Ramo da Biologia que estuda os microrganismos
História
A microbiologia já era motivo de curiosidade entre os homens desde a era primitiva, ainda que eles não soubessem do que se tratava. Desde aquela época, eles buscavam o entendimento sobre as doenças que surgiam e sua forma de transmissão.
Com o passar do tempo, eles descobriram que alguns alimentos se modificavam quando guardados em solo úmido ou frio, porém sem entender como se dava aquele processo. Sabe-se, por exemplo, que a produção de vinho e laticínios data da antiguidade, quando os primitivos se utilizavam dos seres vivos microscópios, mesmo sem ter consciência daquele fato.
Anos depois, especificamente em 1546, o monge e médico italiano Girolamo Fracastoro (1483-1553) divulgou o livro “De contagione et contagionis” com seus estudos sobre doenças contagiosas. De acordo com ele, a existência de germes vivos seria responsável pelas doenças contagiosas.
Suas teorias não tiveram muita importância naquele momento, pois as doenças eram consideradas “castigos divinos” e, por isso, a origem das doenças contagiosas ficou apenas no campo das especulações.
Com o surgimento do microscópio, o inglês Robert Hooke, em 1665, descreveu as estruturas celulares de plantas e fungos por meio desse aparelho, na época ainda bastante rudimentar. Porém, considera-se que a microbiologia deu seus primeiros passos, de fato, entre 1673 e 1723, com o comerciante de tecidos holandês Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), que também por meio do microscópio, observou protozoários, algas, bactérias e leveduras.
O químico francês Louis Pasteus (1822-1895) foi o primeiro a estudar todas essas formas de vida de maneira mais sistemática, criando os primeiros métodos preventivos de doenças, como a vacinação, a soroterapia, entre outros. Considerado o pai da microbiologia, ele ajudou a esclarecer muitas questões relacionadas ao surgimento e cura das doenças. A partir daí, a ciência continuou evoluindo, os microscópios se desenvolveram, surgiram, por exemplo, as técnicas de esterilização, de citologia e o cultivo de microrganismos.
Grupos de microrganismos
Podem ser classificados em adenovírus (compostos de DNA), arbovírus (transmitidos aos seres humanos por meio de insetos) e retrovírus (composto de RNA).

Os protozoários fazem parte do Reino Protista, são eucariontes (possuem apenas um núcleo celular e vários organelos), unicelulares (possuem apenas uma célula) e heterotróficos (se alimentam de outros seres, pois não produzem o próprio alimento).
Também causam algumas doenças como a amebíase, doença de chagas e malária e são classificados de acordo com a sua forma de locomoção: ciliados (se movimentam na água doce ou salgada por meio de diversos cílios), flagelados (se locomovem através de um longo flagelo), rizópodos (possuem falsos pés chamados pseudópodos) e esporozoários (não possuem organelas locomotoras, são parasitas obrigatórios).
Já os fungos podem ser microscópicos ou macroscópicos, podendo ser vistos ou não pelos olhos humanos, a depender do seu tipo. Além disso, podem ser unicelulares ou pluricelulares, eucariontes e heterótrofos (se alimentam de outros seres vivos).
Alguns tipos de fungos são encontrados em diversos ambientes, como água, vegetais, solo, detritos, e utilizados para diversos fins, como culinária, medicina e produtos. Outros são considerados parasitas e transmitem patogêneses como candidíase, micose, histoplasmose, entre outros.

Por fim, as bactérias são seres unicelulares e procariontes (não possuem núcleo celular) encontradas na água, no solo, no ar, dentro de outros seres vivos e nas condições mais inóspitas. Podem apresentar formas diversas, como esferas (cocos), bastões (bacilos), espirais (espirilo), entre outras.
Apesar de também causar doenças, as bactérias possuem funções diversas sendo utilizadas, por exemplo, na fabricação de antibióticos e vitaminas, além de alimentos que se utilizam de lactobacilos (iogurtes, queijos), na produção de proteínas humanas (hormônio do crescimento, insulina), além de ajudar nas etapas do Ciclo do Nitrogênio.

Áreas de estudo da microbiologia
A microbiologia possui diversas áreas de estudo. Algumas delas são:
Importância da microbiologia
O estudo dos microrganismos contribuiu positivamente para o desenvolvimento da humanidade. A partir da descoberta das causas e formas de transmissão das doenças, além dos métodos preventivos como vacinas, medicamentos e soros, por exemplo, foi possível aumentar a qualidade e a expectativa de vida dos seres humanos.
Outro benefício importante tem relação com a tecnologia de alimentos, por meio dos processos de conservação e fermentação dos produtos alimentícios. Além disso, a possibilidade de evitar patologias nos animais, bem como a microbiologia do solo, que permite a conservação dos fatores biológicos e uma degradação menor do solo, também foram importantes para a evolução de todos os seres vivos que compõem o planeta.