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Clamídia

Postado por Joseane Rosa em 09/05/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Os sintomas são corrimento e dores ao urinar


A clamídia é a DST (Doença Sexualmente Transmissível) mais comum do mundo. É transmitida por meio de relações sexuais não seguras e se caracteriza pela presença de corrimento translúcido e dor ao urinar. A enfermidade atinge homens e mulheres, e se não diagnosticada prematuramente pode resultar em câncer no colo do útero. 

Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, a doença é diagnosticada com exames laboratoriais e pode ser tratada com antibióticos. Mulheres grávidas com a infecção devem ser tratadas para que a criança não seja infectada durante parto. 

Transmissão


A clamídia é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e transmitida por meio de relações sexuais com uma pessoa contaminada. Raramente o contágio também ocorre por compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas e roupas íntimas. Pessoas que tiverem vários parceiros sexuais durante o ano estão mais propensas a contrair a enfermidade. 


Sexo seguro evita o contágio pela clamídia. (Foto: Pexels)


Sintomas da clamídia


A clamídia é uma doença silenciosa para maioria das pessoas. Segundo estimativa, ela se manifesta apenas em 10% das mulheres e 30% dos homens. Por causa disso, ela é considerada a DST que mais contamina pessoas no mundo. 

Quando se manifesta, os sintomas costumam aparecer até a quarta semana da contaminação. Por causa de sua semelhança com a gonorreia, é sempre recomendado procurar um especialista para realizar o diagnóstico correto. 

Os sintomas se manifestam diferentes nos homens e mulheres. Confira abaixo a lista com as principais diferenças: 

Nas mulheres

• Secreção fluida;
• Corrimento;
• Dor no abdômen;
• Dor ou ardência ao urinar;
• Sangramento vaginal;
• Perda de sangue entre os períodos menstruais;
• Aumento da frequência da micção;
• Dor durante o ato sexual. 

Nos homens

• Ardência ou dor ao urinar;
• Dor nos testículos;
• Inflamação do ânus dos homossexuais passivos;
• Micção frequente;
• Saco escrotal inchado;
• Corrimento pela uretra. 

Diagnóstico


Muitas pessoas não apresentam sintomas da clamídia e só procuram o médico quando surgem complicações. No entanto, um exame laboratorial poderá ser realizado com a coleta de urina e material retirado da vagina ou colo do útero. O resultado, normalmente, é divulgado de 24 até 48 horas. 

Outros exames que podem ser realizados é o que detecta os anticorpos anticlamídia (IgM e IgG) e a presença da Chlamydia trachomatis nas secreções vaginais e urina. 

Prevenção e tratamento


O uso de preservativos ainda é a melhor maneira de se prevenir contra as DST's, inclusive a clamídia. O tratamento é realizado com uso de antibióticos em dose única como azitromicina, ou em doses fracionadas, por exemplo, os medicamentos doxiciclina, eritromicina, minociclina. 

Os médicos e especialistas recomendam que as pessoas em tratamento contra a enfermidade fiquem sem praticar relações sexuais por sete dias seguidos. Os parceiros dos infectados também façam o tratamento. 

Especialistas


Os especialistas que podem detectar a clamídia são:

• Clínico geral:
• Infectologista;
• Ginecologista;
• Urologista. 

Grávidas com clamídia


Mulheres grávidas infectadas com essa DST podem transmitir a doença para a criança durante o parto. Para evitar o contágio dos recém-nascidos é recomendado que exames para a detecção da clamídia sejam realizados logo após a descoberta da gestação. 

As grávidas devem começar imediatamente o tratamento contra a clamídia, caso os exames laboratoriais confirmem a presença da bactéria. Isso evitará que a doença seja transmitida enquanto o bebê estiver passando pelo canal vaginal. 

Jovens com clamídia 


Um estudo realizado nas cinco regiões brasileiras revelou que em 2011 cerca de 10% dos jovens entre 15 e 25 anos estavam infectados com clamídia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também revelou que todo ano cerca de 92 milhões de pessoas são infectadas com a doença. O que preocupa tanto o setor da saúde no Brasil quanto a OMS. 

Complicações 


Algumas complicações podem surgir se a doença não for tratada prematuramente ou corretamente. As mulheres, por exemplo, podem desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP), lesão nas trompas, infertilidade e câncer no colo do útero

Durante a gravidez, é possível gerar aborto espontâneo, inflamação da camada interna do útero (endometrite) e infecção no pós-parto. Os bebês também podem ser contaminados, caso não seja realizado o tratamento correto. Os homens, por sua vez, podem ter infecção na próstata e no do ducto que coleta e armazena os espermatozoides. 

Recomendações


Entre as recomendações médicas para evitar e prevenir a doença estão o uso de preservativo, evitar o contato sexual com diversos parceiros por vez, procurar o médico toda vez que mais de um sintoma se manifestar e realizar todo tratamento até a bactéria ser eliminada do corpo humano

Cura da doença


Apesar de ser a DST que mais contagia pessoas no mundo, a clamídia tem cura. Para isso, o diagnóstico deve ser realizado corretamente e o tratamento iniciado. No entanto, os médicos aconselham que os parceiros também sejam avaliados e tomem os medicamentos sugeridos. 

Como é uma doença assintomática, os especialistas também orientam que a pessoa infectada relate a sua doença para antigos parceiros com o intuito que estes também possam realizar exames laboratoriais. 

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