0

Sua mochila está vazia!

Depressão

Postado por Camila Mendonça em 21/02/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Causas, sintomas e tratamento


A depressão é uma doença ou distúrbio afetivo que provoca alterações no humor afetando a rotina, as relações, o trabalho e o desempenho do paciente depressivo. Embora seja muito comum no dias atuais, as pessoas confundem os sintomas da depressão com tristeza.

A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável pelos médicos, pois ela ajuda na compreensão das perdas ou sofrimentos ocasionais. A pessoa pode se manter triste por um período de 15 a 20 adias.

A depressão, por outro lado, pode ser causada por vários motivos. A tristeza é um deles, mas, nesse caso, o sentimento se instala e parece não ter fim. Ao contrário do que muita gente imagina, a depressão não é apenas uma doença psicológica. Ela age no cérebro do indivíduo, desencadeando uma série de reações no organismo, cujo os neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina), responsáveis por liberar sensações de prazer no corpo, reagem de forma desequilibrada. 

Dessa forma, ocorre uma diminuição nos níveis desses neurotransmissores que transmitem informações para os neurônios. Assim, o corpo e a mente começam a sofrer as consequências dessa reação. A partir disso, o indivíduo se sente irritado, com auto estima baixa, sono e cansaço em excesso, entre outros.

O distúrbio pode aparecer em pessoas de qualquer idade, mas normalmente é mais comum em indivíduos de 20 a 40 anos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a doença atinge mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e, desde 2005, tem tido um aumento de 18,4% nos casos.

Sintomas da depressão

A depressão pode apresentar vários sintomas e o mais preocupante de todos eles é a vontade do indivíduo em se suicidar. As pessoas depressivas pensam no suicídio como uma forma de aliviar a dor que estão sentindo, por isso a doença exige um acompanhamento médico para o diagnóstico e tratamento.

A pessoa depressiva também pode apresentar outros sintomas:

•Irritabilidade;
•Cansaço excessivo;
•Perda ou ganho de peso sem que a pessoa perceba;
•Vontade constante de ficar sozinho (a);
•Apatia;
•Falta de apetite ou desejo compulsivo de comer;
•Pensamentos negativos;
•Medos;
•Insônia ou sono excessivo;
•Palpitações;
•Falta de concentração;
•Perda ou diminuição da autoestima;
•Sensação de incapacidade;
•Dores e sintomas físicos sem justificação médica, como dores na barriga, azia, diarreia, má digestão, tensão na nuca e nos ombros, dores de cabeça e corpo, pressão no peito, entre outros.

Tipos de depressão

A depressão pode apresentar diferentes tipos, os mais conhecidos são:

Sazonal: são episódios de tristeza relacionados a momentos específicos, como nas mudanças de estação, em especial o inverno, onde há baixa exposição à luz solar. Também é comum aparecer em datas comemorativas, como as festas de fim de ano, momento em que o estresse está mais elevado; 

Atípica: os sintomas dessa classificação estão relacionados a sentimentos melancólicos, associados a problemas familiares ou de relacionamento. Nesses casos, há um predomínio de falta de energia, aumento de sono e o humor apático;

Pós-parto: aparece em seguinte ao parto, caracterizada pela falta de interesse ou pelo sentimento de incapacidade de não conseguir cuidar do bebê. Os sintomas incluem tristeza excessiva, apatia pela criança e falta de esperança. As mães apresentam alterações no humor e crises de choro;

Psicótica: a depressão psicótica alia os sintomas de tristeza a outros fatores menos típicos, como delírios e alucinações. Apesar de ser considerada grave, é rara de acontecer, mas qualquer pessoa pode desenvolver esse nível da doença;

Distimia: é um classificação crônica da doença. As mudanças de humor e a vontade de ficar isolado são constantes. O paciente com distimia perde o interesse em atividades do dia a dia, perde a esperança, apresenta baixa autoestima e se sente rejeitado.

Além disso, existem outros fatores que contribuem para o avanço ou aparecimento da doença. São eles:

Abuso: a pessoa que sofre qualquer tipo de abuso, seja ele físico, sexual ou emocional e passa a ter um aumento da vulnerabilidade psicológica para o desenvolvimento da doença. O assédio em ambientes familiares ou profissionais também é um fator que contribui para o aparecimento da depressão;

Uso de substâncias em excesso: aproximadamente 30% das pessoas com vícios em substâncias, como o álcool, remédios para perder ou ganhar peso, drogas ilícitas, etc., apresentam indícios de depressão clínica ou profunda;

Medicações específicas: Embora pareça contraditório, alguns elementos químicos, tais como a Isotretinoína (usada no tratamento da acne), o antiviral interferon alfa e o uso de corticoides, aumentam as chances de desenvolvimento do transtorno;

Doenças graves: a depressão também pode estar associada a descoberta de alguma doença mais grave, como o câncer ou HIV, por exemplo;

Estresse: para as pessoas que tem predisposição genética, o estresse pode acelerar o desencadeamento da doença, bem como ansiedade em excesso;

Morte ou perda: embora seja algo comum na vida de um ser humano, perder uma pessoa amada pode desencadear sintomas de depressão.


A sensação de incapacidade é um dos sintomas da depressão. (Foto: Pixabay)

Diagnóstico e tratamento


Inicialmente, vale ressaltar que a depressão tem cura. A doença é diagnosticada com base em comportamentos emocionais e sintomas físicos. Os especialistas fazem a descoberta da doença por meio de exames físicos, clínicos e psicológicos, de modo que fique claro os motivos que causaram a depressão.

Com o diagnóstico feito, os médicos farão o tratamento usando alguns desses métodos:

Psicoterapia: a terapia com psicólogo é um dos métodos utilizados para o tratamento da doença. Ela ajuda o paciente a entender os motivos que causaram o desenvolvimento da doença. Além disso, ajuda a devolver a confiança e fortalecer a autoestima do paciente;

Medicamentos antidepressivos: ao contrário do que as pessoas imaginam, as medicações antidepressivas não provoca euforia nem vícios. A terapia é simples e não incapacita ou entorpece o paciente; 

Hábitos saudáveis: uma alimentação equilibrada e a prática exercícios físicos, desde que seja prazerosa para o paciente, pode devolver as sensações de prazer e bem estar, contribuindo para o sucesso do tratamento. 

A compreensão e o apoio de amigos e familiares tornam-se necessários nesse momento delicado da vida do paciente, pois ajudam-no a entender que ele não está sozinho e que embora pareça difícil, a cura é alcançável.

Artigos Relacionados

Descubra o que é, a história e a atuação do Greenpeace no Brasil.

Conheça exemplos de biopirataria e como eles impactam o meio ambiente.

Confira tudo que você precisa saber sobre a Amazônia Legal.

Quer estudar
pagando menos?
Com o Educa Mais Brasil você estuda com desconto até o final do curso!
×Graduação
Curso que deseja estudar