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Leucócitos

Postado por Elson Barbosa em 29/04/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Também conhecido como glóbulos brancos


Os leucócitos são células que possuem núcleos e permanecem temporariamente na corrente sanguínea, migrando em seguida para o tecido. Também conhecidos como glóbulos brancos, eles são responsáveis pela defesa do corpo humano contra inflamações, processos alérgicos, vírus, parasitas, entre outras coisas. 

Produzidos na medula óssea, os leucócitos também são responsáveis pela produção dos anticorpos. Através do quantitativo dos leucócitos é possível analisar o estado de saúde do paciente, identificando inclusive a gravidade de uma determinada doença. 

O nome deriva da junção dos termos gregos "leukos" e "kytos", que significam respectivamente "branco" e "célula". O nome foi dado por conta da aparência esbranquiçada de uma amostra de sangue depois de ser centrifugado.

Características dos leucócitos


Em uma pessoa saudável a quantidade de leucócitos pode variar entre 6 mil e 10 mil por milímetro cúbico de sangue. Em casos em que a pessoa doenças causadas por vírus, os glóbulos brancos podem chegar a 30 mil por milímetro de sangue. 

Sem cor e com um formato esférico, o tamanho dos leucócitos pode variar entre 7 e 20 micrômetros, sendo analisado apenas por microscópios específicos. Além disso, eles podem ser divididos em duas categorias:

Granulócitos – Esses são caracterizados pelos neutrófilos, eosinófilos ou basófilos.
Agranulócitos – Esses são caracterizados pelos linfócitos ou monócitos. 


Para identificar o nível de leucócitos no sangue é preciso realizar um exame laboratorial. (Foto: Pxhere)


Principais tipos de leucócitos 


Linfócitos

Os linfócitos fazem parte de um dos tipos de células de defesa do organismo, sendo produzidos em maior quantidade quando existe uma infecção, um dos grandes indicados do estado de saúde de um paciente.

Cerca de 20 a 30% do sangue é composto pelos linfócitos. Importante destacar que essa quantidade pode variar de acordo com o nível da saúde da pessoa. Em casos em que há indícios de infecções, os leucócitos podem crescer bastante. 

Além disso, existem três tipos de linfócitos, que são: 

• Células linfóides inatas (ILCs), que incluem as Natural Killers (ou células NK);
• Linfócitos T; 
• Linfócitos B.

Uma baixa porcentagem de linfócitos caracteriza que o corpo não possui proteção para doenças perigosas. 

Neutrófilos 

Os neutrófilos possuem grânulos no interior e é o leucócito mais comum no tecido sanguíneo. Em um corpo adulto, é possível encontrar entre 2.300 e 8.100 neutrófilos por milímetro cúbico de sangue. Exceder esse quantitativo pode indicar uma infecção por alguma bactéria.

Mas, há casos em que esse aumento acontece em virtude do alto índice de estresse ou da prática excessiva de exercícios físicos. Além disso, em situações em que a pessoa toma medicamentos à base de cortisona e epinefrina pode haver alteração na quantidade de neutrófilos. 

Eles são os primeiros a chegar nas áreas de inflamação e têm um curto período de vida, podendo chegar a 6h no sangue e de 1 a 2 dias nos tecidos.  São responsáveis pela defesa contra bactérias e fungos

Eosinófilos

Produzidas na medula óssea, os eosinófilos têm a responsabilidade de defender o organismo contra parasitas e agentes infeciosos. Além disso, atuam em situações em que o paciente possui doenças alérgicas ou asmas. 

Em indivíduos normais, os eosinófilos constituem entre 1 e 6% das células brancas do sangue, e têm cerca de 12-17 micrômetros de tamanho. Em condições normais são encontrados na junção entre o córtex e medula do timo, no trato gastrointestinal, ovário, útero, baço e linfonodos, mas não em órgãos como o pulmão, pele e esôfago.

Quando se fala em quantitativo, a quantidade de eosinófilos por microlitro de sangue pode variar entre 50 e 500. Caso ocorra um excesso de eosinófilos, ultrapassando os 700 microlitro, pode caracterizar algumas doenças como: artrite reumatoide, Doença de Hodgkin (câncer linfático) ou doenças cutâneas (dermatites e outras lesões da pele).

Basófilos 

Os basófilos têm a responsabilidade de atuar em casos de infecções. Eles trabalham na liberação da heparina, que é importante para anticoagulação, e da histamina, que atua como vasodilatador nas alergias. 

O quantitativo considerado normal é entre 0 e 200 basófilos por milímetro cúbico de sangue. Normalmente, eles representam 1% ou 2% dos leucócitos presentes no sangue. 

Monócitos

Os monócitos são responsáveis pela remoção de partículas estranhas do corpo e da destruição de células tumorais. 

A quantidade considerada normal dos monócitos é de 90 e 900 por milímetro cúbico de sangue. Quando existe uma diminuição nessa quantidade, pode caracterizar uma deficiência no sistema imunológico, como em casos de tratamentos de quimioterapia ou, em casos de anemia ou leucemia

Identificação de anormalidades nos leucócitos


Aumento de neutrófilos: em casos em que o número de neutrófilos ultrapassa os 8.100 milímetros cúbicos no sangue, pode haver um índice de infecções bacterianas, reações inflamatórias ou distúrbios da medula óssea como leucemia mieloide crônica;
Redução de neutrófilos: em casos em há uma redução de neutrófilos abaixo de 2.300 por milímetros cúbicos no sangue pode caracterizar infecções graves ou respostas a medicamentos, como a quimioterapia;
Aumento de eosinófilos: nesses casos, pode ser uma resposta a reações alérgicas, inflamações de pele e infecções por parasitas;
Aumento de linfócitos: infecções virais;
Diminuição dos linfócitos: presença de doenças que afetam o sistema imunológico, como lúpus eritematoso disseminado e HIV;
Aumento dos monócitos: presença de infecções ou distúrbios inflamatórios.

A certificação dessas análises apenas é feita através de uma avaliação aprofundada de um médico especialista, que identificará o estado de saúde do paciente com o complemento de todo um histórico clínico. 

Contagem de leucócitos

O hemograma é o exame que avalia as células que circulam no sangue, como por exemplo os leucócitos. Mas o exame contabiliza ainda outras células sanguíneas, como as células brancas, as plaquetas ou trombócitos, e as células vermelhas ou hemácias. 


O hemograma é o exame que faz a contagem dos leucócitos. (Foto: Wikipédia)

O exame é feito a partir da coleta de sangue do paciente. A contagem das células sanguíneas pode ser feita de duas formas: o processo manual e o processo automático.

O processo manual é feito através de um aparelho conhecido como câmara de Neubauer, após a diluição do sangue. Já o processo automático é feito em aparelhos com dois sensores: um detector de luz e outro de impedância elétrica.

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