Retorno da doença tem preocupado diversos países
Doença infectocontagiosa provocada pela bactéria denominada Streptococcus pyogenes, a escarlatina pode ser confundida com faringite, amigdalite e outras enfermidades que apresentam sintomas parecidos. Essa enfermidade se apresenta por meio de manchas vermelhas, descamação na pele, de dor na garganta e febre.
A infecção aparece durante a primavera e acomete, principalmente, crianças de cinco até 15 anos. Nos últimos anos, alguns países apresentaram altos índices de infecção o que preocupa vários infectologistas.
Transmissão
A escarlatina é transmitida por meio do contato direto com as secreções expelidas pela pessoa contagiada. A bactéria, também conhecida como estreptococo beta hemolítico do grupo A, libera uma toxina que faz desenvolver dores na garganta, febre e erupções cutâneas (caroços e inchaço na pele).
A doença se apresenta, principalmente, durante a primavera e entre as crianças em período escolar. Ela se dissemina em ambientes fechados e, por isso, é sempre importante manter um ambiente limpo e arejado.
As crianças infectadas podem passar a doença por meio do compartilhamento de copos, brinquedos e outros objetos, ou através de espirros e tosses.

Escamação da pele é um dos sintomas da escarlatina. Foto: (wikimedia)
Sintomas
O tempo de incubação (período entre a exposição da criança a bactéria e a manifestação dos primeiros sintomas da doença) é entre dois até cinco dias. Após essa etapa, a escarlatina começa a se desenvolver rapidamente no corpo humano.
Os sintomas da doença duram de uma ou mais semanas e manifesta-se por meio de:
• inflamação na garganta;
• amígdalas avolumadas e vermelhas;
• falta de apetite;
• mal estar;
• febre alta;
• dores musculares;
• coceira;
• náuseas e vômitos;
• dor de cabeça e na barriga;
• língua inchada e avermelhada (língua em framboesa).
Diagnóstico
A melhor forma de detectar a escarlatina é por meio da consulta médica. Para isso, o médico realiza diversos exames físicos e pede descrição dos sintomas. Exames laboratoriais e cultura de orofaringe (método que avalia a flora de pacientes imunocomprometidos), também são realizados para detectar qual a bactéria causadora da doença.
Uma pessoa infectada deve realizar o tratamento o mais breve possível, isso evita complicações futura e que a doença se transforme em meningite, artrite ou até em reumatismo infeccioso.
Tratamento
O tratamento da escarlatina envolve a prescrição de antibióticos para ajudar a eliminar as bactérias que estão causando a doença. Alguns medicamentos recomentados são: penicilina, cefalotina e eritromicina.
O aconselhado é ingeri-los pelo tempo indicado na bula ou pelo especialista, pois só dessa forma a bactéria é eliminada por completo do corpo humano. Além desses remédios, os médicos podem ainda receitar antitérmicos e analgésicos para diminuir a febre e dores.
Também é recomendado que os pacientes bebam muito líquido, consumam alimentos leves (sopas, frutas e legumes) e que sejam aplicadas loções dermatológicas para aliviar a dor. A criança infectada poderá retornar para a sala de aula três dias após começar o tratamento.
Complicações
Algumas complicações podem surgir durante a manifestação da doença. Alguns exemplos são a dificuldade para engolir alimentos ou a saliva, retorno constante da febre, urina escura e até dores no ouvido. Nesses casos é importante levar imediatamente a criança para o médico para que ele recomende um tratamento específico.
Recomendações médicas
Pelas recomendações médicas, o paciente infectado deve ficar em repouso e ingerir alimentos leves como frutas, legumes e sopa, além de beber muita água. Em caso de complicações o médico consultado imediatamente. As crianças em fase escolar também devem evitar compartilhar seus objetos e brinquedos.
Escarlatina na gravidez
Apesar de não ser uma doença perigosa, as grávidas infectadas devem tomar cuidados para não transmitir a escarlatina durante o parto. Por isso, é recomendado ingerir antibióticos até o final da gestação. Alguns obstetras, no entanto, preferem adiar o nascimento até a bactéria ter sido eliminada do corpo. Os recém-nascidos têm poucas chances de contraírem a doença, já que anticorpos presentes no leite materno agem contra as toxinas da bactéria.
Novos surtos
Alguns países têm registrado novos surtos da escarlatina desde 2015. A Inglaterra, por exemplo, teve 17.586 casos da doença em 2015. Países de Gales, Hong Kong, China, Austrália , além de outros locais também registraram vários casos da doença. As autoridades da saúde pública desses países realizam diversos estudos, mas ainda não conseguiram identificar o motivo para os casos.
No Brasil, cidades como Belo Horizonte e Recife também apresentaram crescimento da enfermidade, o que levou algumas delas a criar cartilhas e campanhas de prevenção da doença.
Especialistas
Os pais devem ficar atentos aos sintomas e uma consulta deverá ser marcada quando as crianças apresentarem febre a cima de 38 graus, manchas vermelhas pelo corpo e reclamarem de dores na garganta ou dificuldade para engolir os alimentos.
Os médicos que devem ser consultados e podem identificar a doença são: pediatras, infectologista, clínico geral, otorrinolaringologista, dermatologista, pediatra.