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Embriologia

Postado por Adriana Lopes em 27/11/2018

Estudo do desenvolvimento dos organismos vivos


A embriologia realiza o estudo de todo o processo de desenvolvimento dos embriões, da fecundação à formação dos seres vivos.

Essas pesquisas tiveram início com Aristóteles, anos antes de Cristo, e acompanharam a evolução da tecnologia trazendo inúmeros benefícios para a humanidade, principalmente na medicina.

Hoje em dia, os especialistas em obstetrícia se utilizam dos estudos da embriologia para analisar, por exemplo, se o desenvolvimento de um feto está normal. É possível ainda identificar as causas de possíveis anomalias ou doenças congênitas.

História


Aristóteles foi o precursor da embriologia. Por meio da análise de embriões de galinha, percebeu que o animal adquiriu forma gradualmente e, assim, desenvolveu a Teoria da Epigênese. Essa teoria consistia na ideia de que o organismo não estava formado no ovo fertilizado, e sim crescia progressivamente a partir de modificações que aconteceram durante o desenvolvimento do embrião.

Anos depois, no século XVIII, Caspar Fredriech Wolff também realizou experiências com os embriões de galinha, porém um pouco mais aprofundadas, reafirmando a teoria de Aristóteles de que o corpo de um organismo passa por diversos estágios de desenvolvimento. Apesar de não ter sido o primeiro a chegar a essa conclusão, Wolff foi considerado o “Pai da Embriologia”.

No século seguinte, o surgimento da microscopia permitiu a realização de muitas pesquisas avançadas, incluindo a análise do embrião. Com esses novos estudos, muitos biólogos atestaram o conceito da Epigênese.

Áreas de estudo da Embriologia


A embriologia estuda todas as etapas do processo embrionário tanto nos seres humanos, como também nos animais e vegetais. Sendo assim, ela é dividida em:

Embriologia Humana: analisa o processo de desenvolvimento dos embriões humanos, identificando a causa da malformações e anomalias.
Embriologia Comparada: estuda e compara embriões de diferentes espécies animais.    
Embriologia Vegetal: pesquisa todos os estágios de formação das plantas.

Desenvolvimento dos embriões humanos


O processo de desenvolvimento de um embrião humano ocorre em diversas etapas: fecundação, segmentação, gastrulação e organogênese. 

A primeira etapa é a fecundação, quando ocorre o encontro entre os gametas femininos e masculinos (células responsáveis pela reprodução) e o espermatozoide penetra o óvulo. O núcleo dos gametas se fundem e o zigoto é formado.

Em seguida, o zigoto se divide repetidas vezes no processo chamado de segmentação ou clivagem. Primeiro, se reparte em duas células chamadas blastômeros. Na sequência, elas se dividem em quatro, em oito e assim sucessivamente, causando um aumento considerável no número de células. Cerca de uma semana depois, tem início a fixação na parede uterina, chamada de blastocisto.

Logo depois ocorre a gastrulação. Além do aumento no número de células, o embrião cresce em volume total. Nessa etapa são formados os três folhetos embrionários ou germinativos (camadas de células que dão origem aos tecidos e órgãos), a ectoderma, mesoderma e endoderma.

Por fim, a organogênese, última fase do embrião. Ocorre a diferenciação dos órgãos e tecidos e o tubo neural é formado (neurulação) e o embrião é chamado de nêurula. Esse processo ocorre até a oitava semana de gestação (56º dia). A partir da nona semana, o indivíduo em desenvolvimento passa a ser chamado de feto e nasce, em média, a partir da 38ª semana de gestação.

A embriologia estuda o processo de desenvolvimento dos embriões.

Importância da embriologia


O desenvolvimento da embriologia trouxe muitos benefícios para a humanidade. Além de identificar as causas de possíveis anomalias e doenças genéticas, diminuindo assim os riscos durante a gestação, ela possibilita também que muitas mulheres realizem o sonho da maternidade através das técnicas de reprodução assistida. 

A fertilização in vitro é uma delas. Consiste na realização da fecundação do ovo com o espermatozoide em laboratório e após um processo de observação feita por especialistas, o embrião é transferido para o útero materno.

Outra forma desse tipo de reprodução é a inseminação artificial ou intrauterina. Uma amostra de esperma previamente preparada em laboratório é colocada no interior do útero materno, com o intuito de aumentar a probabilidade de fecundação dos espermatozoides. 

É importante destacar também os estudos das células-tronco embrionárias. Elas são encontradas nos embriões cerca de cinco dias após a fecundação e possuem uma grande capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula.

Embriologistas acreditam que elas poderão ser utilizadas futuramente para o tratamento de doenças, como o Parkinson, Alzheimer, leucemia, epilepsia, entre outras. Muitos estudos sobre isso ainda estão sendo realizados.

Como se tornar um embriologista


O embriologista é o profissional responsável pelo estudo dos embriões humanos, animais e vegetais, e pela aplicação de tecnologias relacionadas à reprodução humana assistida (inseminação artificial) e fertilização in vitro. É considerada uma das profissões do futuro pela capacidade que esses especialistas possuem de identificar possíveis doenças em bebês e utilizar métodos de manipulação no campo da genética para solucionar as alterações.

Para se tornar um embriologista é necessário cursar Ciências Biológicas, Biomedicina, Medicina ou outros cursos na área de saúde e, em seguida, realizar uma especialização em embriologia. Só depois disso é possível manipular gametas e embriões.

Concentração, paciência, disciplina, ética, estrutura psicológica, ética e habilidade manual são os pré-requisitos necessários para a profissão.

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