0

Sua mochila está vazia!

Microcefalia

Postado por Elson Barbosa em 26/06/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Má-formação no perímetro cefálico do bebê


A microcefalia é caracterizada como uma doença onde a cabeça e o cérebro dos bebês são menores do que o normal para a idade, causando assim um prejuízo para o crescimento mental. Os ossos cefálicos, que logo no nascimento estão separados, acabam se unindo prematuramente, impossibilitando que o cérebro cresça e execute as suas funções normalmente. 

As crianças que sofrem com a doença podem necessitar de atenção e cuidado por toda a vida. Porém, essa identificação é feita logo no início da vida e a deficiência pode variar de acordo com o percentual que o cérebro conseguiu desenvolver, bem como as partes que foram comprometidas. 

Normalmente, o principal diagnóstico da doença é feito quando o tamanho da cabeça do bebê, nascido no período normal de gestação, é menor que 33 centímetros

Consequências da microcefalia 


Alguns dos problemas que podem ser sofridos pela criança que sofre de microcefalia são: 

• Atraso mental
• Déficit intelectual
• Paralisia
• Convulsões
• Epilepsia
• Autismo
• Rigidez dos músculos, cientificamente chamada de espasticidade

Mesmo não havendo um tratamento direcionado para as crianças com microcefalia, algumas medidas podem ser tomadas para minimizar os impactos da doença. Na maioria dos casos, a criança necessita realizar consultas periódicas no fisioterapeuta, para melhorar o seu desenvolvimento, prevenindo problemas respiratórios e até mesmo úlceras, que podem aparecer em virtude do excesso de tempo deitados ou em cadeiras de rodas. 

Esses sintomas acontecem porque o cérebro necessita de espaço para atingir o seu desenvolvimento máximo, mas, como nos casos das crianças com microcefalia esse crescimento fica comprometido, as funções do corpo também são afetadas. 

A microcefalia pode ser classificada de duas formas: 

Primária: quando os ossos do crânio se fecham durante a gravidez, mais precisamente até o sétimo mês da gestação;
Secundária: quando os ossos do crânio se fecham na finalização da gestação ou após o nascimento da criança.


Sintomas causados pela microcefalia. (Imagem: Wikipedia)

Causas 


Estudos indicam que algumas das causas da microcefalia podem ser doenças genéticas ou infecciosas, bem como exposição a substâncias tóxicas ou desnutrição. 

Entre as causas que podem causar a doença estão:

• Infecções como rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose
• Consumo de cigarro, álcool ou drogas como cocaína e heroína durante a gravidez
• Síndrome de Rett
• Envenenamento por mercúrio ou cobre
• Meningite
• Desnutrição
• HIV materno
• Doenças metabólicas na mãe como fenilcetonúria
• Exposição à radiação durante a gestação
• Uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer, nos primeiros 3 meses de gravidez

Após um surto de microcefalia que afetou a região nordeste do Brasil, em 2015, ficou constatado que o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, também tem relação com a doença. 

Importante salientar que ela também pode ser acarretada por problemas genéticos em crianças com outros tipos de doenças como: Síndrome de West, Síndrome de Down e Síndrome de Edwards, entre outras.

Por conta disso quem possui a microcefalia acompanhada de alguma outra síndrome pode obter outras características e complicações que não são vistas nas que possuem somente a microcefalia. 

Diagnóstico 


O diagnóstico da doença pode ser constatado durante a gravidez através de exames do pré-natal. Por isso é de fundamental importância a realização regular dos exames gestacionais. Além disso, a microcefalia pode ser constatada logo após o parto através da medição do perímetro cefálico.

Alguns exames tomográficos ou de ressonância magnética cerebral também podem contribuir para a medição da gravidade da doença, bem como as possíveis consequências para o crescimento dos bebês. 

Tratamento


Não há cura da microcefalia, porém alguns procedimentos podem contribuir para a redução das consequências no desenvolvimento das crianças. 

Um desses procedimentos é a cirurgia de separação dos ossos do crânio. Porém, ela precisa ser realizada nos primeiros dois meses de vida para impedir a compressão do cérebro que impede o crescimento. 

Quando a criança, além da microcefalia, apresenta a hidrocefalia, que é quando há existência de líquido dentro do cérebro, também é possível implantar um dreno para diminuir a quantidade do líquido. 

Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos que atuam na diminuição das contrações e tensões musculares. 

Na maioria dos casos, a fisioterapia é indicada, pois pode melhorar tanto o desenvolvimento físico como o mental da criança. 

Importante lembrar os especialistas necessários para o acompanhamento dos portadores da doença são o pediatra e o neurologista, porém outros profissionais para contribuir com o processo de melhora como psicólogo, dentista, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

Artigos Relacionados

Descubra o que é, a história e a atuação do Greenpeace no Brasil.

Conheça exemplos de biopirataria e como eles impactam o meio ambiente.

Confira tudo que você precisa saber sobre a Amazônia Legal.

Quer estudar
pagando menos?
Com o Educa Mais Brasil você estuda com desconto até o final do curso!
×Graduação
Curso que deseja estudar