Transtorno alimentar
A bulimia é um transtorno alimentar grave, também conhecido como bulimia nervosa. Esse distúrbio atinge em média dois milhões de brasileiros por ano. A maior parte dos afetados é do sexo feminino, entre a adolescência e a juventude, de 16 a 25 anos.
A bulimia ocorre com mais frequência em mulheres jovens. (Foto: Pixabay)
O transtorno alimentar é definido por situações que acontecem constantemente e de forma incontrolável com o consumo exagerado de alimentos, geralmente, compostos por altas taxas de calorias.
Por conta da ingestão de alimentos muito calóricos, o indivíduo acaba tendo várias mudanças no comportamento para impedir o ganho de peso. A pessoa bulímica possui uma aparência normal, não tem uma magreza que chama atenção, como o portador de anorexia.
Os indivíduos com bulimia, na maioria das vezes, têm corpos definidos, até esculturais e isso se deve à obsessão na prática de atividades físicas e dietas mirabolantes. Isso pode desencadear sérios problemas ao organismo.
Dietas e jejuns demorados; indução do vômito; uso de laxantes, diuréticos e/ou inibidores de apetite; práticas exaustivas de exercícios físicos são indícios de que algo está errado e precisa de atenção especial.
Por causa dos sentimentos de culpa e remorso, o bulímico acaba comendo cada vez mais e em maior quantidade e geralmente às escondidas. A tendência genética e hereditária aliada aos aspectos ambientais, biológicos, culturais, familiares, psicológicos e sociais podem justificar a raiz do problema.
Anorexia
A anorexia ou anorexia nervosa é um distúrbio alimentar que provoca a perda de peso acima daquilo que é considerado saudável para altura e idade da pessoa. É uma obsessão por causa do peso corporal e daquilo que se come. O anoréxico pode ter um medo absurdo de ganhar peso.
O principal sinal é a tentativa constante de manter o peso abaixo do normal, através de intensas práticas de jejuns, atividades físicas ou outras opções de emagrecimento. Isso pode provocar danos físicos graves. É necessário procurar um tratamento médico urgente, pois esse transtorno pode até matar.
Causas da bulimia
Aspectos como pressão familiar, psicológica e social, traumas, predisposição genética ou até a exaltação de um corpo magro e perfeito podem fortalecer o transtorno alimentar. Mas, não é possível especificar quais são as causas reais do problema.
A mídia exerce um papel exclusivo nessa busca incessante das pessoas para se encaixar no padrão ideal de beleza, isso acaba sendo muito prejudicial para quem tem uma predisposição maior para desenvolver a bulimia.
O portador da bulimia distorce sua aparência física, não aceita o próprio corpo da forma que é, com todas as suas particularidades, e sempre se enxerga gordo, muito além da realidade. A supervalorização do corpo magro e esculpido provoca essa distorção.
O preconceito e o desrespeito por parte da indústria da beleza e da moda com as pessoas mais gordas também pode intensificar o problema. Tudo pode produzir uma intensa ansiedade que impulsiona a tentativa desenfreada de perder peso no menor tempo possível, ao mesmo tempo em que come demais, para se enquadrar nos padrões estabelecidos pela sociedade.

Bulimia deve ser tratada no início para evitar consequências graves. (Foto: Pixabay)
Sintomas da bulimia
Portadores de bulimia costumam se sentir culpados e com vergonha de si mesmos. O primeiro passo é controlar o desejo de comer desenfreadamente. Família e amigos podem ajudar na identificação dos sintomas, no quesito comportamental principalmente.
Alguns sintomas da bulimia são:
• Ansiedade
• Automutilação
• Baixa autoestima
• Comportamento obsessivo-compulsivo
• Constante insatisfação
• Dietas, jejuns ou regimes rígidos
• Medo de ganhar peso
• Obsessão em emagrecer
• Uso de suplementos para perda de peso
• Vômitos induzidos (expurgo)
Consequências da bulimia
A bulimia traz sérias consequências para a vida e saúde do indivíduo. Alguns exemplos são:
• Arritmia cardíaca
• Cansaço ou fadiga
• Depressão
• Desidratação
• Desmaios ou tonturas
• Distúrbios gastrointestinais
• Hemorroidas
• Mau hálito
Tratamento da bulimia
Buscar fazer uma reeducação alimentar e ajuda médica com: clínico geral, nutricionista, psicólogo e/ou psiquiatra é a primeira atitude a ser tomada pelo bulímico. Muita das vezes, o portador do distúrbio não reconhece o problema e precisa de ajuda para se curar. A participação da família e dos amigos é muito importante.
É importante fazer um tratamento multidisciplinar para tratar tanto o distúrbio alimentar quanto o comportamento e, principalmente, os sentimentos que provocam todo o mal-estar e a não aceitação do corpo que a pessoa carrega.
Método 100% eficaz não existe, mas opções como: psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC), psicoterapia interpessoal, grupos de apoio e terapias são possibilidades de tratamento para quem deseja se curar do transtorno.
Remédios antidepressivos e estabilizadores de humor ajudam muito, em casos de ansiedade e depressão principalmente. É importante lembrar que o consumo desses medicamentos só pode ser feito se prescrito por um médico.
Fique sabendo
Como é possível detectar que uma pessoa tem bulimia?
• Aparelho gastrointestinal – azia, constipação, úlcera gástrica ou estômago não digere os alimentos totalmente.
• Boca – cáries dentárias, destruição do esmalte dos dentes, inchaço nas bochechas ou na mandíbula, mau hálito, problemas na gengiva.
• Comportamento – compulsão alimentar, impulsividade, falta de moderação para comer, perfeccionismo, etc.
• Corpo – aversão a alimentos, desidratação, fadiga, fome ou distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico (água e eletrólitos), etc.
• Humor – ansiedade, culpa, medo, raiva, remorso, tristeza, vergonha ou mudanças bruscas de humor, etc.
• Menstruação – irregularidade do fluxo menstrual ou ausência da mesma.
• Peso – alterações no peso corporal, indivíduo abaixo ou com perdas bruscas do peso.
• Sensorial – anormalidade ou redução do paladar, sensibilidade ao frio, etc.
• Outros – depressão, dor de garganta, etc.
