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Daltonismo

Postado por Camila Mendonça em 14/02/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Condição visual que altera o pigmento das cores


O daltonismo é uma deficiência visual que tem como principal característica a dificuldade no reconhecimento de cores, principalmente a distinção entre o vermelho e o verde. Geralmente, a doença é uma herança genética que acompanha o indivíduo desde o seu nascimento.

Herança genética

Embora o daltonismo seja uma doença hereditária e recessiva, ela é mais comum em homens, chegando a somar 97% dos casos. Isso acontece porque ela está diretamente ligada ao cromossomo sexual X.

Os cromossomos X e Y definem o sexo masculino, enquanto o feminino é determinado por dois cromossomos X, que são herdados dos pais. A mãe sempre será a responsável por fornecer um cromossomo X e o pai por fornecer o X ou Y ao bebê.

Dessa forma, o daltonismo sempre irá se manifestar em pessoas que sofreram alterações no cromossomos X. Ou seja, para a mulher ser daltônica ela precisa herdar o cromossomo alterado tanto do pai quanto da mãe, enquanto o homem só precisa herdar o cromossomo X alterado da mãe para que a doença aconteça.

Sendo assim, quando a mulher recebe de um dos pais o cromossomo com a alteração genética, o outro, que é normal, compensa a mutação. Contudo, apesar de distinguirem normalmente as cores, as mulheres que são portadoras do gene defeituoso poderão transmiti-lo para os seus filhos.

Causa do daltonismo

A retina é composta por duas células fotossensoras: os cones e os bastonetes. A pessoa que tem daltonismo sofre com um problema que acomete os pigmentos de determinadas cores nessas células, em especial o vermelho e o verde.

Os cones são responsáveis pela percepção das cores e pela visão durante o dia. Além disso, existem três tipos de cones. Cada um deles responde ao comprimento de onda das cores: verde, vermelho, azul e suas variantes.

Os bastonetes, por sua vez, não são sensíveis à essa diferenciação de cor, pois eles funcionam com pouca luz e possibilitam a visão durante a noite, produzindo imagens em preto e branco com todas as suas gradações.

Diante disso, a causa do daltonismo está relacionada a alteração no pigmento dos cones ou com a ausência de uma dessas células. Ainda que apenas um pigmento esteja faltando, a pessoa pode apresentar problemas para identificar cores, tonalidades e brilho. 

Embora o daltonismo seja causado apenas por uma das mutações gênicas no cromossomo X, algumas doenças visuais podem comprometer a percepção completa de algumas cores, como por exemplo: o glaucoma e a degeneração macular; o diabetes, as doenças de Alzheimer e Parkinson, a leucemia e a anemia falciforme. 

Tipos de daltonismo

Existem três tipos que ajudam a identificar os graus de daltonismo. Conheça cada um deles:

Deuteranopia: a pessoa que tem esse tipo de daltonismo sente muita dificuldade para enxergar a cor verde, pois nesses casos existe a ausência ou diminuição dos cones verdes sensíveis às ondas de comprimento médio. Assim, os tons vistos são mais puxados para o marrom;

Protanopia: esse é o tipo mais conhecido do daltonismo. Ele tem como principal característica a diminuição ou ausência total do pigmento vermelho, sensível às ondas de comprimento longo. No lugar do vermelho, a pessoa pode enxergar tons de marrom, verde ou cinza, variando de acordo com a quantidade de pigmentos presentes no objeto;

Tritanopia: nesse tipo, o daltônico sente dificuldade para enxergar e distinguir os tons de azul e amarelo. Embora ele não perca a noção completa do azul, ele enxerga a cor em tonalidades diferentes. Já o amarelo apresenta tons rosados. Além disso, a pessoa com tritanopia não consegue enxergar a cor laranja.

Como diagnosticar o daltonismo?

A identificação da doença é feita através de três tipos diferentes de exames, que permitem não apenas diagnosticar, mas também determinar o grau de comprometimento na percepção das cores. Eles são: o anomaloscópio de Nagelan, as lãs de Holmgren e o teste de cores de Ishihara.

O teste de Ishihara é o mais conhecido e utilizado pelos oftalmologistas, porque utiliza cartões com pontos coloridos, que têm no centro uma letra ou um número. Nesse teste, o número só é identificado por pessoas que não têm a doença. Na figura abaixo você está vendo o teste de cores de Ishihara. Se estiver enxergando o número 2, provavelmente você não é daltônico. 


Teste de cores de Ishihara, uma das maneiras de descobrir o daltonismo. (Foto: wikipedia)

Existe tratamento?

Embora a medicina esteja em constante evolução, por enquanto o daltonismo não possui nenhum tratamento que garanta a sua cura definitiva. Mas, o uso de lentes de óculos com filtro de cor é um recurso que ajuda a melhorar um pouco o contraste.

Se o daltonismo não for de origem genética e sim um defeito adquirido, ela pode regredir ou então estabilizar desde que a pessoa tenha uma boa resposta no tratamento e a causa da disfunção seja combatida.

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