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Coqueluche

Postado por Camila Mendonça em 31/05/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Infeção das vias respiratórias que provoca tosse intensa


A coqueluche é uma infecção do aparelho respiratório (traqueia e brônquios) causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença pode acometer pessoas de qualquer idade, porém é mais comum em crianças, visto que elas possuem as vias respiratórias mais sensíveis, o que facilita a obstrução provocada pelas secreções.

O contágio acontece por meio do contato direto com as secreções (tosse e espirro) eliminadas por um indivíduo infectado. A coqueluche também é chamada de pertússis, em razão do nome da bactéria, ou tosse comprida, visto que as tosses são secas e longas.

Estágios da coqueluche


Quando o paciente é infectado pela bactéria passa pela fase de incubação, que é o momento onde os sintomas podem levar alguns dias para aparecer. Nesse caso, eles aparecem entre o 6° e o 17° dia.

O primeiro estágio da doença é chamado de fase catarral. Nesse primeiro momento os sintomas iniciais são confundidos com os da gripe, logo, o paciente apresenta coriza, tosse seca, febre, mal-estar e fadiga. Ademais, essa etapa é a que apresenta a maior probabilidade de transmissão.

O segundo estágio da doença, também chamado de paroxístico por ser mais intenso, acontece entre a segunda e terceira semana após contágio. Nesse período o paciente começa a apresentar uma tosse mais aguda, com chiado. O esforço para tossir mais a falta de ar deixam o rosto com aspecto azulado (cianose).

Em alguns casos a criança pode vomitar e apresentar dificuldade para comer, beber e respirar. Já terceiro estágio, chamado de fase da convalescença, é o momento em que as tosses intensas dão lugar as tosses mais comuns, isto é, elas vão diminuindo a intensidade até desaparecerem.

Os sintomas duram em média de 6 a 10 semanas até sumirem por completo. Os casos mais graves atingem com mais frequência crianças com menos de dois anos. 


A coqueluche é mais comum em crianças menores de dois anos de idade. (Foto: Adobestock)

Maneiras de prevenção

A melhor maneira de prevenir uma doença infectocontagiosa é tomando a vacina, pois ela age diretamente na bactéria causadora. No caso da coqueluche, a vacina previne a pessoa por até dez anos. 

O recomendado é que o indivíduo tome a vacina ainda na infância, até os seis anos. Apesar de raro, a doença pode acometer adolescentes e jovens adultos, principalmente se essas pessoas nunca se vacinaram.

Contudo, a infecção por coqueluche pode acontecer em casos de contato íntimo com o paciente infectado ou se houver surtos da doença, mesmo que a pessoa já tenha se vacinado quando criança. 

Em 2010, por exemplo, houve um aumento significativo dos casos de coqueluche em adultos e adolescentes no Brasil, de acordo com os dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Enquanto isso, em toda a América Latina os casos triplicaram em cinco anos. 

As vacinas usadas no combate a coqueluche são: 

A Vacina tríplice (DTP) é usada não apenas na prevenção contra a coqueluche (pertussis), como também de outras doenças, como o tétano e a difteria. A vacina DPT deve ser ministrada aos seis meses, dois e quatro anos de idade, com doses de reforço após 15 meses e após 5 anos. 

Outra vacina que está incluída no calendário oficial de vacinação do Ministério Saúde é a tetravalente (DTP +Hib.). Esse mecanismo garante a proteção contra a coqueluche, o tétano, a difteria, e ainda protege contra a meningite.

Além disso, o Ministério da Saúde orienta que todas as pessoas íntimas do paciente (familiares, amigos, colegas de escola ou de trabalho) devem receber uma dose da vacina DTPa.

Diagnóstico e Tratamento


O diagnóstico da doença é feito através de exames clínicos laboratoriais. A maioria dos exames fazem a colheita das amostras retiradas da nasofaringe, onde a doença costuma atacar. 

Ao descobrir a doença, o tratamento, quase sempre, é feito de forma ambulatorial e em casa, mas, com o acompanhamento de um médico especializado. Nessa fase é recomendado ao paciente o isolamento respiratório, a fim de evitar a transmissão para outras pessoas. 

Além disso, algumas precações são bem-vindas, como a separação de talheres, toalhas e lençóis para uso exclusivo do paciente. O cuidador também deve manter um higienização adequada, lavando as mãos sempre que houver contato com a pessoa ou secreção. 

Na fase catarral, que é o primeiro estágio, os médicos podem indicar o uso da eritromicina para ajudar a acalmar as crises de tosse e encurtar a duração de outros sintomas. 
A hospitalização apenas será indicada em casos mais graves, quando o paciente sentir muita dificuldade para respirar e precisa imediatamente receber suporte de oxigênio ou alimentação parenteral, caso não esteja conseguindo ingerir os alimentos.

Também é recomendado repouso, ingestão de muito líquido e uma alimentação saudável, rica em vitaminas e minerais. Quando a coqueluche não é tratada da forma correta pode apresentar complicações graves, como o desenvolvimento de pneumonia, convulsões, lesões cerebrais, e, em casos raros, levar o paciente à morte.

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