Partículas genéticas que produzem proteína determinante para a hereditariedade
Você sabe por que cada ser humano tem suas características física, morfológica, comportamental e sua própria constituição genética? Isso graças aos genes dominantes e recessivos que possuem o material genético do DNA (ácido desoxirribonucleico) responsável pela informação genética.
O que são genes?
Os genes são partículas com segmentos do DNA (ácido desoxirribonucleico) e são responsáveis pela herança genética de todos os indivíduos. Os genes do alelo dominante e recessivo são determinantes para a constituição genética de cada ser humano. Isso porque advém de um gene do pai e outro da mãe.
Nos estudos genéticos os genes são classificados como genes dominantes e recessivos em razão da manifestação ou ausência dos caracteres hereditários. Esses genes são determinadores das características fenotípicas e genotípicas de cada ser humano.
Outro fator importante dos genes dominantes e recessivos são as predisposições genéticas para a manifestação de algumas doenças.

Os genes produzem proteína genética específica ( Foto: Pixabay)
Genes dominantes e recessivos
Genes dominantes: Os genes dominantes são assim denominados porque determinadas características genéticas prevalecem em detrimento de outras. Isso se deve porque os genes dominantes não precisam do seu par de alelo dominante no cromossomo, ou seja, não precisam apresenta-se em dose dupla no genótipo para se manifestar. Os genes dominantes podem ser classificados de dois tipos. Veja:
• Dominante homozigoto puro
Nos estudos genéticos os genes dominantes de um indivíduo homozigoto puro é representado pelas letras maiúsculas, a exemplo de AA, BB, VV.
• Dominante heterozigoto híbrido
Nos estudos genéticos os genes dominantes de um indivíduo heterozigoto híbrido é identificado através da representação de uma letra maiúscula e uma minúscula, como Aa, Bb, Vv.
Genes recessivos: Os genes recessivos são assim denominados porque para manifestar seus caracteres hereditários é preciso apresentar-se em dose dupla no código genético.
Tipos de características genéticas
Os estudos do pesquisador dinamarquês Wilhelm Ludvig Johannsen (1857-1927) denominou dois tipos de características do ser humano. E são elas:
• Fenótipo: Esse conceito refere-se às características físicas dos indivíduos, como cor dos olhos e da pele, tipo de cabelo, que podem ser morfológicas, fisiológicas e comportamentais.
O fenótipo de um indivíduo pode ser alterado com as interações do meio ambiente. Assim, a cor da pele pode ser modificada após muito tempo de exposição ao sol, ou até mesmo em razão da pouca exposição.
• Genótipo: Esse conceito refere-se a constituição genética que cada indivíduo possui. E não pode ser alterado, pois é a composição sequencial de genes oriundos do pai e da mãe. O genótipo é uma característica permanente no organismo do indivíduo por toda sua vida.
Algumas pessoas apresentam predisposição genética para manifestar determinadas doenças. Isso porque já carregam essas “informações” como herança biológica.
Doenças do gene alelo dominante
• Polidactilia: anomalia caracterizada pelo aumento no números de dedos;
• Doença de Huntington: doença hereditária causadora da morte das células do cérebro;
• Doença de von Hippel: síndrome rara provocada pela mutação do gene VHL que causa quistos e neoplasias múltiplas.
Doenças do gene alelo recessivo
•Daltonismo: trata-se da alteração na percepção visual no reconhecimento das cores;
•Albinismo: distúrbio genético que impacta a produção de melanina, ou seja, a pigmentação da cor de cada pessoa;
•Miopia: corresponde a uma deficiência visual que impede a percepção da visão a longa distância;
•Hemofilia: é uma doença genética que impede a coagulação sanguínea.
Os estudos genéticos?
O conhecimento sobre a manifestação dos genes dominantes e recessivos existe graças aos estudos do biólogo botânico chamando de Gregor Mendel. A literatura o considera como o “pai da genética”. Foi em 1865 que Mendel desenvolveu experimentos mediante o cruzamento de ervilha-de-cheiro (Pisum sativum) verdes e amarelas.
No primeiro momento, o objetivo do biólogo era entender como ocorria a herança das características em cada gerações. Por isso realizou o cruzamento de 34 ervilhas amarelas com as verdes. Nesse cruzamento inicial as ervilhas nasceram todas amarelas, denominadas de geração F1.
No segundo cruzamento de ervilhas Mendel identificou uma variação nas cores delas. Ao cruza a geração F1 entre si nasceram 75% de ervilhas amarelas e 25% de ervilhas verdes. Essa foi a geração denominada de F2.
Além dos experimentos com as gerações de ervilhas das gerações F1 e F2, Mendel deu continuidade também com as demais gerações. Entretanto, foram as proporcionalidades de características das gerações F1 e F2 que ele fundamentou seus postulados.
Diante desse experimento Mendel concluiu que existem características dominantes e recessivas. E estas não desaparecem ao longo das gerações.