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Gonorreia

Postado por Andréa Araújo em 14/03/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Doença infecciosa que afeta a região genital


A gonorreia é uma infecção transmitida por meio de relações sexuais vaginal, anal e oral. Por isso é uma DST - Doença Sexualmente Transmissível provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Também pode ser chamada de blenorragia e afeta especificamente o trato urogenital, região do sistema urinário.

A bactéria Neisseria gonorrhoeae se prolifera com muita facilidade em partes mais aquecidas do corpo humano. Por isso, existem áreas do corpo mais facilmente atingidas pela doença. São elas: a vagina, o pênis e o ânus. 

Normalmente o início da vida sexual é a fase mais suscetível para a contaminação da gonorreia. Isso porque, normalmente, os jovens na idade entre 15 a 25 praticam as primeiras relações sexuais sem prevenção. 

A contaminação pode acontecer em qualquer fase da vida. Entretanto, a manifestação patológica da doença ocorre de forma diferente nos homens e nas mulheres. 

Sintomas da gonorreia


A infecção da doença ocorre de forma mais visível nos homens. Nas mulheres, em 70% a 80% dos casos não apresentam sintomas aparentes. 

A ocorrência da gonorreia nos homens é chamada de uretrite masculina. Os sintomas são:

•Sensação de ardência ao fazer xixi;
•Muita secreção de pus no pênis;
•Testículos inchados;
•Eritema;
•Inflamação na uretra.

Nas mulheres, a doença se manifesta na forma de cervicite gonocócica. Inicialmente é assintomática, o que posterga a procura de tratamentos médicos. Os sintomas mais comuns são:

•Dor e sensação de queimação ao fazer xixi;
•Incontinência urinária;
•Corrimento vaginal purulento amarelado;
•Feridas na região íntima;
•Sangramento depois da relação sexual.    

 O uso de preservativo nas relações sexuais é a melhor forma de prevenir a gonorreia. (Foto: midiamax)

Fatores de riscos


A prática de relações sexuais sem o uso de preservativos é o principal fator de risco da contaminação da doença. Entretanto, existem outras situações que aumentam as chances de contrair a gonorreia. Veja:

•Muitos parceiros sexuais ao longo da vida;
•Idade precoce;
•Parceiro (a) que já contraiu algum tipo de DST;
•Alcoolismo e uso de drogas;
•Sexo sem camisinha. 

Diagnóstico da gonorreia


O diagnóstico clínico da doença pode ser feito pelos médicos clínico geral, infectologista, ginecologista e o urologistaA partir dos sintomas relatos pela pessoa contaminada serão realizados exames de laboratórios e testes bioquímicos. Pode ser realizado ainda um antibiograma, caso haja no decorrer do tratamento resistências das bactérias às medicações.

No laboratório é colhida a secreção diretamente da região íntima do homem ou da mulher para a identificação do agente etiológico da doença. 

As amostras do material são analisadas em um microscópio. Os exames realizados são: 

Coloração de Gram: teste laboratorial rápido, com duração em torno de 15 min, que analisa as amostras de secreção retiradas diretamente da região íntima;
Exame de cultura de bactérias: esse exame analisa amostras do colo do útero, da vagina, da uretra, do ânus ou da garganta para identificar as colônias desse tipo de organismo. A pessoa obtém o resultado preliminar em 24 horas e a confirmação em 72 horas. 
PCR (proteína C reativa): nesse exame é possível analisar também amostras de urina, que são mais fáceis de serem coletas do que das regiões genitais. O PCR analisa o DNA do gonococo e é mais indicado para as pessoas assintomáticas;
NAAT (teste de ácido nucleico): esse teste tem o objetivo de identificar a gonorreia e infecções por clamídia e faz a diferenciação em outro teste específico. 

Tratamento da gonorreia


penicilina benzatina era o medicamento mais receitado para o tratamento da gonorreia. Entretanto, o hábito de muitos pessoas em se automedicarem, acarretou na seleção de cepas muitos resistentes da bactéria Neisseria gonorrheae.

Atualmente, é utilizada a medicação azitromicina e um conjuntos de remédios antibióticos para tornar a tratamento mais eficaz. Os mais comuns são:

Amoxilina; 
•Amoxil BD;
•Amoxicilina + clavulanato de potássio
•Ampicilina sódica;
•Azitromicina;
•Bepeben;
•Cefanaxil; 
•Ceftriaxona dissódica
•Ceftriaxona sódica;
•Ciprofloxacino;
•Doxiciclina;
•Eritromicina; 
•Norfloxacino.

O tratamento é simples, disponibilizado nas unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), e consiste em curar a infecção do paciente para depois interromper a cadeia de transmissão da doença. Tanto a pessoa infectada quanto os seus parceiro ou parceira sexual são tratados e medicados. A recomendação médica é que durante esse período tratamento ocorra a suspensão das relações sexuais. 

Quando o tratamento não causa o efeito positivo esperado é  indicado o uso de uma combinação diferente de antibióticos. Isso ocorre em virtude da resistência bacteriana a determinados antibióticos.

A falta de tratamento adequado ou a interrupção do mesmo acarreta em complicações graves. A infecção nos homens pode se estender para os testículos e deixá-los inférteis. Já nas mulheres pode ocasionar inflamação da pélvis, esterilidade e gravidez nas trompas.

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