Técnicas para evitar gravidez
Os métodos contraceptivos são formas utilizadas por pessoas com vida sexual ativa para evitar a gravidez não programada e até DST (Doença Sexualmente Transmissível). Existem vários tipos de contraceptivos disponíveis, mas para que sejam utilizados adequadamente é necessário consultar um médico para analisar o perfil de cada indivíduo.
Esses mecanismos são divididos em reversíveis (temporários), que podem ser interrompidos a qualquer momento, e irreversíveis (definitivos), que exigem intervenção cirúrgica para a realização da esterilização permanente.
Além de serem divididos como reversíveis e irreversíveis, os contraceptivos também podem ser classificados em cinco tipos. Conheça abaixo os grupos de classificação e os principais métodos contraceptivos.
Métodos contraceptivos comportamentais
O método comportamental ou natural refere-se à abstinência sexual durante o período fértil das mulheres. Assim, evita-se que o espermatozoide entre em contato com o óvulo, o que diminui as chances de gravidez indesejada.
Esse método não é eficaz, pois é muito difícil ter certeza sobre o momento exato da ovulação. Assim, para ser mais concreto, a abstinência sexual deve ser de até seis dias antes do provável período fértil.
Existem várias formas para detectar o período fértil. São elas:
• Tabelinha;
• Temperatura basal;
• Muco cervical (método Billings);
• Coito interrompido.

O anticoncepcional é um método contraceptivo oral. (Imagem: Pixabay)
Métodos de barreira
O método de barreira é aquele que impede a entrada do espermatozoide no útero. São removíveis e indicados para pessoas que não podem ingerir hormônios. São os métodos contraceptivos mais seguros, pois evitam a gravidez e também protegem contra DSTs como a AIDS.
Os principais contraceptivos desse tipo são:
• Camisinha;
• Diafragma;
• Esponjas;
• Espermicidas;
Dispositivo intrauterino (DIU)
O dispositivo intrauterino (DIU) é um método mecânico e caracterizado por ser um dispositivo em formato de T feito de cobre ou hormônios. Se for de cobre, o DIU promove sua ação contraceptiva ao liberar íons com a função de impedir que os espermatozoides cheguem próximo ao útero. A eficácia desse dispositivo é de 99,6% e seu efeito dura até 10 anos, podendo ser removido a qualquer momento.
O DIU hormonal (SIU) é um dispositivo pequeno, macio e também em formato de T. Ele apresenta um reservatório onde fica o hormônio da progesterona, que são liberados em pequenas doses no útero. É uma das formas mais eficientes de se evitar gravidez e seu índice de eficácia é de 99%.
Contracepção hormonal
Esse tipo de contraceptivo é desenvolvido a base dos hormônios estrogênio ou progestina. Eles são responsáveis por evitar a fertilização e agem impedindo a liberação do óvulo ou aumentando a densidade do muco no colo do útero, o que dificulta o transporte dos espermas. Os métodos contraceptivos hormonais podem ser administrados via oral ou aplicados na pele. Também podem ser:
• Contraceptivos orais;
• Contraceptivos injetáveis;
• Implantes;
• Anel vaginal;
• Adesivos cutâneos;
• Pílula do dia seguinte;
Contracepção cirúrgica
A contracepção cirúrgica ou esterilização é um método definitivo e adequado para pessoas que têm certeza dessa decisão, pois os canais que transportam os espermatozoides são interrompidos permanentemente, tornando-se quase impossível a fertilização.
No Brasil, o procedimento pode ser realizado tanto em homens quanto em mulheres com mais de 25 anos e que já tenham ao menos dois filhos. Apesar de ser considerado definitivo, esse método pode ser revertido. No entanto, o sucesso da operação está relacionado com o tipo de procedimento realizado.
Vasectomia
A vasectomia é o processo definitivo realizado nos homens. O procedimento cirúrgico leva cerca de 20 minutos e acontece através de um corte no canal que transporta o esperma (canais deferentes). A cirurgia é realizada de forma segura, com anestesia e não é necessária hospitalização do paciente. A eficácia chega a quase 100%.
Após a vasectomia ainda será necessário utilizar por um curto tempo outro método contraceptivo, pois o organismo dura cerca de três meses para se livrar completamente dos espermatozoides. Apesar do medo que existe em torno da vasectomia, ela não interfere na libido nem na ereção.
Esterilização feminina
A esterilização de mulheres, laqueadura ou ligação das trompas é o método mais complexo que a vasectomia. Existem diversos mecanismos que impossibilitam a entrada do óvulo no útero, por exemplo, o método abdominal, minilaparotomia ou laparoscopia. Nesse método, as trompas de Falópio (canais que transportam os óvulos) são obstruídas por meio de corrente elétrica, grampo, anéis ou pinças.
Um pequeno pedaço da trompa também pode ser removido para impedir o transporte do óvulo. Assim como no procedimento masculino, a esterilização feminina também precisa ter o apoio de outro método contraceptivo durante os três primeiros meses da cirurgia.
Este tipo de esterilização é realizado por médico especializado e com ajuda de anestesia geral. É preciso maior tempo de recuperação em relação ao homem, pois o procedimento é mais agressivo. Nenhum dos tipos de cirurgia afeta a libido, o ciclo menstrual ou a capacidade sexual das mulheres.