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Impetigo

Postado por Juliete Neves em 31/05/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Enfermidade bacteriana que afeta a camada superficial da pele


Doença altamente contagiosa, o impetigo é um tipo de infecção causada por bactéria, que atinge predominantemente a derme, a camada mais superficial da pele. 


Ocorre com maior predominância no verão, por ser um período propício para proliferação de microrganismos e atinge, na maioria das vezes, crianças em fase escolar. Isso acontece porque nessa idade a criança tem um sistema imunológico menos desenvolvimento e mais propenso aos ataques de organismos externos. 


Em regra geral, o contágio ocorre por meio de lesões ocasionadas na pele, picadas de insetos que deixam marcas e pequenas fissuras, arranhões e cortes. Em casos menos frequentes, o uso e compartilhamento de toalhas também podem ser uma forma de infecção. Sendo um dos tipos de doenças causadas por bactérias, os dois principais agentes transmissores são Staphylococcus aureus e Streptococcus


As manifestações apresentadas e variações nos sintomas ocorrem de acordo com tipo de bactéria responsável pela infecção.


O impetigo bolhoso é causado pelo agente estafilococos. Esse tipo de infecção apresenta bolhas, com parede muito fina e, ao se romperem, deixa a região afetada úmida, avermelhada e com possível inflamação.


Já o impetigo comum é causado pelo agente infeccioso estreptococos, que se formam semelhantes a pequenas espinhas e depois transformam-se em crostas. Nos dois casos de impetigo, tanto o comum como o bolhoso, as áreas mais atingidas são as axilas, os membros inferiores e superiores, e o rosto. 


Sintomas do impetigo


Os sintomas do impetigo ocorrem de acordo com o agente infeccioso que causou a contaminação. Entretanto, os principais sinais que atingem as pessoas com os dois tipos de infecção são:


• Lesões parecidas com úlceras cheias de secreção que podem estourar com facilidade. Em crianças, a pele fica avermelhada e com aspecto machucado na área afetada;

• Pústulas que coçam, preenchidas com um líquido amarelado;

• Formação de crostas finas após estourar as bolhas;

• Lesões na pele que surgem em um único ponto e começam a se espalhar à medida em que a pessoa coça;

• Lesões de pele localizadas no rosto, lábios, braços ou pernas, que se espalham para outras áreas do corpo;

• Crianças na idade pré-escolar podem apresentam estes aspectos, ainda acompanhados de febre e mal-estar


Fatores de risco


Apesar de qualquer pessoa desenvolver a enfermidade, principalmente devido ao seu alto potencial contagioso, alguns fatores podem intensificar os riscos. 

São eles:


• A doença ocorre frequentemente em crianças de dois a seis anos;

• O impetigo se espalha mais facilmente em ambientes escolares, infantis, dentre tantos locais fechados e lotados;

• Em climas quentes e úmidos, comum em estações quentes do ano, como o verão, a reprodução de bactérias é mais intensa;

• As variadas lesões na pele causadas por mordidas, picadas de inseto e ferimentos também podem facilitar a infecção, uma vez que torna-se mais fácil o acesso à corrente sanguínea;

• Idosos, portadores de diabetes e pessoas com sistema imunológico comprometido são mais propensos a desenvolverem impetigo e algumas de suas complicações.


Tratamento


O tratamento associado ao impetigo deve ser iniciado em até 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas ou de imediato ser feito o diagnóstico para evitar complicações.


O acompanhamento e prescrição médica incluem o uso de antibióticos por via oral ou através de cremes e tomadas utilizados diretamente nos ferimentos logo depois das lesões terem sido removidas com a utilização de compressas de água morna. 


Na maioria dos casos, os sintomas tendem a melhorar no início da administração dos medicamentos, mas é fundamental a continuidade e cumprimento dos prazos estabelecidos pelo médico para evitar que a bactéria crie resistência aos remédios e a doença reincida.


Além disso, redobrar os cuidados com a higiene pessoal, associados aos medicamentos, contribuem para que a infecção não seja transmitida para outras pessoas.



As crianças em idade pré-escolar as são mais propensas a desenvolver o impetigo. (Foto: Wikimedia Commons)




Impetigo: como prevenir


Na maioria das incidências da doença, o risco de contágio desaparece somente após 48 horas de iniciado o tratamento com antibióticos ou quando os ferimentos já estão cicatrizando, período em que deixam de eliminar secreções. 


Antes disso, o paciente deve permanecer em casa ou ambiente isolado, em repouso, utilizando objetos de uso exclusivo, em que não haja contato com outras pessoas. Essas medidas são eficientes para evitar uma proliferação das bactérias e contágio daqueles que tiveram contato constante e íntimo com o enfermo.


Além desses comportamentos específicos, também é importante priorizar  certos cuidados, tais como: 


• Lavar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições e ao usar o banheiro;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, lençóis, pentes e escova de cabelo com pessoas infectadas;
• Apesar de incômodas e causar coceira, é importante evitar tocar nos ferimentos para não espalhar lesões para outras partes do corpo;
• Lavar com frequência os ferimentos, usar água e sabão, secar e utilizar curativos para evitar a exposição.

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