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Sua mochila está vazia!

Febre Amarela

Postado por Elaine Mendes em 19/03/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Doença infecciosa causada por um flavivírus


O vírus da febre amarela é um arbovírus do gênero flavivírus, que é transmitido pelos mosquitos pertencentes às espécies Aedes e Haemogogus. A doença infecciosa febril aguda ocorre nas Américas do Sul e Central, além de alguns países da África, e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres.

O macaco não transmite a doença para os humanos, e sim, ajuda a identificar as regiões onde está acontecendo a circulação do vírus. A doença também não é transmitida de pessoa para pessoa, somente por meio do mosquito. 

Ocasionalmente, os viajantes que visitam países com histórico de febre amarela endêmica podem levar a doença para locais livres da doença, caso sejam picados por um mosquito e este alcance outras pessoas. A fim de evitar essa importação da doença, muitos países exigem uma prova da vacinação contra a febre amarela, antes mesmo de autorizarem o visto, principalmente se os visitantes forem provenientes ou tenham visitado zonas onde a enfermidade é comum.

Tipos de febre amarela


A febre amarela pode ser classificada como silvestre ou urbana, entretanto, o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

- Febre amarela silvestre: acomete os macacos, que são os hospedeiros do vírus transmitido pela picada dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Dentre as diversas espécies de Haemagogus envolvidas na transmissão da febre amarela silvestre, o principal transmissor do vírus no Brasil é o Hemagogus janthinomys

Esse tipo é considerado altamente suscetível à infecção e possui como principal fonte de alimento os macacos, como os saguis, e, secundariamente, a espécie humana.

- Febre amarela urbana: acomete o homem e é transmitida pela picada do mosquito do gênero Aedes, sendo a espécie Aedes aegypti o principal vetor desse ciclo epidemiológico – o mesmo que transmite a denguezikachikungunya

Na área urbana, o avanço de fronteiras agrícolas e o desmatamento nas áreas periurbanas, consequência da atividade humana, fazem com que as pessoas fiquem mais expostas às áreas intermediárias entre urbano e selvático, o que aumenta o risco de transmissão da doença.

Sintomas


Uma vez contraído, o vírus da febre amarela mantém-se em incubação no corpo entre 3 e 6 dias. Muitas pessoas não apresentam sintomas, mas quando estes ocorrem, os mais comuns são:

• Febre;
• Calafrios;
• Dor de cabeça;
• Dores no corpo (principalmente nas costas);
• Náuseas ou vômitos;
• Fadiga.

No entanto, uma baixa percentagem de doentes entra numa segunda fase mais grave no espaço de 24 horas, após a recuperação dos sintomas iniciais. Voltam as febres altas e são afetados vários órgãos, normalmente o fígado e os rins. Nessa fase, é provável que as pessoas desenvolvam icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), urina escura e dores abdominais. Pode ocorrer sangramento da boca, nariz, olhos ou estômago. 

Cerca de 15% das pessoas infectadas apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, 
desenvolvem uma forma mais grave da doença. (Foto: Freepik)

Tratamento da doença


Não há nenhum tratamento específico contra a febre amarela. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos (ácido salicílico) devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico. 

Prevenção da febre amarela


Devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é a forma mais importante de prevenir a febre amarela. É preciso que ao menos 80% da população seja imunizada contra um vírus para prevenir a doença nestas regiões.


A prevenção da doença deve ser feita também evitando a

disseminação dos mosquitos

. Eles desenvolvem-se na água e proliferam dentro dos domicílios e suas adjacências. Confira algumas dicas:



• Manter as caixas, tonéis e barris de água bem tampados;
• Colocar o lixo em sacos plásticos e manter as lixeiras sempre fechadas;
• Guardar as garrafas de vidro ou plásticos com a boca para baixo;
• Limpar as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água;
• Retirar toda a água dos pneus e mantê-los em locais cobertos;
• Lavar com frequência, com água e sabão, os recipientes utilizados para guardar água, pelo menos uma vez por semana.

Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

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