Característica particular ou condição específica de um canibal
O Canibalismo é a relação desarmônica em que um indivíduo mata outro da mesma espécie para se alimentar. A prática canibal foi muito comum na Era antiga, quando aconteciam os antigos rituais, onde as tribos costumavam sacrificar outros seres humanos para comer uma parte ou até toda a carne do corpo da “vítima”.

A prática canibal humana é considerada crime e desrespeito humano. (Foto: Wikimedia Commons)
Canibalismo no Brasil
No decorrer de toda a história da humanidade se ouviu descrições sobre a prática do canibalismo humano.
Os povos astecas costumavam sacrificar os guerreiros que se tornavam prisioneiros das guerras que aconteciam com frequência entre eles e outros povos. Depois de matar, comiam a carne nos rituais em que celebravam a vitória.
Existem relatos históricos de que índios brasileiros da tribo Tupinambá, costumavam praticar o canibalismo indígena e utilizavam a carne humana nos rituais sagrados.
Havia a crença de que ao comer a carne dos adversários mortos, iriam herdar a bravura, a coragem e a força do oponente em questão. Esses índios costumavam comer também a carnes de integrantes da própria tribo. Para eles, serem comidos depois da morte representava coragem e honra.

O canibalismo entre os seres humanos é denominado como antropofagia. (Foto: Wikipédia)
Tipos de Canibalismo
Existem três maneiras principais da prática canibal:
• Endocanibalismo: consiste em comer a carne de um membro de uma tribo específica, em um ritual de veneração de morte. A prática de comer uma pessoa morta está relacionada com a crença de que a alma do morto ficará perto da família.
• Exocanibalismo: consiste na prática de comer a carne de uma pessoa com a intenção de roubar a sua força ou mostrar poder. Atualmente, essa é a prática mais comum.
• Autocanibalismo: praticado por pessoas que comem pedaços de si mesmas. Há casos em que essa prática está relacionada com as formas extremas de modificação corporal. Há também quem coma os pedaços de si mesmo para depois poder beber o próprio sangue, ato chamado de autovampirismo.
Além dessas práticas, é possível citar casos de “canibalismo de sobrevivência”. Para o psicólogo evolucionário americano Lewis Franklin Petrinovich, o ato praticado por pessoas é um traço de adaptação que se adquire para evitar morrer de fome, nas situações extremas.
Um caso que de “canibalismo de sobrevivência” que foi amplamente divulgado, foi do Voo Força Aérea Uruguaia 571 que caiu na Cordilheira dos Andes - Chile, no dia 13 de outubro de 1972. Após um tempo sem socorro, os sobreviventes tiveram que comer a carne das pessoas que já haviam morrido e isso os manteve vivos por dois meses.
A prática canibal no mundo animal
O canibalismo entre os animais é uma prática comum e pode ser um mecanismo de sobrevivência de algumas espécies. No caso das cascavéis, por exemplo, aproximadamente 68% das espécies costuma comer seus filhotes recém-nascidos. Trata-se de uma maneira que as mães cobras encontram para recuperar a saúde.
O mesmo acontece entre os tubarões, que também comem os seus filhotes pequenos para melhorar a saúde e conseguir sobreviver por mais tempo.
Já os chimpanzés, possuem o DNA de aproximadamente 98% igual ao DNA humano. Eles têm tendência de apresentar comportamento canibais. No ano de 1976, pesquisadores descobriram que uma mãe e uma filha chimpanzés comeram três bebês da mesma espécie. Em outra situação, cientistas descobriram que seis fêmeas atacaram uma outra fêmea para matar e comer o seu filhote.
Algumas Curiosidades
• Segundo as pessoas que já experimentaram a carne humana, ela tem o sabor da carne suína.
• O alemão Armin Meiwes ficou internacionalmente conhecido porque matou e comeu um homem voluntário que conheceu pela internet. Ele foi condenado a prisão perpétua pelo crime de homicídio com consumo de cadáver.
• O japonês Issei Sagawa matou e devorou uma colega de classe em Paris – França. Ele afirmou que a carne humana não possui um cheiro muito específico.
• Para algumas tribos, o canibalismo é uma questão cultural e comer a carne humana depois de já apodrecida é um dos costumes mais comuns.
• Comer carne crua pode desencadear uma série de problemas de saúde, sobretudo se a procedência não é conhecida. No caso da carne humana, pode ocasionar um tipo de contaminação chamada de kuru, cujos sintomas mais comuns são: tremores, crises histéricas de riso, fala embaralhada, dificuldade para engolir e paralisia muscular.
• Na Idade Média consumir carne humana era associado com tratamentos medicinais para dores de cabeça, feridas profundas, artrite e reumatismo. O sangue humano era consumido para o tratamento da epilepsia.
• No período da Idade Média, os corpos de homens mortos nas batalhas eram coletados para fins medicinais. Os corpos de mulheres virgens e homens enforcados eram mais valiosos.
• Geralmente, a prática canibal é considerada como uma doença mental e os canibais “modernos” são diagnosticados como esquizofrênicos ou psicopatas.
• O canibalismo pode ser considerado uma prática viciosa. Segundo especialistas, a mente de um canibal pode ficar obcecada pela vontade de comer carne humana e quando atinge o objetivo, seu cérebro é inundado de dopamina, a substância que causa intensa sensação de prazer, é uma sensação de euforia que pode desenvolver uma dependência.