Fases e sintomas de uma gestação
Gravidez é o período em que a acontece a formação de uma criança dentro do útero da mulher. Um gameta feminino (óvulo) é fecundado pelo gameta masculino (espermatozoide), formando um zigoto.
A gestação dura desde a formação do embrião até o nascimento do bebê, e ocorre a partir da nidação – processo no qual, após várias mitoses, o zigoto é transformado em embrião e fixado na parede do útero. Ela pode ser descoberta através de um teste de farmácia( resultado sai em até um minuto) ou por meio do exame Beta HCG (análise do sangue).

Mulher no 9° mês de gestação. (Foto: Pixabay)
Fases da gravidez
A gravidez é dividida em três períodos, os chamados trimestres. Um gestação considerada normal tem a duração de 40 semanas (9 meses), datados a partir da última menstruação.
No primeiro trimestre são desenvolvidos os órgão mais importantes da criança. Após a 8° semana de gestação, o embrião se transforma em feto. A mulher começa a sentir os primeiros sintomas (náuseas, vômitos, enjoos, perda de peso) a partir da 4° semana.
Quando a mulher entra no segundo trimestre, o feto cresce rapidamente e começa a apresentar traços humanos, sendo possível, inclusive, o reconhecimento do sexo. Ainda nesta fase, o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea da mãe aumentam, a fim de suprir as necessidades vitais do feto. No terceiro e último trimestre os órgãos do bebê amadurecem, aumentando suas chances de sobrevivência.
Ao entrar na 7° semana é formado um tampão de muco no colo do útero com a finalidade de proteger o bebê, impedindo o contato do órgão com o meio externo. Quando um bebê nasce antes da data prevista, por volta do sétimo ou oitavo mês, é chamado de prematuro.
Hormônios
Os hormônios desempenham um papel fundamental na gravidez. Entre os principais estão o estrogênio e a progesterona, hormônios sexuais femininos secretados pelos ovários durante o ciclo menstrual.
O papel da progesterona é transferir para o feto as quantidades adicionais de nutrientes que ficam armazenadas no endométrio. Isso é feito para permitir que as células do endométrio armazenem glicogênio, gorduras e aminoácidos.
Além disso, o hormônio da progesterona exerce o efeito inibidor sobre a musculatura uterina, fazendo com que ela permaneça relaxada durante toda a gravidez. Já o estrogênio provoca rápida proliferação da musculatura uterina, crescimento acentuado do sistema vascular para o útero e dilatação dos órgãos sexuais externos.
Existem outros dois hormônios que desempenham funções essenciais para a proteção da mãe e do bebê. Um é a gonadotrofina coriônica, produzido pelo embrião quando ele é implantado no colo uterino. O outro é a somatomamotropina coriônica humana. Ambos ajudam a controlar as alterações do útero na mulher e grande parte são secretados através da placenta.
Placenta
A placenta é um órgão que existe apenas no período de gestação. Uma das suas principais missões é envolver o bebê, deixando-o confortável dentro do útero. Além disso, é responsável pela transferência de nutrientes e oxigênio do sangue da mãe para o filho.
O desenvolvimento da placenta acontece de forma rápida. No primeiro trimestre é maior que o bebê. Próximo de completar as 16 semanas, ela e a criança possuem o mesmo tamanho. No final da gestação o bebê é, aproximadamente, 6 vezes mais pesado que a placenta.
Sintomas da gravidez
Nos primeiros meses de gestação é recorrente as mudanças no corpo feminino, sejam elas físicas, hormonais ou psicológicas. Os sintomas mais comuns são:
• Atraso menstrual;
• Corrimento vaginal, normalmente cor-de-rosa;
• Cólica e inchaço abdominal;
• Cansaço fácil;
• Mamas inchadas e sensíveis;
• Vômitos, enjoos ou salivação excessiva;
• Sono excessivo;
• Aversão a cheiros fortes;
• Variações no humor;
• Pele oleosa e espinhas;
• Aumento da vontade para urinar.
• Corrimento vaginal, normalmente cor-de-rosa;
• Cólica e inchaço abdominal;
• Cansaço fácil;
• Mamas inchadas e sensíveis;
• Vômitos, enjoos ou salivação excessiva;
• Sono excessivo;
• Aversão a cheiros fortes;
• Variações no humor;
• Pele oleosa e espinhas;
• Aumento da vontade para urinar.
Alimentação da gestante
Durante o processo gestacional deve-se evitar o consumo de alguns alimentos, uma vez que a alimentação interfere diretamente na saúde e desenvolvimento do bebê. Diante disso, os nutricionistas recomendam uma alimentação balanceada, rica em legumes, frutas e verduras. Para tanto, é aconselhável evitar:
• Carnes mal passadas;
• Peixes crus;
• Leite não pasteurizados;
• Cafeína;
• Bebidas alcoólicas;
• Alimentos mal higienizados;
• Açúcar em excesso.
• Peixes crus;
• Leite não pasteurizados;
• Cafeína;
• Bebidas alcoólicas;
• Alimentos mal higienizados;
• Açúcar em excesso.
Aborto
O aborto ocorre quando a mulher perde o bebê antes de completar a 20° semana de gestação. A maioria acontece devido a problemas no desenvolvimento do feto, isto é, problemas com os genes ou cromossomos.
A idade é outro fator levado em consideração nas causas de aborto espontâneo, pois as mulheres acima de 35 anos têm maior probabilidade de sofrer esse tipo de perda, aumentando as chances em 80 % para aquelas que já passaram dos 40.
Diabetes não controlada, problemas com o útero, colo do útero e hormonais, trombofilia e doenças da tireoide e infecções também motivam a interrupção da gravidez. As mulheres que desejam manter uma gestação saudável devem evitar a ingestão de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas e uso de drogas ilícitas, bem como a utilização de preservativos durante as relações sexuais, a fim de evitar a contaminação por algum tipo de DST-Doença sexualmente Transmissível.