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Dislexia

Postado por Márcia Macedo em 03/04/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Transtorno genético e hereditário


O termo dislexia é originado do grego e é formado pelas palavras "dis" que quer dizer “distúrbio” ou “difícil” e "lexis" que quer dizer “palavra”. Dislexia, portanto, pode ser conceituada como um distúrbio genético e hereditário, de princípio neurobiológico.


A dislexia é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. (Foto: Wikimedia Commons)

A dislexia de característica genética é um transtorno causado por uma mutação cromossômica hereditária. Ela é marcada pela complicação na observação correta ou fluente da palavra e na habilidade de leitura e soletração. Não está relacionada com o déficit de inteligência.

Dislexia do desenvolvimento é um distúrbio específico de aprendizagem e seus sinais se tornam mais evidentes no período de alfabetização. Pessoas disléxicas também podem demonstrar complicações no ramo das ciências exatas.

Os problemas apresentados pelos disléxicos são consequências de uma insuficiência no componente fonológico da linguagem. Esses elementos são sensacionais em associação com a idade e outras aptidões cognitivas.

Tipos


Há alguns tipos mais comuns:

•    Dislexia visual – Quando existe dificuldade em diferenciar os lados direito e esquerdo, erros na leitura por causa da má visualização das palavras.
•    Dislexia auditiva – Acontece por causa da carência de percepção dos sons, que pode provocar dificuldade com a fala.
•    Dislexia mista – União de dois ou mais tipos do transtorno. Dificuldades auditivas e visuais ao mesmo tempo.
•    Dislexia disfonética – Dificuldades e percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais e nas percepções da sucessão e da duração.
•    Dislexia diseidética – Dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica, na análise e síntese de fonemas.


Se a criança disléxica não for tratada, os sintomas irão persistir até a fase adulta. (Foto: Pixabay) 

Causas


Muitos estudiosos defendem que o problema tem origem genética e ambiental, outros garantem que o distúrbio está relacionado com a produção excessiva de testosterona da mãe durante o período da gravidez.

O fato é que os disléxicos podem ter transtornos neurológicos que abalam o método fonológico. Isso ocorre por causa de certas mudanças em regiões específicas do cérebro. Quem possui o distúrbio tem o lado direito do cérebro mais ativo e desenvolvido.

O mau desempenho do cérebro, o retardo na maturidade do sistema nervoso central, o lapso na comunicação entre os neurônios que prejudica as funções de coordenação;,as aflições no parto ou no começo da vida, são causas que podem apontar o distúrbio.

Pessoas com o transtorno possuem mais facilidade nas áreas relacionadas às artes, à criatividade, ao esporte, à mecânica e à solução de problemas. As dificuldades são mais aparentes em disciplinas ligadas a leitura e produção de textos.

Aqueles que não possuem o transtorno da dislexia usam as três partes do cérebro no ato da leitura. Uma reconhece as letras, a outra promove a compreensão do significado da palavra e a última exerce todas as informações. Quando se tem o distúrbio, as duas primeiras regiões são pouco ativas e a parte frontal do cérebro tende a se esforçar mais.


Sintomas


Os sinais do problema se transformam conforme o grau de intensidade que o distúrbio possui. Os sintomas são diversos e diferentes de acordo com a gravidade. No período da alfabetização, ficam mais visíveis. A complexidade em interligar a palavra escrita ao som da fala é o principal vestígio do transtorno.

As crianças com dislexia podem desenvolver a escrita espelhada – costume de escrever as palavras de trás para frente. Elas aprendem a leitura com mais lentidão e quando acontece não conseguem fazer a leitura com clareza, em um tom de voz alta e nem interpretar o que leu.

Os problemas mais comuns são:

•    Falta de organização e a atenção;
•    Auto estima baixa
•    Dispersão intensa;
•    Dificuldade para ler, escrever, soletrar e estudar;
•    Atraso na coordenação motora;
•    Dificuldade na interpretação e compreensão de textos;
•    Atraso na fala ou fala prejudicada;
•    Não consegue associar letras e sons;
•    Dificuldade em copiar de livros ou de lousa;
•    Problemas de localização, esquerda e direita;
•    Identificar fonemas, associar às letras e reconhecer rimas e aliterações;
•    Dificuldade em decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia);
•    Regras ortográficas: acréscimo, erro, inversão, omissão ou troca de letras e sílabas (disgrafia);
•    Dificuldade em manusear mapas, consultar dicionários, fazer pesquisas e decorar informações.

Tratamento


A dislexia ainda não tem cura, porém não é considerada uma doença. Mas existem opções de tratamento que podem ajudar a atenuar os sintomas desse distúrbio e o paciente consegue levar a vida normalmente.

Profissionais como fonoaudiólogo, pedagogo, neurologista, neuropsicólogo, psicólogo, psicopedagogo e terapeutas ocupacionais podem ajudar no tratamento do distúrbio. O apoio da família e da escola também são essenciais para o bem estar do paciente.

O transtorno é mais fácil de ser detectado nas crianças a partir dos cinco anos. Se houver casos na família, as chances da criança ser disléxica são bem maiores e todos irão precisar de mais apoio para superar as dificuldades e consequências.

É necessário que a escola desenvolva mecanismos adaptados de ensino para a criança portadora do transtorno. O tratamento é multidisciplinar onde são desenvolvidas habilidades básicas e importantes para um processo de aprendizado efetivo.

Formas de alfabetizar aplicando o tratamento:

•    Método fônico - Indicado para crianças mais novas e deve ser adotado logo no início da alfabetização.
•    Método multissensorial – Indicado para crianças mais velhas com histórico de frustração escolar

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