Glândula situada no abdômen
O pâncreas é uma glândula que mede entre 15 e 25 cm, situado atrás do estômago e se divide em três partes: a cabeça – parte mais volumosa, o corpo e a cauda. O pâncreas separara o suco pancreático através da produção de insulina e da absorção das enzimas da digestão.

O pâncreas é responsável por produzir a insulina e o hormônio glucagon. (Foto: Pixabay)
Funcionamento do pâncreas
O pâncreas faz parte dos sistemas digestivo e endócrino e está localizado no abdômen, atrás do estômago, entre o duodeno e o baço. O pâncreas funciona como dois órgãos existentes em um só.
Se essa glândula apresenta algum tipo de problema e uma carência na produção de insulina, a glicose que seria consumida pelo organismo é eliminada pelos rins e provoca o diabetes.
Ele apresenta diferentes funções: a endócrina que é responsável pela produção de insulina, o hormônio que controla o nível de glicemia no sangue; e a exócrina que é responsável pela produção de enzimas envolvidas na absorção e digestão dos alimentos.
O pâncreas possui a obrigação de produzir muitas substâncias, as principais são: amilase e a lipase, enzimas expelidas pelos canais pancreáticos e caem no duodeno – começo do intestino delgado, lugar em que elas vão agir.
As duas enzimas quebram os alimentos em partes menores. Amilase é especialista em digestão dos carboidratos e lipase atua na gordura. A falta dessas enzimas provoca dificuldades na absorção dos nutrientes e promove o emagrecimento indesejado.
Existem no pâncreas, estruturas chamadas de ilhotas de Langerhans que são referentes a 2% do tamanho total da glândula. Elas são formadas pelas células alfa que geram o hormônio glucagon e pelas células beta que produzem a insulina.
Fazer jejum por muito tempo faz com que a taxa de açúcar caia muito, e para evitar a hipoglicemia, ocorre a liberação do glucagon que estimula o fígado a transformar suas reservas de glicogênio em moléculas de glicose para organismo, normalizando a situação.
O pâncreas só é solicitado para produzir a insulina, quando há grande quantidade de açúcar na circulação sanguínea. O hormônio limpa os vasos quando coloca a glicose toda dentro das células, lugar onde serve de combustível.
Ácinos pancreáticos fabricam suco pancreático e apresentam um canal excretor. Vários canais de ácinos pancreáticos se juntam e criam o sistema de canais, onde se destacam o “wirsung” e o canal secundário “santorini”. Por meio desses canais o suco pancreático chega ao duodeno.
Doenças
• Câncer
• Diabetes
• Pancreatite
• Fibrose Cística
• Hipergastrinemia
• Tumores benignos
• Pseudocisto pancreático
• Hiperinsulinismo congênito
• Problemas inflamatórios agudos
• Problemas inflamatórios crônicos
• Insuficiência pancreática exócrina
Aspectos de risco do câncer de pâncreas
Existem alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de pâncreas, mas isso não é uma regra.
• Diabetes tipo 2 – pessoas que possuem um longo histórico de diabetes apresentam um risco aumentado.
• Fumo – o fumo é o principal fator de risco para desenvolver o câncer, não só do pâncreas como de muitos outros, ele causa cerca de 30% das mortes por câncer. A quantidade de cigarros consumidos está diretamente relacionada com a ocorrência de câncer do pâncreas. Os fumantes correm duas a seis vezes mais risco de contrair a doença em comparação a não fumantes. Outros exemplos: câncer de boca, bexiga, estômago, faringe, fígado, garganta, laringe, pulmão, rins, além das leucemias.
• Histórico familiar – o câncer de pâncreas ou a pancreatite hereditária são doenças causadas por mutações de genes. Quem tem ou teve parentes com uma dessas doenças, tem mais facilidade para desenvolvê-las.
• Idade – a doença é mais comum em pessoas com mais de 55 anos.
• Obesidade – estar muito além do peso ideal, aumenta cerca de 20% o risco de desenvolver a doença.
• Pancreatite crônica – a inflamação crônica do pâncreas também está relacionada com o maior risco e incidência do câncer, principalmente em fumantes.
• Síndrome familiar de câncer – mutação genética hereditária, é responsável por uma média de 10% dos casos da doença. A síndrome familial de mama e ovário e a síndrome de Lynch – relacionada ao câncer colorretal, são alguns exemplos. É necessário que pacientes e familiares tenham acompanhamento frequente de um médico especialista, como oncogenética.
Sintomas
Normalmente, o câncer de pâncreas não apresenta sinais quando está na fase inicial. Quando a doença se manifesta, costuma ser descaracterizada e relacionada a outros órgãos do sistema digestivo. Os sinais da doença são:
• Cansaço
• Dores na lombar e no abdômen
• Icterícia
• Indigestão
• Náuseas
• Perda de apetite
• Perda inexplicável de peso
• Sensação de empachamento
• Surgimento repentino de diabetes
• Urina escura e fezes de cor clara
• Vômitos
Aspectos de risco da pancreatite
A pancreatite é quando o pâncreas inflama por causa de uma obstrução dos canais que levam as secreções para o duodeno – início do intestino. Como não consegue eliminar os fluidos produzidos, o órgão inflama por causa da ação das enzimas digestivas.
Em um organismo saudável, elas são secretadas pelo pâncreas e mandadas para o intestino delgado em um estado de inativação. Existem alguns fatores que favorecem a pancreatite:
• Abuso de álcool
• Altos níveis de triglicerídeos
• Cálculos biliares
• Câncer de pâncreas
• Casos da doença na família
• Cirurgia abdominal
• Condições autoimunes
• Hipercalcemia – cálcio elevado no sangue
• Infecções
• Intoxicações
• Lesão, traumas e/ou ferimentos no abdômen
• Tabagismo
• Uso de alguns medicamentos
Sintomas
Se as funções estão afetadas e não existe a liberação enzimática corretamente, isso compromete e provoca sinais sérios. Seguem alguns:
• Aceleração dos batimentos cardíacos
• Alteração da cor e consistência das fezes
• Ascite - acumulo de fluidos na membrana que envolve os órgãos abdominais
• Derrame pleural
• Diarreia
• Elevação da glicemia
• Hiperbilirrubinemia - concentração elevada de bilirrubina no sangue
• Icterícia
• Insuficiência pancreática
• Má absorção intestinal
• Náuseas e vômitos
• Obstrução biliar ou duodenal
• Perda de peso sem causa aparente
• Trombose da veia esplênica