O que é HPV – o papilomavírus humano
HPV significa “human papilloma vírus”, ou seja, papilomavírus, em português. É uma doença sexualmente transmissível. O HPV possui tratamento, mas a cura pode ser difícil de conseguir. É uma doença que se manifesta através de verrugas após contato íntimo com uma pessoa já infectada.
Os indícios do HPV, na história, aparecem deste a era Romana (Celsus 25 D.C.). Teve muita incidência na idade Média, mas foi só durante o século XX que o tipo de verruga que este vírus causa foi relacionado ao contato sexual.
Outros nomes para o HPV são: cavalo de crista, figueira, condiloma acuminado, verrugas genitais e crista de galo.
Esse vírus pode infectar tanto homens quanto mulheres, sendo que no organismo da mulher é o principal causador de câncer no colo do útero, em casos mais graves e avançados.

Vírus HPV chegando ao útero. (Fonte: Wikipédia)
Sintomas
Os principais sintomas são os surgimentos de verrugas na região íntima externa, mas pode aparecer no colo do útero, na boca ou simplesmente não aparecer. Além das áreas com mucosa, como zona íntima e boca, as verrugas aparecem também nas coxas e mãos, parecendo ser apenas sinais ou problemas na pele.
A verruga, no caso de HPV, leva entre três e quatro meses para surgir, mas podem durar até dois anos para aparecer completamente. No caso dos homens, elas podem simplesmente não se manifestar, o que dificulta descobrir a doença, o tratamento e pode aumentar a quantidade de contágio.

Tipo de verruga que pode aparecer no corpo. (Foto: Wikipédia)
Modos de transmissão da doença
A forma de transmissão é no ato sexual, basta um mínimo contato e o vírus é espalhado para a outra pessoa. Além do contato sexual, por ser vírus, a mulher pode transmitir o HPV para o bebê na hora do parto normal.
Tipos
São mais 100 tipos do mesmo vírus causador dessa doença e quatro deles estão ligados ao câncer. Os tipos 16 e 18 causam câncer em cerca de 70% das situações. E os tipos 6 e 11 geralmente são os causadores de verrugas nas zonas íntimas.
Ter HPV não significa ter câncer. Mesmo confirmado que o tipo de HPV é cancerígeno, há possibilidade de não crescerem tumores, principalmente se a doença for diagnosticada e tratada logo no início.
Para identificar o contágio com o HPV é necessário consulta médica e exames. O médico estabelece o diagnóstico após investigar as verrugas por biópsia ou em exame de Papanicolau, no caso das mulheres, que é o mesmo exame feito para o preventivo de mulheres com vida sexual ativa ou maiores de 25 anos.
Tratamentos
Existem duas formas de tratar essa doença: com pomadas e soluções prescritas pelo médico e/ou cirurgias de cauterização, com laser, feitas periodicamente também pelo médico.
Apesar do tratamento, não existe um remédio que elimine o vírus do corpo. Quando o tratamento é feito corretamente e os sintomas desaparecem, o paciente pode se considerar curado, depois do aval médico, mas a transmissão ainda pode acontecer no decorrer o tratamento, mesmo sem sintomas aparentes.
Assim, a melhor forma de evitar passar para outra pessoa é manter a prevenção sexual com camisinha.
É possível curar naturalmente?
Existem casos da cura natural. Uma pessoa contrai o vírus, mas o sistema imunológico naturalmente expulsa combatendo a doença e todos seus sintomas. Além dos remédios, a pessoa pode consumir alimentos fortalecedores do sistema imunológico e fazer exercícios físicos para ajudar a relaxar, evitando o estresse que ajuda a doença de manter no corpo.
Como prevenir o HPV
A prevenção acontece combinada por vários fatores: uso de camisinha, evitar uso compartilhado de toalhas e roupas íntimas, fazer o Papanicolau ou a peniscopia periodicamente e tomar a vacina.
O preservativo, tanto o masculino quanto o feminino não barram o HPV, ajudam em 70% na não transmissão, mas pode ser falho.
Apesar de o ato sexual ser o mais propício à transmissão do HPV, toalhas e roupas íntimas, até mesmo uso do sanitário podem ajudar a infectar outras pessoas. Por isso é importante não compartilhar toalhas em uso, roupas íntimas são intransferíveis e ao usar sanitários públicos, por exemplo, evitar o contato da pele direto ao vaso.
As mulheres contam com a ajuda do exame preventivo para esse combate. Feito a partir dos 25 anos ou após a primeira relação sexual, o Papanicolau é feito no consultório do ginecologista, conhecido apenas como preventivo.
Como pode não aparecer verrugas, nesse exame o médico colhe a mucosa da vagina e examina. Se houver indícios de alguma doença, o resultado irá acusar. E os homens podem fazer a peniscopia, exame solicitado pelo urologista.
E por fim, as vacinas, que hoje são distribuídas para grupos específicos de meninos e meninas antes do início da vida sexual, no sistema público, e no sistema particular para quem quiser tomar. Ela não previne todos os tipos de HPV, apenas nos mais frequentes.
Como funciona a vacinação no Brasil
De forma particular, a vacina está disponível para homens entre 9 e 26 anos e mulheres de 9 a 45 anos. No SUS - Sistema Único de Saúde, as idades são de 9 a 14 para meninos e meninas.
Existe uma campanha de vacinação nas escolas, onde o Ministério da Saúde tem o intuito de proteger os pré-adolescentes e adolescentes antes da vida sexual ativa, fazendo com que diminuam os ricos do contato com o vírus em qualquer momento da vida. As doses variam de acordo ao tipo da vacina injetada.

A vacina está disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos.
(Foto: Freepik)
A vacinação para portadores de AIDS e HIV, pessoas com câncer ou órgãos transplantados, entre 9 e 26 anos, também é disponível no SUS.
Grávidas, alérgicos as substâncias da vacina, pessoas com febre, doença aguda, problemas nas plaquetas não podem ser vacinadas.
Relação HPV e câncer de colo do útero
A relação do Vírus HPV com o câncer é próxima. Possuir o vírus não significa ter, mas não identificar ou não tratar pode levar ao câncer no colo do útero.
Os tipos 6, 11, 16 ou 18 do HPV podem levar ao câncer cervical, outro nome para o câncer no colo do útero. Não são apenas mulheres com o vírus que estão com maior disposição a tumores malignos, ter tido outras DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), muitos partos, má higiene, início de uma vida sexual cedo demais e outros.
Quando ligado ao HPV, esse câncer pode se desenvolver entre depois da infecção, por isso que apesar da relação não existe uma confirmação, apenas uma probabilidade.