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Leptospirose

Postado por Juliete Neves em 18/04/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

  Doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira através da urina de ratos


A leptospirose é uma doença de cunho infeccioso causada pelo contato do ser humano com a urina de roedores contaminados com a bactéria do gênero Leptospira. Além dos ratos, suínos, bovinos e cães também podem contrai-la e transmiti-la aos humanos. 

A bactéria leptospira tem a capacidade de sobreviver no organismo dos animais, principalmente nos rins, por períodos indefinidos sem apresentar nenhum tipo de sintoma da enfermidade. Além de permanecer no meio ambiente por seis meses depois de já ter sido excretada por meio da urina do animal vitimado.

A contaminação se dá por meio do contato direto com a urina do animal infectado ou então através de água parada que esteja afetada pela bactéria causadora da doença.

Ocorrendo o primeiro o contato, a bactéria penetra no corpo através das mucosas ou então na pele, principalmente se houver ferimentos, e se espalha no sangue. No território brasileiro, os camundongos e ratos urbanos são os principais animais responsáveis pela transmissão dessa enfermidade, aumentando o número de incidência no período de chuvas, por causa dos constantes alagamentos nos centros urbanos e regiões com deficiência de saneamento básico.

Sintomas da leptospirose


Da mesma maneira que ocorre em muitas outras doenças infecciosas, o quadro clínico de pessoas infectadas com leptospirose varia para cada paciente. É comum que a vítima não apresente nenhum sintoma ou apresente sinais que se confundam com outras doenças, podendo, ainda, ocorrer um agravamento e até morte.


Os roedores transmitem a leptospirose através da urina. (Foto: Pixabay)

Dentre os principais sintomas estão:

• Dor de cabeça, febre alta e falta de apetite;
• Dor muscular e dores localizadas na região do abdômen;
• Náuseas, vômitos e diarreia;
• Calafrios e tosse seca;
• Erupção cutânea;
• Icterícia (quando há tons amarelados na pele e nos olhos);
• Anemia;
• Olhos vermelhos e inchados, com sinais semelhantes a conjuntivite;
• Dor nos ossos e articulações, além de uma dor incômoda localizada na panturrilha;
• Órgãos internos inchados, em casos de agravamento da doença.

Complicações

Entre 5% a 10% dos casos ocorre a forma mais grave da doença, caracterizada pela síndrome de Weil. Nessas situações, os sintomas apresentados avançam e são mais preocupantes, podendo ocorrer a morte. 

• Insuficiência renal aguda;
• Hemorragias, inclusive a pulmonar;
• Icteríia (pele e olhos amarelos);
• Insuficiência hepática e dificuldade de respiração;
• Transtornos mentais, ocorrendo, inclusive, delírios

Tratamento


O tratamento mais eficaz contra a leptospirose é através da administração, com orientação de especialista, de antibióticos como penicilina, doxiciclina e, principalmente, estreptomicinaEssas medicações eliminam a bactéria do corpo humano. 

Para evitar a reincidência é importante beber água tratada e/ou fervida. Em casos mais graves, pode ser necessário uma internação hospitalar e a combinação com outros tipos de antibióticos. 

Apesar da eficiência diante da contaminação de várias doenças, neste caso, a vacina apenas é disponível para ser aplicada em animais. Embora evite que fiquem enfermos, não impede que sejam infectados pela Leptospira e, consequentemente, que possam transmiti-la. 

Formas de prevenção

Principais formas de evitar o contágio da leptospirose:

• Realização de obras de saneamento básico e drenagem de água nas vias urbanas;
• Evitar contato com água suja e acúmulo de lama de enchente; 
• Usar luvas, botas e outros protetores para fazer limpeza de canais e córregos;
• Ações para evitar a proliferação de bactérias, como uso de água sanitária nos ambientes domésticos;
• Descarte adequado do lixo em local apropriado; 
• Armazenar alimentos de forma correta e por meios higiênicos;
• Tratamento eficiente da rede de esgoto.

Leptospirose em cães 


Assim como afeta os seres humanos, leptospirose também pode acometer a saúde dos animais domésticos, principalmente os cães. Também conhecida como Doença de Stuttgart ou tifo canino, apesar de mais propensa aos cães, também pode afetar aos seres humanos.  

Os humanos contraem com mais frequência o gênero Leptospira, já os cachorros apresentam principalmente o gênero L. canicola, mas também sofrem com outras variações da mesma bactéria. Da mesma maneira que nós humanos, a contaminação ocorre através da ingestão de água e alimentos contaminados pela urina. 

O tempo de incubação varia entre 5 a 20 dias, sendo que cães adultos machos e cães de áreas urbanas são os mais afetados pela enfermidade. Na fase mais grave os cachorros mais velhos são as principais vítimas.

Como os animais infectados podem ser hospedeiros da doença por longos períodos ou pelo resto da vida, facilmente são fontes da doença para outras espécies, inclusive a humana.  

Ocorrem muitos sintomas desde a fase inicial até os estágios mais avançados, entre os que podem ser identificados estão febre alta, diminuição da temperatura corporal (hipotermia), icterícia (cor amarelada nas mucosas conjuntivas e bucais), insuficiência renal, dor ao tocar na região hepática, renal e dorsal, dificuldade de movimento, alterações na urina, apatia, sonolência, falta de apetite, vômitos, diarreias, hemorragia, erupções e úlceras na língua, em casos mais avançados.

Igualmente aos humanos, a doença pode ser tratada por meio de antibióticos, especialmente a penicilina. 

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