0

Sua mochila está vazia!

Onça Pintada

Postado por Ruan Fernandes em 15/05/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Animal é o maior felino das Américas


A onça pintada é uma espécie de mamífero carnívoro que faz parte do reino animal. Ela é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas do tigre e do leão. Apesar da semelhança física com o leopardo, a onça pintada se diferencia pela coloração e por ser maior. Além disso, na evolução, é mais próxima do leão.

O animal tem grande porte e pode pesar mais de 150 kg, mas tendo na maioria das vezes entre 56 e 92 kg. O seu comprimento pode variar de 1,12 m a 1,85 m, sem contar com a cauda, que pode variar de 45 cm a 75 cm.

O nome científico da onça pintada é phantera onca, mas pode ser conhecida como jaguar ou onça preta. Em determinadas culturas o animal pode ser chamado de onça verdadeira, jaguaretê, acanguçu, canguçu, jaguarapinima ou apenas pintada.

O animal pode ser encontrado em diversos países do continente, desde o México, passando pela América Latina e em grande parte da América do Sul. Foi visto até o final do século XX em alguns lugares da América do Norte. Desde então, é considerado extinto nessa parte do continente. 

Na América do Sul a onça pintada vive em grande parte na Amazônia, mas pode viver em diversos biomas brasileiros e de outros países. A onça pintada é um animal crepuscular, ou seja, prefere caçar entre o fim da tarde e o início da noite ou entre o fim da noite e o início da manhã. Por estar no topo da cadeia alimentar, o animal exerce importante papel no equilíbrio dos ecossistemas.


A onça pintada está quase em ameaça de extinção. (Foto: Wikipédia)

Características da onça pintada


A onça pintada pode ser encontrada em diversos tipos de biomas. Preferem viver em florestas com vegetação mais densa, mas pode ser vista em áreas mais abertas. Exceção apenas para o bioma pampa, onde foi extinto. 

Os animais são ótimos nadadores e passam boa parte da vida dentro de rios. Em comparação a animais com massas corporais parecidas, como tigre e leão, têm as pernas ligeiramente mais curtas, porém mais grossas.

As fêmeas da espécie são um pouco menores, podendo variar de 10 a 20%. O tamanho das onças pintadas pode variar ainda de acordo com a região onde são encontradas. Por exemplo, os animais encontrados na Amazônia e regiões próximas são menores.

Animais que vivem no Pantanal, por exemplo, podem ter mais massa corporal, pesando em torno de 100 kg. Os mais velhos chegando a ter até 130 kg. Já animais que vivem na Reserva da Biosfera Chamela-Cuixmala, no México, pesam em torno de 50 kg. 

O crânio das onças pintadas tem, geralmente, de 19 a 26 cm, mas podem chegar a 27,5 cm ou mais. O rosto do animal é mais largo, principalmente nos machos, e o formato da cabeça mais curto e robusto. Os dentes caninos têm em torno de 17,5 mm a 18,6 mm, mas ocasionalmente podem ter até 23,5 mm. 

A onça pintada possui o osso hioide, o que dá ao animal a capacidade de rugir. Essa característica integra ele na família Panthera, junto com leopardos, leões, tigres e leopardo das neves. Com exceção desse último, todos podem rugir. Com isso, a espécie é a única da família Pantera a habitar o continente americano.

A onça pintada tem a mordida mais forte da família dos felinos e a segunda do mundo, ficando atrás apenas das hienas. Sua mordida quebra até a couraça de tartarugas. Sua boca pode abrir até 13,1 centímetros de diâmetro. Geralmente mata mordendo a cabeça da presa. O formato do corpo do animal permite que ele escale, rasteje e nade.

O pelo das onças pintadas possui tom amarelo acastanhado. Ocasionalmente esse tom pode se apresentar como avermelhado, marrom ou preto. As rosetas variam de tamanhos e podem incluir números variados de pintas em seu interior. Essas características permitem a camuflagem, que usa o efeito das luzes, principalmente em áreas com vegetação densa.

Pode acontecer a variação da melanina nas onças pintadas. A variação no tom para o albino é muito rara, mas no tom preto pode atingir cerca de 6% da população. Porém, nesse tom, se visto de perto e sob a luz, é possível ver as rosetas. Apesar de chamarem o animal de onça preta, ele não é uma espécie diferente, ele passa apenas por uma variação natural.

Ameaça de extinção 


A onça pintada está classificada como "quase ameaçada". Isso acontece em casos em que a espécie não está ainda em ameaça de extinção, mas está muito próxima. Vários fatores agravam essa situação.

O comércio de pele da onça pintada já foi um grande problema. Estima-se que na década de 1960 muitos animais foram mortos. Por ano, cerca de 15 mil peles eram vendidas ilegalmente somente saindo da Amazônia.

Em 1973 houve a assinatura da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES), onde vários estados se comprometiam a assegurar que o comércio de animais e plantas selvagens, e ainda seus derivados, não colocassem em risco a sua existência.

A caça a onça pintada é proibida no Brasil e em vários outros países, como a Argentina, onde o animal já foi extinto em parte do território. Mas em alguns países não é crime a caça quando o animal ameaça o gado doméstico de fazendeiros. 

Outros fatores como desmatamento e escassez de alimento também contribui para a extinção da onça pintada. No Brasil, a espécie corre maior risco nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Onça pintada nas culturas


A onça pintada aparece como representação de força em diversas culturas mesoamericanas. Na mitologia asteca, por exemplo, o animal era ligado ao deus Tezcatlipoca, um dos três grandes deuses da cultura.

Foi cultuada na cultura Chavín, onde hoje é o Peru, uma das culturas andinas da era pré-incaica, por volta de 900 a.C, e na civilização Moche, no norte do país, era visto como símbolo de força e poder. 

Nessa época, a cultura Olmeca, que viveu onde hoje são os estados de Veracruz e Tabasco, no México, o animal era esculpido e, muitas vezes, com semelhanças humanas. A civilização Maia acreditava que o animal protegia a família real e poderia facilitar a comunicação com os mortos. 

Na contemporaneidade, a onça pintada aparece em culturas e bandeiras. No Brasil, inclusive, é representada na nota de 50 reais. Em alguns países, aparece também em brasões.

Povos Guaranis consideram a onça pintada um animal perigoso. Para esse povo, caçar o animal é sinal de status social ou transição para a idade adulta. Já para povos amazônicos, o animal representa sexo e reprodução.

Artigos Relacionados

Descubra o que é, a história e a atuação do Greenpeace no Brasil.

Conheça exemplos de biopirataria e como eles impactam o meio ambiente.

Confira tudo que você precisa saber sobre a Amazônia Legal.

Quer estudar
pagando menos?
Com o Educa Mais Brasil você estuda com desconto até o final do curso!
×Graduação
Curso que deseja estudar