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Catalase

Postado por Márcia Macedo em 12/12/2019 e atualizado pela última vez em 04/08/2020

Uma enzima intracelular


Catalase é a denominação dada para uma enzima fabricada por praticamente todos os seres vivos. Ela tem a responsabilidade de decompor o peróxido de hidrogênio e pode ser detectada na organela de peroxissomos, que são encontradas nas células das vidas de origem animal e vegetal.

A catalase é importante para o funcionamento dos órgãos do corpo humano.
A catalase é um composto químico. (Foto: Wikimedia Commons)

A Catalase


A catalase é responsável por catalisar a deterioração do peróxido de hidrogênio - comumente conhecido como água oxigenada, da água e do oxigênio. Essa é uma função importante pelo fato do peróxido de hidrogênio ser um elemento muito tóxico para as células.

A catalase é responsável pela produção de água e oxigênio, que são duas substâncias importantes para a vida e que não provocam nenhum mal para o organismo. A catalase anula a ação tóxica do peróxido de hidrogênio e ainda promove o equilíbrio de sua produção no organismo, quando a decomposição está em execução.

A boa atividade do fígado e dos rins depende muito da função da catalase. Isso porque neles são encontrados peroxissomos em abundância, que são os responsáveis por toda a desintoxicação do organismo.

A atuação da catalase e os peroxissomos contribuem para a fabricação dos sais biliares e também para a inutilização das substâncias tóxicas, no fígado. A catalase é uma das enzimas mais eficientes encontradas nas células. Somente uma molécula dela é capaz de decompor milhões de moléculas de peróxido de hidrogênio.

Enzimas


As enzimas são substâncias que possuem natureza proteica. Elas são consideradas como catalisadores biológicos que facilitam para que as reações aconteçam e reduzam a energia de ativação dos reagentes, também chamados de substratos enzimáticos. Essa energia é o início de um potencial para estimular uma reação.

Geralmente, os mecanismos orgânicos são bem lentos e pouco espontâneos, a depender das enzimas que são específicas para desenvolver e regular um funcionamento metabólico dinâmico, sendo consideradas como unidades funcionais da catálise celular.

Elas também podem ser chamadas de biomoléculas e são classificadas de acordo com alguns critérios, sendo a afinidade e a ação ao substrato, os principais. Seguem alguns exemplos de enzimas:

Hidrolases – são as enzimas que associadas com as moléculas de água, provocam a quebras das ligações covalentes. Exemplo: Peptidases.
Isomerases – são enzimas que aferiam a conversão das substâncias isoméricas, sejam eles, isômeros geométricos ou isômeros ópticos. Exemplo: Epimerases.
Liases – são enzimas que agem na remoção das moléculas de água, amônia e gás carbônico, partindo da ruptura das ligações covalentes. Exemplo: Descarboxilase.
Ligases – são as enzimas que formam as novas moléculas, unificando duas pré-existentes. Exemplo: Sintetases.
Oxidoredutases – são as enzimas que realizam as transferências de elétrons, a oxirredução. Exemplo: Desidrogenases.
Transferases – são as enzimas que efetuam a translocação dos grupos funcionais como um grupamento amina, carbonila, carboxila, fosfato, de uma molécula para outra. Exemplo: Quinase.

Existem duas características importantes nos compostos especificados. Primeiro é a complementação da enzima substrato, que seria a teoria da chave-fechadura e depois é a restituição enzimática no fim da reação, que permanece intacta para recomeçar as subsequentes reações similares.

Os elementos influenciáveis da atividade enzimática, que causam a disfunção e por consequência a inativação, são:

I-  A elevação e a diminuição da temperatura ou pH, superior ou então que compreenda um patamar de ação otimizada, de acordo com a atuação local de cada enzima específica.
II- A concentração das enzimas ou dos substratos que podem aumentar ou diminuir a velocidade da reação, conforme a quantidade de enzimas e também, de acordo com a ocupação dos seus sítios de ativação.

Peroxissomos


Os peroxissomos são organelas citoplasmáticas que possuem membrana duplicada de células vegetais. São uma espécie de bolsas membranosas que compreende alguns tipos de enzimas digestivas.

Eles têm o formato de vesículas esféricas e se parecem com os lisossomos, semelhança essa que chegou até a confundir os dois. Os peroxissomos são responsáveis pelo armazenamento das enzimas que catalisam o peróxido de hidrogênio (H2O2), uma fonte de radicais livres, sendo uma substância tóxica para a célula.

Além dos peroxissomos possuírem enzimas degradantes para as gorduras e os aminoácidos, eles também têm grandes quantidades da enzima catalase. A enzima nomeada de catalase sofre reação com o peróxido de hidrogênio e produz H2– água e O– oxigênio molecular.

Existem em abundância, tanto no fígado quanto nos rins dos mamíferos, ocupa aproximadamente cerca de 2% das células hepáticas. Desintoxica o organismo e oxida as substâncias absorvidas pelo sangue.

Quando existe uma deformidade da estrutura enzimática ou a inexistência dos peroxissomos, pode haver a ocorrência de doenças metabólicas agudas, que podem envolver vários órgãos, a síndrome de Zellweger é um exemplo.

A síndrome de Zellweger é uma doença rara e congênita relacionada com a glândula adrenal, o cérebro, o fígado, os rins e os ossos. As células não têm capacidade para executar a beta-oxidação dos ácidos graxos de cadeia longa, nos peroxissomas.

Nos vegetais, as organelas citoplasmáticas auxiliam na germinação e convertem os lipídios que ficam armazenados nas sementes em açucares.

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