Um órgão vegetal
O Caule é um órgão da planta que realiza a comunicação entre a raiz e as folhas. Ao mesmo tempo em que a raiz vai crescendo na direção da terra, o caule realiza o movimento contrário e é por esse motivo que a maioria dos caules crescem da parte inferior para a parte superior do solo.
Normalmente, o caule representa o fragmento aéreo da planta e é no seu eixo que se desenvolvem as flores, as folhas, os frutos e os ramos. As duas funções principais do caule são condução e suporte.
Ao sustentar as folhas, o caule as põe em uma posição que seja oportuna para a absorção da luz e para a realização da fotossíntese. Ao mesmo tempo, ele faz o transporte das substâncias que as folhas produzem para as raízes e das substâncias que as raízes absorvem para as folhas.
Quando se trata de um caule jovem, pode exibir a cor verde, esse fato se deve à presença de clorofila, que é uma pigmentação envolvida na fotossíntese e que existe em abundância nas folhas.
Em determinadas espécies, o caule se mantém verde por toda a vida útil da planta, já em outras espécies, ele se torna castanho e lenhoso, de acordo com a planta que está se desenvolvendo.

Peroba é a denominação dada para várias espécies de árvores, ela é conhecida pela qualidade de sua madeira. (Foto: Wikipédia)
As Partes do Caule
As estruturas principais do caule são: as gemas, a zona de alongamento, os nós e os entrenós. As gemas são as responsáveis por dar origem para os novos ramos, folhas e flores. Elas ficam localizadas no ponto mais alto ou nas laterais dos ramos.
Já os nós, são as regiões onde estão introduzidas uma ou mais folhas, o entrenó é o local que fica entre dois nós sucessivos, onde não se formam as gemas. As gemas denominadas caulinares, são constituídas por conjuntos de células meristemáticas, que são capacitadas para se multiplicar efetivamente, através da mitose.
Um grupo de células meristemáticas forma um meristema, razão porque as gemas também são chamadas de meristemas caulinares. No ponto mais alto do caule e de cada ramo, sempre vai existir uma gema apical.
A essa gema apical que também pode ser chamada de meristema, consente o crescimento em extensão e isso é devido à multiplicação das células meristemáticas.
Conforme vai crescendo, o caule se distingue lateralmente, nas áreas onde aparecem as folhas e as gemas auxiliares, ou laterais. Os locais onde estão inseridas as gemas e as folhas, recebem o nome de nós e os espaços entre eles, são intitulados de entrenós.
As gemas axilares são também meristemas e se localizam perto do ângulo formado entre a folha e o ramo, chamado pelos botânicos de “axila foliar”. Essas gemas se mantêm inativas por um determinado período, que é chamado de dormência, apesar de poder entrar em atividade e dar origem aos ramos laterais.
Os Tipos
O caule pode ser do tipo: aéreos – têm contato direto com o ar da atmosfera, podem ser eretos, rastejantes e trepadores; aquáticos – se desenvolvem na água e absorvem por meio da epiderme; e subterrâneos – ficam sob o solo, podem ser bulbos, rizomas e tubérculos.
Seguem alguns exemplos de caules:
• Bulbo (Cebola)
• Cladódio (Cacto)
• Colmo (Cana de açúcar)
• Estipe (Palmeira)
• Estolão ou estolho (Morangueiro)
• Gavinha (Pé de uva)
• Haste (Pé de feijão)
• Rizóforo (Plantas de mangue)
• Rizoma (Samambaia)
• Sarmentoso (Aboboreira)
• Trepador (Pé de melancia)
• Tronco (Goiabeira)
• Tubérculo (Batata inglesa)
• Volúvel (Jasmim)
• Xilopódio

O bambu possui caules lenhificados usados para fabricar diversos objetos, como instrumentos musicais. (Foto: Pixabay)
Caules Comestíveis
Caule é o principal eixo de sustentação da planta. Os caules comestíveis são fontes ricas em vitaminas, além de ser uma boa maneira de variar a alimentação de forma saudável. Entre os caules comestíveis mais tradicionais, é possível citar o aspargo e o palmito. Mas existem uma infinidade de caules que podem e devem ser ingeridos.
No Brasil há uma prática muito ruim e que tem a adesão de boa parte da população, trata-se da cultura do desperdício de alimentos. É necessário que revejam alguns costumes, isso iria promover a descoberta de novos sabores, além de possibilitar o ganho de mais saúde e também seria uma boa opção de economia.
Como todo vegetal, os caules comestíveis são alimentos muito ricos, que têm grande concentração de nutrientes. Eles são vegetais com uma quantidade baixa de calorias e uma grande oferta de micronutrientes, a exemplo de minerais e vitaminas, propriedades essenciais para uma alimentação equilibrada.
Exemplos:
• Aspargo – é um caule comestível de poderoso perfil nutricional. O vegetal tem baixo valor calórico e apresenta em sua composição: fibra, potássio, proteína vegetal, vitamina A, vitaminas do complexo B e C, vitamina D e compostos bioativos.
• Caule de brócolis – é tão nutritivo quanto a folha, de baixo valor calórico e apresenta em sua composição: cálcio, magnésio, potássio, proteína, vitamina A, vitamina do complexo B, vitamina C e compostos bioativos.
• Palmito – é um alimento leve e de baixa caloria, apresenta em sua composição: cálcio, fibra, minerais, potássio, proteína e vitaminas.
• Talo de couve – é um alimento rico em nutrição e de baixa caloria, apresenta em sua composição: cálcio, ferro, fibra alimentar, proteína vegetal e vitamina C.