuda a diluir as secreções brônquicas e facilita a expectoração;
• Fazer uso de máscara ou outro equipamento protetor quando estiver exposto à inalação de elementos irritantes;
• Evitar o contato com pessoas gripadas ou resfriadas;
• Lavar as mãos com frequência.

Bronquite X Bronquiolite


Diferente da bronquite, a bronquiolite afeta bebês com até seis meses de vida, principalmente porque possuem o sistema imunológico pouco desenvolvido. 

A dificuldade respiratória é o principal sintoma, e ela é percebida através da sibilância e movimento das narinas. Outros sintomas podem aparecer, como a tosse, a febre e a falta de apetite. Além disso, alguns fatores de risco podem aumentar o surgimento da doença, como:

• Bebês que não são amamentados pelo tempo necessário, visto que o leite materno ajuda a desenvolver a imunidade;
• Bebês prematuros, ou seja, com menos de 37 semanas;
• Crianças expostas a locais de muita fumaça.

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