0

Sua mochila está vazia!

Pâncreas

Postado por Márcia Macedo em 24/05/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Glândula situada no abdômen


O pâncreas é uma glândula que mede entre 15 e 25 cm, situado atrás do estômago e se divide em três partes: a cabeça – parte mais volumosa, o corpo e a cauda. O pâncreas separara o suco pancreático através da produção de insulina e da absorção das enzimas da digestão.


O pâncreas é responsável por produzir a insulina e o hormônio glucagon. (Foto: Pixabay) 

Funcionamento do pâncreas


O pâncreas faz parte dos sistemas digestivo e endócrino e está localizado no abdômen, atrás do estômago, entre o duodeno e o baço. O pâncreas funciona como dois órgãos existentes em um só. 

Se essa glândula apresenta algum tipo de problema e uma carência na produção de insulina, a glicose que seria consumida pelo organismo é eliminada pelos rins e provoca o diabetes.

Ele apresenta diferentes funções: a endócrina que é responsável pela produção de insulina, o hormônio que controla o nível de glicemia no sangue; e a exócrina que é responsável pela produção de enzimas envolvidas na absorção e digestão dos alimentos.

O pâncreas possui a obrigação de produzir muitas substâncias, as principais são: amilase e a lipase, enzimas expelidas pelos canais pancreáticos e caem no duodeno – começo do intestino delgado, lugar em que elas vão agir.

As duas enzimas quebram os alimentos em partes menores. Amilase é especialista em digestão dos carboidratos e lipase atua na gordura. A falta dessas enzimas provoca dificuldades na absorção dos nutrientes e promove o emagrecimento indesejado.

Existem no pâncreas, estruturas chamadas de ilhotas de Langerhans que são referentes a 2% do tamanho total da glândula. Elas são formadas pelas células alfa que geram o hormônio glucagon e pelas células beta que produzem a insulina.

Fazer jejum por muito tempo faz com que a taxa de açúcar caia muito, e para evitar a hipoglicemia, ocorre a liberação do glucagon que estimula o fígado a transformar suas reservas de glicogênio em moléculas de glicose para organismo, normalizando a situação.

O pâncreas só é solicitado para produzir a insulina, quando há grande quantidade de açúcar na circulação sanguínea. O hormônio limpa os vasos quando coloca a glicose toda dentro das células, lugar onde serve de combustível.

Ácinos pancreáticos fabricam suco pancreático e apresentam um canal excretor. Vários canais de ácinos pancreáticos se juntam e criam o sistema de canais, onde se destacam o “wirsung” e o canal secundário “santorini”. Por meio desses canais o suco pancreático chega ao duodeno.

Doenças


•    Câncer 
•    Diabetes 
•    Pancreatite
•    Fibrose Cística 
•    Hipergastrinemia 
•    Tumores benignos 
•    Pseudocisto pancreático 
•    Hiperinsulinismo congênito 
•    Problemas inflamatórios agudos
•    Problemas inflamatórios crônicos 
•    Insuficiência pancreática exócrina

Aspectos de risco do câncer de pâncreas


Existem alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de pâncreas, mas isso não é uma regra.

•    Diabetes tipo 2 – pessoas que possuem um longo histórico de diabetes apresentam um risco aumentado.
•   Fumo – o fumo é o principal fator de risco para desenvolver o câncer, não só do pâncreas como de muitos outros, ele causa cerca de 30% das mortes por câncer. A quantidade de cigarros consumidos está diretamente relacionada com a ocorrência de câncer do pâncreas. Os fumantes correm duas a seis vezes mais risco de contrair a doença em comparação a não fumantes. Outros exemplos: câncer de boca, bexiga, estômago, faringe, fígado, garganta, laringe, pulmão, rins, além das leucemias.
•   Histórico familiar – o câncer de pâncreas ou a pancreatite hereditária são doenças causadas por mutações de genes. Quem tem ou teve parentes com uma dessas doenças, tem mais facilidade para desenvolvê-las.
•    Idade – a doença é mais comum em pessoas com mais de 55 anos.
•    Obesidade – estar muito além do peso ideal, aumenta cerca de 20% o risco de desenvolver a doença.
•   Pancreatite crônica – a inflamação crônica do pâncreas também está relacionada com o maior risco e incidência do câncer, principalmente em fumantes.
•  Síndrome familiar de câncer – mutação genética hereditária, é responsável por uma média de 10% dos casos da doença. A síndrome familial de mama e ovário e a síndrome de Lynch – relacionada ao câncer colorretal, são alguns exemplos. É necessário que pacientes e familiares tenham acompanhamento frequente de um médico especialista, como oncogenética.

Sintomas

Normalmente, o câncer de pâncreas não apresenta sinais quando está na fase inicial. Quando a doença se manifesta, costuma ser descaracterizada e relacionada a outros órgãos do sistema digestivo. Os sinais da doença são:

•    Cansaço
•    Dores na lombar e no abdômen
•    Icterícia
•    Indigestão
•    Náuseas
•    Perda de apetite
•    Perda inexplicável de peso 
•    Sensação de empachamento
•    Surgimento repentino de diabetes
•    Urina escura e fezes de cor clara
•    Vômitos

Aspectos de risco da pancreatite


A pancreatite é quando o pâncreas inflama por causa de uma obstrução dos canais que levam as secreções para o duodeno – início do intestino. Como não consegue eliminar os fluidos produzidos, o órgão inflama por causa da ação das enzimas digestivas. 

Em um organismo saudável, elas são secretadas pelo pâncreas e mandadas para o intestino delgado em um estado de inativação. Existem alguns fatores que favorecem a pancreatite:

•    Abuso de álcool
•    Altos níveis de triglicerídeos
•    Cálculos biliares
•    Câncer de pâncreas
•    Casos da doença na família
•    Cirurgia abdominal
•    Condições autoimunes
•    Hipercalcemia – cálcio elevado no sangue
•    Infecções
•    Intoxicações
•    Lesão, traumas e/ou ferimentos no abdômen
•    Tabagismo
•    Uso de alguns medicamentos

Sintomas

Se as funções estão afetadas e não existe a liberação enzimática corretamente, isso compromete e provoca sinais sérios. Seguem alguns:

•    Aceleração dos batimentos cardíacos
•    Alteração da cor e consistência das fezes
•    Ascite - acumulo de fluidos na membrana que envolve os órgãos abdominais
•    Derrame pleural
•    Diarreia
•    Elevação da glicemia
•    Hiperbilirrubinemia - concentração elevada de bilirrubina no sangue
•    Icterícia
•    Insuficiência pancreática
•    Má absorção intestinal
•    Náuseas e vômitos
•    Obstrução biliar ou duodenal
•    Perda de peso sem causa aparente
•    Trombose da veia esplênica

Artigos Relacionados

Descubra o que é, a história e a atuação do Greenpeace no Brasil.

Conheça exemplos de biopirataria e como eles impactam o meio ambiente.

Confira tudo que você precisa saber sobre a Amazônia Legal.

Quer estudar
pagando menos?
Com o Educa Mais Brasil você estuda com desconto até o final do curso!
×Graduação
Curso que deseja estudar